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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Temer e o irresistível cheiro do poder

O ex-ministro Eliseu Padilha e o vice-presidente Michel Temer não disfarçam intimidade em frases e abraços, observa a colunista Rosane de Oliveira, como na passagem pela Capital.Os dados são do ex-ministro Eliseu Padilha: nas primeiras 48 horas, a carta de Michel Temer para Dilma teve 70 visualizações por segundo na internet. Descontando os que clicaram mais de uma vez, ele acredita que pelo menos 25 milhões de brasileiros leram a carta.

A rápida visita do vicepresidente Michel Temer a Porto Alegre, ontem, mostrou que o cheiro de poder é inconfundível e irresistível. Os 80 lugares disponíveis para o almoço Brasil de ldeias, da revista Voto, se esgotaram tão logo foi confiimada a presença do vice. A diretora executiva da revista, Karim Miskulin, passou os últimos dois dias dizendo não aos que queriam comprar convites, pois não havia como ampliar a capacidade do salão.

Temer chegou ao hotel Sheraton com duas horas de atraso, acompanhado dos principais líderes do PMDB. A caminho da mesa principal, parou para abraçar a ex-governadora Yeda Crusius (PSDB), uma das mais entusiasmadas defensoras do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Na presença de políticos e empresários como Jorge Gerdau Johannpeter, o vice fez um discurso cauteloso, que não desse margem à interpretação de que está conspirando contra a presidente. Defendeu a reunificação do Brasil, uma saída rápida para a crise e a revisão do pacto federativo. 

Começou dizendo que considera superado o episódio da carta:

- Conversei com a presidente e acertamos os ponteiros.

Quem mais falou da caitafoi o ex-ministro Eliseu Padilha, que trata o vice-presidente por Michel. Unha e carne com Temer, Padilha repisou a versão de que a cana vazou pelo Planalto e contou que, diante da repercussão, a assessoria de Temer entregou a íntegra a um jornalista “para evitar que fossem divulgados apenas trechos.

Padilha tratou a carta como um desabafo de um homem noimalmente comedido.

- O Michel que eu conheço, que a Marcela e ofilhinho deles conhecem, é humilde e sensível. E o libanês mais britânico que conheço. Fala pouco e ouve muito. Cortou o corpo e mostrou o coração comparou Padilha, tentando, sem sucesso, desidratar o conteúdo político da carta.

Mais tarde, no encontro com deputados estaduais e federais do PMDB, Temer reafirmou que o partido não está conspirando contra Dilma. Apesar do ativismo próimpeachment dos deputados Osmar Terra e Darcísio Perondi, falou da importância de não deixar colar no partido o rótulo de golpista.

- O PMDB não quer o papel de conspirador reforçou.


Fonte: Zero Hora | Política + | Rosane de Oliveira | Capa + página 8
Data: 11/12/2015 - sexta-feira

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Ministro poderoso - Coluna de Rosane de Oliveira - Zero Hora


O ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, se transformou no principal nome do PMDB gaúcho em Brasília. A ampliação do poder do vice, Michel Temer, faz de Padilha uma ponte do Rio Grande do Sul com o Palácio do Planalto.

A entrega da medalha do Mérito Farroupilha, na terça-feira, foi uma demonstração de prestígio do ministro. O Salão Júlio de Castilhos ficou repleto de autoridades, companheiros do PMDB, pré-candidatos às eleições de 2016, amigos e candidatos a cargos federais. Na primeira fila estavam o governador José Ivo Sartori, a primeira-dama, Maria Helena Sartori, o vice-governador José Paulo Cairoli, o presidente da Assembleia, Edson Brum, e o autor da homenagem, Gabriel Souza. Padilha dedicou boa parte do discurso à mulher, Simone Camargo, e aos seis filhos. Fez até declaração de amor: Deus me deu mais do que mereço. Simone é o amor da minha vida.

Brum aproveitou para lançar Padilha como candidato ao Senado em 2018.

Fonte: Zero Hora - www.zerohora.com.br
Data: 22/10/2015 

sábado, 15 de agosto de 2015

A Zero Hora deste domingo (16/8) traz duas entrevistas de peso

Eliseu Padilha - A Zero Hora deste domingo traz duas entrevistas de peso
No Com a Palavra, o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, discute o cenário político brasileiro.

Na revista Donna, a cantora, atriz e ex-primeira-dama da França Carla Bruni fala sobre sua vida pessoal e a carreira.



Fonte: ZH Blogs | Blog do Editor | 14/08/15

domingo, 17 de maio de 2015

O Ministro de Quatro Gabinetes - Zero Hora

Eliseu Padilha - O Ministro de Quatro Gabinetes - Zero Hora
AOS 69 ANOS, ELISEU PADILHA comanda a Secretaria da Aviação Civil da Presidência, mas tem os pés bem fincados nas negociações do governo Dilma no Congresso. Ex-adversário dos petistas no Estado, tornou-se principal aliado de Temer.
Leia a matéria em: http://goo.gl/jZ02fL

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Escolinha do professor Padilha


Há meses empolgado com os cursos de formação política do PMDB gaúcho, o deputado Eliseu Padilha, presidente da Fundação Ulysses Guimarães, está disposto a ampliar o projeto para todos os 5.560 municípios brasileiros.

A idéia é organizar turmas de filiados para receberem, com ajuda de um monitor, aulas básicas de política e da história do partido por meio de uma cartilha e de DVDs elaborados com a participação de figurões da legenda, como Michel Temer, Nelson Jobim, Pedro Simon e outros.

A mesma proposta se repetirá com cursos direcionados para os candidatos às eleições do ano que vem. Padilha espera iniciar as aulas com 300 mil alunos em todo o país.

Postado por R
osane Oliveira (Zero Hora )
às 16:58 26 de novembro de 2007
Fonte: ClicRBS

Perfil - por Rosane Oliveira:

Editora de Política de Zero Hora e colunista responsável pela Página 10, sou uma das apresentadoras do Gaúcha Atualidade, faço um comentário no Jornal TVCOM e, ao longo do dia, distribuo informações e observações nest e blog e no Twitter, pelo perfil @rosaneoliveira.

quinta-feira, 15 de novembro de 2001

Missão Política

Ministro Eliseu Padilha
A primeira e mais difícil empreitada política de Eliseu Padilha, que ontem deixou o Ministério dos Transportes, será definir segunda-feira com o governador Itamar Franco as regras para a prévia que, em janeiro, definirá quem vai disputar a sucessão de FH em 2002 pelo PMDB. 

Os candidatos serão o senador Pedro Simon e Itamar Franco. Ontem foi confirmado, tanto pelo presidente do Senado, Ramez Tebet, quanto pelo senador Pedro Simon, que o deputado Michel Temer, presidente do partido, não participará da prévia. Na cerimônia de transmissão de cargo, no Ministério dos Transportes, Simon e Temer conversaram muito. 

O próprio Eliseu Padilha, alto e bom som, para uma platéia que incluía os senadores Renan Calheiros, Sérgio Machado e os deputados Geddel Vieira Lima, Cezar Schirmer e Osmar Terra, tratou de ratificar seu apoio na prévia à candidatura Pedro Simon. O crescimento da candidatura Roseana Sarney e a intensificação das negociações entre PFL e PSDB forçam o PMDB na direção da candidatura própria, enquanto o quadro sucessório não clareia. 

O interesse do partido é submeter o imprevisível Itamar Franco às regras da prévia, que incluirá o compromisso com o apoio à candidatura vitoriosa. O governador mineiro andou declarando que se perdesse a prévia apoiaria Lula. Ontem, assessores de Itamar Franco trataram de dizer que essa versão não corresponde à realidade. Pelo sim, pelo não, é melhor definir as regras desse jogo. 

Eliseu Padilha, no rápido discurso de transmissão do cargo ao sucessor, o secretário executivo Alderico Jefferson Lima, deu testemunho explícito da lealdade a Fernando Henrique Cardoso e, apesar das podas ocorridas nos investimentos previstos para a pasta, não atacou a equipe econômica como fizeram vários ex e atuais ministros. "Quando a Fazenda ou o Planejamento fazem cortes, e foram muitos, foi em nome da prioridade social do governo", justificou Padilha, lembrando que a merenda escolar ou o atendimento de saúde não podem ser postergados, em qualquer hipótese. 

Eliseu Padilha é exceção à regra. Deixou o governo sem ataques ou ressentimentos. Dorothea Werneck, Francisco Turra, Arlindo Porto, Luis Carlos Mendonça de Barros, Carlos Albuquerque, Renan Calheiros, Raymundo Britto e Waldeck Ornellas foram a regra no governo FH.

Fonte: Zero Hora - Ana Amélia Lemos - 15/11/2001

domingo, 11 de novembro de 2001

Zero Hora entrevista Ministro dos Transportes Eliseu Padilha


Zero Hora entrevista Ministro dos Transportes
Eliseu Lemos Padilha


Até entregar o cargo na próxima terça-feira, os últimos dias do gaúcho Eliseu Padilha à frente do Ministério dos Transportes serão de muito trabalho. Promete manter nos dias que lhe restam na Esplanada dos Ministérios o mesmo ritmo dos quatro anos e meio em que esteve sentado numa das cadeiras mais importantes da equipe do presidente Fernando Henrique Cardoso. 

O cargo, com um orçamento anual de cerca de R$ 8 bilhões, guindou Padilha à condição de homem forte do governo e dono de posições respeitadas dentro do PMDB.
A partir de quarta-feira, Padilha volta a ser mais um peemedebista, mas não por muito tempo. Em breve, sua campanha para deputado federal ganhará as ruas revestida da possibilidade de Padilha se transformar no novo líder do PMDB no Congresso.

Aos 55 anos, o gaúcho que entrou na política como prefeito de Tramandaí e logo saltou para os Executivos estadual e federal, agora prega uma adequação de seu partido aos novos tempos. Afirma que o PMDB deve voltar a ser um laboratório de idéias, defende a fidelidade partidária e acha que quem saiu da sigla nunca foi peemedebista. A seguir, os principais trechos da entrevista concedida a Zero Hora na última quinta-feira, em Porto Alegre.

Zero Hora - A sua decisão de concorrer a deputado federal teria como pano de fundo a intenção de se transformar num líder do PMDB no Congresso?

Eliseu Padilha - Minha vida partidária se caracteriza por ser alguém subordinado às decisões da base. Por isso, vou me dedicar a fazer o PMDB voltar a ser um partido de idéias colhidas na base, discutidas nos segmentos intermediários e que possam construir uma nova proposta para a sociedade brasileira. Em Brasília, vou me dedicar a aprofundar a discussão da participação do partido no plano das idéias. O PMDB deve voltar a ser um laboratório de idéias.

ZH - Então o PMDB precisa se readequar a um novo momento?

Padilha - Todos os partidos terão de revisar suas posições após o dia 11 de setembro (dia do atentado terrorista ao World Trade Center). O episódio das torres gêmeas imporá ao mundo uma reflexão profunda quanto ao processo de globalização, à concentração da riqueza, à redistribuição de riquezas, à agregação do maior contingente da população a melhores condições de vida e aos países pobres e sua participação naquilo que é produzido globalmente.

ZH - O episódio Jader Barbalho está superado?

Padilha - Não podemos transpor questões pessoais para os partidos. Em todos os partidos, sem exceção, há questões pessoais sérias que precisam ser separadas dos assuntos partidários. Só os assuntos partidários devem ser resolvidos pelas siglas. Este caso citado por você é pessoal e está sendo resolvido pela parte interessada, o ex-senador Jader Barbalho.

ZH - Interessaria ao senhor um cargo executivo no partido ou o senhor é um homem apenas de eleição, de cargos eletivos e de governos?


Padilha - Posso contribuir com a executiva do partido sendo membro do Legislativo. Daí a minha proposta de ser candidato a deputado federal, mas nem por isso fugirei do chamamento estadual ou nacional do PMDB para uma contribuição executiva, para ter um cargo dentro do partido. Sempre estive e estarei à disposição para isso. Desde 1982 participo das coordenações de campanha. Mais uma vez estarei à disposição para a coordenação da campanha de 2002 no Estado e no país. Não há contradição. Só não pretendo desempenhar cargos do Poder Executivo no próximo mandato.

ZH - O senhor afirma que provavelmente não tenha sido o deputado federal que os eleitores esperavam. Em que aspectos?

Padilha - Quando busquei minha eleição para deputado federal quem votou em mim pensava que eu seria o legislador, o fiscalizador e o debatedor no Congresso. Fiquei um ano como secretário de Estado e depois fui para o Executivo federal como ministro. Portanto, tenho com os eleitores uma dívida que pretendo saldar com a minha atuação, se eleito, a partir de 2003.

ZH - O que o senhor pretende fazer como deputado federal?

Padilha - Quando estiver no parlamento, na vigilância que pretendo fazer para elaboração e execução orçamentária, quero ver os projetos e programas que sugeri ao presidente Fernando Henrique Cardoso contemplados e concluídos, como a transformação do Porto de Rio Grande no Porto do Mercosul, a duplicação da BR-101, a duplicação da BR-116 de Porto Alegre a Pelotas e a conclusão da Estrada do Inferno.

ZH - Estamos acostumados a ver o senhor elogiando o governo Fernando Henrique. Quais são os problemas do governo federal?

Padilha - Enquanto ministro, seria incoerente se eu estabelecesse algum tipo de crítica a qualquer área do governo. Porém, não posso deixar de traduzir o que é o sentimento do próprio presidente Fernando Henrique. Ele tem dito que muito teremos que avançar. Essa é a proposta do PMDB, andar avante. Deixo o ministério, mas jamais serei um crítico do presidente.

ZH - Que projeção o senhor faz para o PMDB nas eleições de 2002? Que tipo de conversas há com outros partidos?

Padilha - Prefiro falar do prisma do Rio Grande do Sul. Antevejo para o ano que vem uma composição no Estado com partidos com a mesma origem, história e afinidade do PMDB. Meu partido consolidará uma coligação para a esquerda.

ZH - As recentes perdas do PMDB gaúcho, entre elas a do ex-governador Antônio Britto, enfraqueceu o partido?

Padilha - Ninguém pode ignorar que líderes expressivos deixaram os quadros do partido. O que eles serão amanhã é uma incógnita. Não houve migração de base do PMDB acompanhando esses nomes que saíram e não se tem notícia de que algum dos 140 prefeitos do PMDB tenha seguido o mesmo caminho deles. Vejo com naturalidade a disputa interna nos partidos. Alguns assimilam o resultado, outros não, e aí esses buscam seus espaços. Não vi perdas consideráveis, à exceção das lideranças que tinham história. O partido está mais unido agora.

ZH - Então teve um lado positivo dessas dissidências?

Padilha - Evidentemente.

ZH - Faltou fidelidade partidária aos dissidentes?

Padilha - Eles sempre alegaram suas razões pessoais. Trata-se de um juízo personalíssimo que nem eu nem ninguém pode contestar os motivos. Agora, no que diz respeito ao partido: os peemedebistas ficaram. No corpo democrático, a vontade preponderante é a da maioria. Se a minoria, ao perder uma disputa, abandonasse sempre não teríamos democracia. Ficaram os peemedebistas. Quem não era peemedebista devia mesmo buscar seu caminho.

ZH - Deixando o cargo na quarta-feira, o que passa a ser a sua prioridade?

Padilha - Apoiar o senador Pedro Simon nacionalmente em sua pré-candidatura à Presidência. Devo buscar também o reinício de minhas atividades profissionais, passada a quarentena a que estou obrigado em decorrência de lei, e articular minha campanha à Câmara.

ZH - O senhor tem sido procurado por outros partidos que tentam aproximação com o PMDB, como o PDT, por exemplo?

Padilha - Eu tenho conversado, sim, com próceres de vários partidos, especialmente no Rio Grande do Sul. Mas sempre que há tratativa partidária procuro encaminhar ao presidente do PMDB. O que não me impede de ser um elo.




Fonte: Zero Hora de 11/11/2001 por Rodimar Oliveira



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