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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Governo vai criar vale-pedágio

Maria Lúcia Delgado
             
Brasília -  O presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) vai editar hoje ou amanhã uma medida provisória criando o vale-pedágio. “É uma decisão presidencial, independente do acordo ou de paralisação”, afirmou ontem o ministro dos Transportes, Eliseu Padilha. A decisão do governo não convenceu o Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC) a desistir da paralização nas rodovias de todo o país. Padilha e Fernando Henrique discutem hoje o assunto. Dentro de 25 dias a medida provisória valerá na prática. O ministro afirmou que esse é o único ponto em que o governo cedeu e que os demais serão objeto de negociação.
            
“Nós não constatamos paralisarão porque é feriado. O dia foi de normalidade nas rodovias brasileiras”. Disse o ministro, fazendo um balanço do movimento no inicio da noite de ontem. Eliseu Padilha acredita que a dimensão do movimento dos caminhoneiros só poderá ser avaliada hoje, já que no 1º de maio as rodovias estavam praticamente vazias, os caminhões parados e os motoristas com as famílias.
             
Abastecimento – O ministro disse que o governo ainda não quer fazer juízo de valor sobre a greve, mas aposta que não haverá prejuízo no abastecimento caso apenas os 350 mil caminhoneiros autônomos parem de rodar. Padilha enfatizou que 8540 mil caminhões são de transportadoras.
             
Apesar das resistências dos caminhoneiros, o ministro disse que pretende fazer contato com Nélio Botelho, presidente do MUBC, para dar prosseguimento ao diálogo. “Sou porta-voz da negociação”, afirmou. “A paralização não interessa a ninguém, nem aos caminhoneiros. Pode interessar a outras pessoas”, disse Padilha, insinuando a existência de uma mobilização política por trás da greve dos caminhoneiros.
             
Negociação – Outras três propostas do governo estão condicionadas, segundo o ministro, “à negociação com toda a categoria e ao levantamento da paralisação”. A planilha referencial de fretes poderá ser revista pelos caminhoneiros e empresas transportadoras a cada 60 dias – sendo um paâmetro para balizar o mercado –e admite-se uma tolerância de 5% sobre o peso da carga declarado na nota fiscal. O Ministério também pretende conceder a autorização para desmanche de veículos a concessionárias ou oficinas autorizadas.
             
Eliseu Padilha assegurou que o vale-pedágio “é mais do que os caminhoneiros queriam”, pois eles não vão pagar nenhuma tarifa. “Avançamos na negociação e por isso agora a maioria das entidades não está querendo o movimento”,justificou. Com o vale-pedágio, os donos de cargas e embarcadores ficarão responsáveis pelo pagamento da tarifa. O temos dos caminhoneiros autônomos é que as empresas e embarcadores compensem o não-pagamento de pedágio com aumento do frete.
            
“Para isso o ministro José Gregori (Justiça) trouxe o remédio”, argumentou Eliseu Padilha, alertando que o texto da medida provisória sobre o vale-pedágio vai incorporar sanções e penalidades sérias para quem repassar o custo da tarifa para o frete. “A empresa poderá perder o registro de embarcador”, alertou.

Fonte: Jornal do Brasil 02/05/2000

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Presidente Fernando Henrique visita amanhã obras da BR101

Presidente Fernando Henrique Cardoso e o ministro dos Transportes Eliseu Padilha
O presidente Fernando Henrique Cardoso e o ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, visitarão amanhã as obras de duplicação da BR 101. 

Na visita, presidente e ministro conhecerão os trabalhos no trecho Navegantes/Camboriú e as obras do túnel do Morro do Boi (Krn 141), entre Camboriú e Itapema. O presidente quer conferir o andamento dos serviços iniciados em janeiro de 97, cujos contratos de financiamento junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Eximbank do Japão foram assinados por ele em junho de 96 em Florianópolis. 

A duplicação da BR 101 no Estado faz parte da ampliação de capacidade do chamado Corredor do Mercosul, que envolve outras duas rodovias: a BR 116, de São Paulo a Curitiba, e a BR376, de Curitiba à divisa Paraná/Santa Catarina, num total de 659 quilômetros, com custo total calculado em R$ 1,6 bilhão. Atualmente está sendo também duplicada a rodovia Fernão Dias, ligando São Paulo a Belo Horizonte. 

Em Santa Catarina, as obras têm um custo total previsto de R$ 565 milhões e abrangem 216,5 quilômetros de extensão, entre a divisa com o Paraná e Palhoça na Grande Florianópolis. 

Hoje, 44 quilômetros de pistas duplicadas já receberam a primeira camada de asfalto e outros 122 quilômetros estão em fase final de terraplenagem, ou seja, prontos para a pavimentação. Mantido o rumo atual, segundo o DNER, até dezembro deste ano estão prontos 74% da obra, que será integralmente concluída em junho de 99. O túnel do Morro do Boi, que será visitado pelo presidente Fernando Henrique, faz pane do lote 6 (trecho entre Camboriú e Tijucas ), em execução pelo consórcio Camargo Corrêa/Andrade Gutierrez/OAS. 

Somente nas obras do túnel, que terá 1.007 metros de comprimento, 9,45 metros de altura e 14,4 metros de largura, serão investidos R$ 17,6 milhões. O custo da duplicação do lote 6 é de R$ 74,6 milhões. A perfuração está sendo realizada em duas frentes, tendo atingido, até agora, 640 metros. A conclusão do túnel está prevista para abril/99. 

EM JOINVILLE 

No norte do Estado, o ministro Eliseu Padilha vai assinar o anúncio dos editais de licitação para a execução da ligação sul de Joinville, incluindo um novo viaduto de acesso à BR101, no quilômetro 51, próximo à chamada Curva do Arroz. O Eixo de Ligação Sul, que fica entre os bairros Itinga e Santa Catarina, a partir do entroncamento da rua Waldemiro José Borges com a avenidaPaulo Schoroeder, vai desafogar o tráfego da BR110 e facilitar o transporte até o porto de São Francisco do Sul, além de desenvolver a região sul de Joinville. 

No atual projeto de duplicação da BR101, Joinville foi contemplada com três viadutos de acesso. Dois deles já foram concluídos (um na rua XV de Novembro e outro na rua Ottokar Doerffel). O terceira será construído pelo consórcio Engepasa/Cesbe, dando acesso ao Distrito Industrial, no norte da cidade.

Fonte: DNER 29/06/1998

terça-feira, 15 de novembro de 2011

FHC pede adiamento do debate da sucessão

Presidente Fernando Henrique e Ministro Eliseu Padilha

Presidente deu posse aos novos ministros

Na solenidade de posse dos novos ministros da Justiça, Aloysio Nunes Ferreira, e da integração Nacional, Ney Suassuna; do secretário-geral da Presidência, Arthur Virgílio; e do líder do governo no Congresso, Heráclito Fortes (PFL), o presidente Fernando Henrique Cardoso aproveitou para apelar a partidos e candidatos à sucessão presidencial que 'não tenham pressa' e transfiram os debates para 2002.

Doze ministros estavam presentes ao evento e alguns deles, apesar de não estarem deixando os cargos, foram citados de maneira elogiosa pelo presidente. Um auditório lotado por artistas, socialites, governadores e políticos da base aliada do governo aplaudiu o discurso otimista feito por Fernando Henrique. Ele anunciou que 'a economia vai crescer 3% este ano se o governo trabalhar'. 

O presidente elogiou os ministros que deixaram os cargos e os que assumiram novos postos.  Ao falar sobre o trabalho de José Gregori, que deixa o Ministério da Justiça para assumir a embaixada brasileira em Portugal, FHC aproveitou para enaltecer o fato de nunca ter havido, desde que assumiu a Presidência da República, 'qualquer alegação de coação ou desrespeito à integridade das pessoas na Polícia Federal'. Depois da cerimônia, ele anunciou formalmente a saída de Eliseu Padilha do Ministério dos Transportes. No discurso de posse dos outros ministros, Fernando Henrique informou que ainda não havia escolhido o substituto de Padilha e elogiou sua atuação à frente do ministério. O presidente destacou 'a lealdade exemplar' de Padilha. 'Ele foi capaz de atender às demandas de seu partido, o PMDB, sem causar problemas ao governo ou preterir as reivindicações de outras legendas.'


Fonte: Correio do Povo de 15/11/2001

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Eliseu Padilha defende transporte hidroviário de passageiros

Eliseu Padilha defende transporte hidroviário
29/09/2010 O deputado federal Eliseu Padilha participou nesta manhã (29) da cerimônia de assinatura do documento de autorização para publicação do edital de licitação, para o transporte hidroviário de passageiros entre Guaíba e Porto Alegre, e entre Rio Grande e São José do Norte. 

Ex-ministro dos Transportes do governo FHC, Padilha defende este tipo de transporte no Brasil. 

“Como ministro dos Transportes que delegou os armazéns e o cais da Mauá para o Governo do Rio Grande do Sul e defensor do transporte hidroviário de passageiros, tinha todo interesse em conhecer os termos do edital de licitação que será lançado. Oportunamente, terei acesso a ele e, então, manifestar-me-ei”, disse Eliseu Padilha.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2001

Padilha será o próximo desfalque no Governo


Presidente Fernando Henrique e Ministro Eliseu Padilha
O presidente Fernando Henrique Cardoso confirmou, em entrevista à rádio CBN, por telefone, que o ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, vai sair do Governo nas próximas semanas. 

Segundo o presidente, há muito tempo o ministro manifestou o desejo de voltar para o Rio Grande do Sul e tratar de questões eleitorais. "Eu tinha combinado com ele que no fim do ano ele seria dispensado. Ele prestou relevantes serviços, foi um ministro que defendeu sempre o Governo, mas chegou o momento de cuidar também das questões regionais dele", disse Fernando Henrique.

O combinado, segundo o presidente, é que a mudança no Ministério da Justiça seria uma boa oportunidade para fazer também uma modificação no Ministério dos Transportes. "Isso deve ocorrer nas próximas semanas, vai depender de um ajuste do Congresso Nacional, que tem de tomar posição a respeito do ministro José Gregori, que vai para Portugal", disse FHC. Gregori vai assumir a embaixada do Brasil em Portugal.

O presidente negou que a saída do ministro Padilha represente a antecipação da estratégia do PMDB de se desvincular do barco do Governo antes das eleições. Fernando Henrique afirmou que a situação do ministro Eliseu Padilha não tem nada a ver com um desembarque peemedebista.

"Aliás, o Governo não é barco, para se estar embarcando e desembarcando. O Governo tem rumo. Agora, as pessoas têm interesses políticos, legítimos, têm as questões regionais e, por isso, vão e voltam", afirmou.


Fonte: Entrevista à rádio CBN

quarta-feira, 28 de novembro de 2001

Eliseu Padilha ganha foto na galeria dos ministros


O ministro dos Transportes, Alderico Lima, inaugurou, hoje (28/11/2001), pela manhã, na Biblioteca do Ministério dos Transportes e das Comunicações, a foto de seu antecessor, Eliseu Padilha na Galeria de Fotografias dos ministros que ocuparam a pasta. 

Para Alderico, "a placa é um reconhecimento do trabalho prestado por todos que já passaram pelo Ministério e fizeram história." 

Além da presença do próprio homenageado, também prestigiou a cerimônia o ex-ministro Alcides Saldanha, que atuou na pasta antes de Eliseu Padilha, substituindo Odacir Klein.

Eliseu Padilha tomou posse no Ministério dos Transportes em 22 de maio de 1997 e deixou o cargo em 16 de novembro de 2001. Ele foi o 118º a assumir a pasta, permanecendo no mesmo durante 4 anos e 6 meses. 

Assessoria de Comunicação Social
Fonte: ASCOM - MT

sexta-feira, 16 de novembro de 2001

Gratidão de FHC

Fernando Henrique Cardoso e Eliseu Padilha

O presidente Fernando Henrique Cardoso pelo menos foi honesto ao fazer a saudação ao ex-ministro Eliseu Padilha, dos Transportes. Ele agradeceu a Padilha por ter sido, na prática, o maior masoquista do governo, já que sua Pasta foi a que mais cortes sofreu com a tesoura afiada da equipe econômica. 


A gratidão de FHC é porque, apesar de tudo, Padilha nunca reclamou publicamente da redução de investimentos. Quem reclama mesmo são os motoristas, obrigados a viajar em estradas em petição de miséria.




Fonte: Estado de Minas de 16/11/2001

quinta-feira, 15 de novembro de 2001

Ministro Eliseu Padilha queixa-se de cortes no Orçamento Brasília

transportes
Ministro Eliseu Padilha
Ao transmitir há pouco o cargo de ministro dos Transportes ao secretário-executivo, Alderico Jefferson da Silva, Eliseu Padilha queixou-se dos cortes impostos ao Orçamento da área. "Os recursos desapareceram", disse Padilha, ao ressaltar, no entanto, que a estratégia do governo de dar prioridade à área social é perfeitamente compreensível. 

Ele lembrou que foi necessário o governo adotar medidas urgentes em relação à merenda escolar e ao atendimento ao Sistema Unificado de Saúde (SUS). Com isso, entretanto, ressaltou, a área de Transportes perdeu sua capacidade de investimento. 

Eliseu Padilha fez um relato sobre os mais de quatro anos em que esteve à frente do Ministério dos Transportes classificando os feitos no período como uma revolução no setor. 

O ex-ministro Eliseu Padilha ressaltou a "retidão moral" dos ministros do governo e aproveitou para fazer um elogio ao presidente Fernando Henrique Cardoso: "se todos os ministros tivessem a cara do presidente Fernando Henrique Cardoso, seria bem melhor".

Padilha deixa o cargo para passar a ter uma atuação mais decisiva e política no PMDB. Ele antecipou que vai se candidatar a deputado federal nas próximas eleições e que, a partir de agora, estará liberado para trabalhar em favor da candidatura própria do PMDB à sucessão presidencial. 

Disse que vai trabalhar pela candidatura do senador Pedro Simon, pelo Rio Grande do Sul que irá disputar as prévias eleitorais em 20 de janeiro do ano que vem. "Não posso trabalhar contra a candidatura própria". disse.

Ele lembrou que, no período em que esteve no Ministério, sempre atuou para revitalizar a aproximação do PMDB com o governo. Aproveitou o discurso para fazer uma crítica ao ex-presidente do partido e exdeputado federal cearense Paes de Andrade. Segundo ele, apesar dos "dribles" que Paes de Andrade tentava dar nele, aceitou o desafio e permaneceu no Ministério mesmo sem mandato parlamentar.  

Fonte: Diário do Nordeste (CE)
15/11/2001
 

Ministro Eliseu Padilha sai, mas deixa assessor

Ministro Eliseu Padilha
O novo ministro dos Transportes, Alderico Lima, assumiu ontem de manhã o cargo interinamente. Ele vai substituir o ministro Eliseu Padilha, que deixou o governo a pedido do PMDB do Rio Grande de Sul. 

Lima é muito ligado a Padilha, apontado como o encarregado do caixa do PMDB na campanha eleitoral. Lima disse que vai dar continuidade ao trabalho de instalação das novas agências de transportes terrestres e aquáticos e do Departamento de Infra-Estrutura de Transportes. Técnico de carreira do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e no ministério desde 1994, Lima ocupou diversos cargos, entre eles o de secretárioexecutivo na gestão de Padilha. 

O ex-ministro deixou o cargo para passar a ter uma atuação mais decisiva e política no PMDB. Eliseu Padilha antecipou que vai se candidatar a deputado federal nas próximas eleições e que, a partir de agora, estará liberado para defender a candidatura própria do PMDB à sucessão presidencial. Disse que vai trabalhar pela candidatura do senador Pedro Simon (RS) que irá disputar as prévias eleitorais em 20 de janeiro. "Não posso trabalhar contra a candidatura própria", disse. 

Em seu discurso de despedida, Padilha queixou-se dos cortes impostos ao Orçamento da área de transportes. "Os recursos desapareceram", disse, ao ressaltar, no entanto, que a estratégia do governo de dar pioridade à área social é perfeitamente compreensível. Ele fez um relato sobre os mais de quatro anos de sua gestão, classificando os feitos no período como uma revolução no setor. Ressaltou a "retidão moral" dos ministros do governo e aproveitou para fazer um elogio ao presidente Fernando Henrique Cardoso: "Se todos os ministros tivessem a cara do presidente, seria bem melhor'. 

Fonte: Jornal de Brasília
Política 15/11/2001

quarta-feira, 14 de novembro de 2001

Presidente Fernando Henrique elogia trabalho de Eliseu Padilha

O presidente Fernando Henrique Cardoso dedicou ao ministro Eliseu Padilha, que deixou hoje (14/11/2001) o Ministério dos Transportes, parte do discurso de saudação aos novos ministros da Justiça, da Integração Nacional e da Secretaria Geral da Presidência, que tomaram posse hoje no Palácio do Planalto. 

Segundo ele Eliseu Padilha administrou "com muita competência" o que permitiu o "exíguo orçamento" do ministério. "Quem não conhece as dificuldades da Administração Pública pensa que basta o ministro querer e as coisas acontecem", disse. 

Fernando Henrique acrescentou que o governo concentrou os recursos em obras estratégicas. Citou como exemplo a duplicação da BR-101, o Rodoanel (de São Paulo), a BR-374, a remodelação do Porto de Rio Grande (RS) além das melhorias nos portos de Suape (PE) e Pecém (CE). 

O presidente referiu-se também ao processo de privatização das ferrovias e de algumas estradas, conduzido por Padilha. E lamentou não poder atender às demandas de todas as regiões do Brasil devido à carência de recursos. "O ministro Eliseu Padilha é de uma lealdade exemplar. Nunca ouvi do ministro Padilha uma palavra de reclamação, até justa, pelos cortes de verbas que tínhamos que lhe impor. Pelo contrário, absorveu como se fosse falha dele, do ministério dele, aquilo que era uma impossibilidade material pelas circunstâncias da conjuntura fiscal do Brasil" salientou o presidente. 

Assessoria de Comunicação Social
Ministério dos Transportes 
Fonte: Ascom/MT 

segunda-feira, 12 de novembro de 2001

Eliseu Padilha libera R$ 88 milhões para o Tocantins

Ministro Padilha
O ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, e o governador do Estado do Tocantins, Siqueira Campos, assinaram há pouco (12/11/2001) convênios que prevem o repasse de R$ 88 milhões para implementação do Programa Especial de Desenvolvimento do Tocantins. 

Os recursos serão aplicados na recuperação e pavimentação de 886 quilômetros de rodovias estaduais. E destinados também à construção da plataforma multimodal do município de Aguiarnópolis. "O governo Fernando Henrique está cumprindo um compromisso assumido pela União quando da criação do Estado do Tocantins. Por conta deste débito é que estamos fazendo agora este repasse", explicou o ministro Eliseu Padilha, logo após a assinatura dos convênios. 

O governador ressaltou a importância das obras para o fortalecimento da economia do Tocantins. "As obras representam uma contribuição para a integração nacional já que vão permitir a ligação do centro-oeste com as regiões norte e nordeste e a possibilidade do exportação da produção do Estado para as demais regiões do País e para o exterior", avaliou. 

Siqueira Campos anunciou que as obras serão iniciadas de imediato, com previsão de término no final de 2002. Cerca de 60% das obras de pavimentação das rodovias estaduais, objeto dos convênios, já estão licitados. Elas vão consumir a maior parte dos recursos, R$ 86,5 milhões. 

O restante, R$ 1,5 milhão, será destinado à construção da infra-estrutura da plataforma multimodal de Aguiarnópolis, localizada no entroncamento da ferrovia norte-sul, da rodovia BR 153 e da hidrovia do Rio Tocantins. 

Assessoria de Comunicação Social 
Ministério dos Transportes 
Fonte: Ascom/MT 

domingo, 11 de novembro de 2001

Zero Hora entrevista Ministro dos Transportes Eliseu Padilha


Zero Hora entrevista Ministro dos Transportes
Eliseu Lemos Padilha


Até entregar o cargo na próxima terça-feira, os últimos dias do gaúcho Eliseu Padilha à frente do Ministério dos Transportes serão de muito trabalho. Promete manter nos dias que lhe restam na Esplanada dos Ministérios o mesmo ritmo dos quatro anos e meio em que esteve sentado numa das cadeiras mais importantes da equipe do presidente Fernando Henrique Cardoso. 

O cargo, com um orçamento anual de cerca de R$ 8 bilhões, guindou Padilha à condição de homem forte do governo e dono de posições respeitadas dentro do PMDB.
A partir de quarta-feira, Padilha volta a ser mais um peemedebista, mas não por muito tempo. Em breve, sua campanha para deputado federal ganhará as ruas revestida da possibilidade de Padilha se transformar no novo líder do PMDB no Congresso.

Aos 55 anos, o gaúcho que entrou na política como prefeito de Tramandaí e logo saltou para os Executivos estadual e federal, agora prega uma adequação de seu partido aos novos tempos. Afirma que o PMDB deve voltar a ser um laboratório de idéias, defende a fidelidade partidária e acha que quem saiu da sigla nunca foi peemedebista. A seguir, os principais trechos da entrevista concedida a Zero Hora na última quinta-feira, em Porto Alegre.

Zero Hora - A sua decisão de concorrer a deputado federal teria como pano de fundo a intenção de se transformar num líder do PMDB no Congresso?

Eliseu Padilha - Minha vida partidária se caracteriza por ser alguém subordinado às decisões da base. Por isso, vou me dedicar a fazer o PMDB voltar a ser um partido de idéias colhidas na base, discutidas nos segmentos intermediários e que possam construir uma nova proposta para a sociedade brasileira. Em Brasília, vou me dedicar a aprofundar a discussão da participação do partido no plano das idéias. O PMDB deve voltar a ser um laboratório de idéias.

ZH - Então o PMDB precisa se readequar a um novo momento?

Padilha - Todos os partidos terão de revisar suas posições após o dia 11 de setembro (dia do atentado terrorista ao World Trade Center). O episódio das torres gêmeas imporá ao mundo uma reflexão profunda quanto ao processo de globalização, à concentração da riqueza, à redistribuição de riquezas, à agregação do maior contingente da população a melhores condições de vida e aos países pobres e sua participação naquilo que é produzido globalmente.

ZH - O episódio Jader Barbalho está superado?

Padilha - Não podemos transpor questões pessoais para os partidos. Em todos os partidos, sem exceção, há questões pessoais sérias que precisam ser separadas dos assuntos partidários. Só os assuntos partidários devem ser resolvidos pelas siglas. Este caso citado por você é pessoal e está sendo resolvido pela parte interessada, o ex-senador Jader Barbalho.

ZH - Interessaria ao senhor um cargo executivo no partido ou o senhor é um homem apenas de eleição, de cargos eletivos e de governos?


Padilha - Posso contribuir com a executiva do partido sendo membro do Legislativo. Daí a minha proposta de ser candidato a deputado federal, mas nem por isso fugirei do chamamento estadual ou nacional do PMDB para uma contribuição executiva, para ter um cargo dentro do partido. Sempre estive e estarei à disposição para isso. Desde 1982 participo das coordenações de campanha. Mais uma vez estarei à disposição para a coordenação da campanha de 2002 no Estado e no país. Não há contradição. Só não pretendo desempenhar cargos do Poder Executivo no próximo mandato.

ZH - O senhor afirma que provavelmente não tenha sido o deputado federal que os eleitores esperavam. Em que aspectos?

Padilha - Quando busquei minha eleição para deputado federal quem votou em mim pensava que eu seria o legislador, o fiscalizador e o debatedor no Congresso. Fiquei um ano como secretário de Estado e depois fui para o Executivo federal como ministro. Portanto, tenho com os eleitores uma dívida que pretendo saldar com a minha atuação, se eleito, a partir de 2003.

ZH - O que o senhor pretende fazer como deputado federal?

Padilha - Quando estiver no parlamento, na vigilância que pretendo fazer para elaboração e execução orçamentária, quero ver os projetos e programas que sugeri ao presidente Fernando Henrique Cardoso contemplados e concluídos, como a transformação do Porto de Rio Grande no Porto do Mercosul, a duplicação da BR-101, a duplicação da BR-116 de Porto Alegre a Pelotas e a conclusão da Estrada do Inferno.

ZH - Estamos acostumados a ver o senhor elogiando o governo Fernando Henrique. Quais são os problemas do governo federal?

Padilha - Enquanto ministro, seria incoerente se eu estabelecesse algum tipo de crítica a qualquer área do governo. Porém, não posso deixar de traduzir o que é o sentimento do próprio presidente Fernando Henrique. Ele tem dito que muito teremos que avançar. Essa é a proposta do PMDB, andar avante. Deixo o ministério, mas jamais serei um crítico do presidente.

ZH - Que projeção o senhor faz para o PMDB nas eleições de 2002? Que tipo de conversas há com outros partidos?

Padilha - Prefiro falar do prisma do Rio Grande do Sul. Antevejo para o ano que vem uma composição no Estado com partidos com a mesma origem, história e afinidade do PMDB. Meu partido consolidará uma coligação para a esquerda.

ZH - As recentes perdas do PMDB gaúcho, entre elas a do ex-governador Antônio Britto, enfraqueceu o partido?

Padilha - Ninguém pode ignorar que líderes expressivos deixaram os quadros do partido. O que eles serão amanhã é uma incógnita. Não houve migração de base do PMDB acompanhando esses nomes que saíram e não se tem notícia de que algum dos 140 prefeitos do PMDB tenha seguido o mesmo caminho deles. Vejo com naturalidade a disputa interna nos partidos. Alguns assimilam o resultado, outros não, e aí esses buscam seus espaços. Não vi perdas consideráveis, à exceção das lideranças que tinham história. O partido está mais unido agora.

ZH - Então teve um lado positivo dessas dissidências?

Padilha - Evidentemente.

ZH - Faltou fidelidade partidária aos dissidentes?

Padilha - Eles sempre alegaram suas razões pessoais. Trata-se de um juízo personalíssimo que nem eu nem ninguém pode contestar os motivos. Agora, no que diz respeito ao partido: os peemedebistas ficaram. No corpo democrático, a vontade preponderante é a da maioria. Se a minoria, ao perder uma disputa, abandonasse sempre não teríamos democracia. Ficaram os peemedebistas. Quem não era peemedebista devia mesmo buscar seu caminho.

ZH - Deixando o cargo na quarta-feira, o que passa a ser a sua prioridade?

Padilha - Apoiar o senador Pedro Simon nacionalmente em sua pré-candidatura à Presidência. Devo buscar também o reinício de minhas atividades profissionais, passada a quarentena a que estou obrigado em decorrência de lei, e articular minha campanha à Câmara.

ZH - O senhor tem sido procurado por outros partidos que tentam aproximação com o PMDB, como o PDT, por exemplo?

Padilha - Eu tenho conversado, sim, com próceres de vários partidos, especialmente no Rio Grande do Sul. Mas sempre que há tratativa partidária procuro encaminhar ao presidente do PMDB. O que não me impede de ser um elo.




Fonte: Zero Hora de 11/11/2001 por Rodimar Oliveira



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