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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Trajetória, Honrarias e Títulos - Ordem do Mérito Aeronáutico

Ordem do Mérito Aeronáutico
Em 1997, o então ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, recebeu a medalha de Mérito Aeronáutico. Ela se destina a galardoar os militares da Aeronáutica que tenham prestado notáveis serviços ao País ou tenham se distinguido no exercício de sua profissão, assim como para reconhecer serviços prestados à Aeronáutica por personalidades civis e militares e por Organizações Militares e instituições civis, brasileiras ou estrangeiras.

Veja mais em: http://goo.gl/34oJF8

quinta-feira, 15 de novembro de 2001

Ministro Eliseu Padilha queixa-se de cortes no Orçamento Brasília

transportes
Ministro Eliseu Padilha
Ao transmitir há pouco o cargo de ministro dos Transportes ao secretário-executivo, Alderico Jefferson da Silva, Eliseu Padilha queixou-se dos cortes impostos ao Orçamento da área. "Os recursos desapareceram", disse Padilha, ao ressaltar, no entanto, que a estratégia do governo de dar prioridade à área social é perfeitamente compreensível. 

Ele lembrou que foi necessário o governo adotar medidas urgentes em relação à merenda escolar e ao atendimento ao Sistema Unificado de Saúde (SUS). Com isso, entretanto, ressaltou, a área de Transportes perdeu sua capacidade de investimento. 

Eliseu Padilha fez um relato sobre os mais de quatro anos em que esteve à frente do Ministério dos Transportes classificando os feitos no período como uma revolução no setor. 

O ex-ministro Eliseu Padilha ressaltou a "retidão moral" dos ministros do governo e aproveitou para fazer um elogio ao presidente Fernando Henrique Cardoso: "se todos os ministros tivessem a cara do presidente Fernando Henrique Cardoso, seria bem melhor".

Padilha deixa o cargo para passar a ter uma atuação mais decisiva e política no PMDB. Ele antecipou que vai se candidatar a deputado federal nas próximas eleições e que, a partir de agora, estará liberado para trabalhar em favor da candidatura própria do PMDB à sucessão presidencial. 

Disse que vai trabalhar pela candidatura do senador Pedro Simon, pelo Rio Grande do Sul que irá disputar as prévias eleitorais em 20 de janeiro do ano que vem. "Não posso trabalhar contra a candidatura própria". disse.

Ele lembrou que, no período em que esteve no Ministério, sempre atuou para revitalizar a aproximação do PMDB com o governo. Aproveitou o discurso para fazer uma crítica ao ex-presidente do partido e exdeputado federal cearense Paes de Andrade. Segundo ele, apesar dos "dribles" que Paes de Andrade tentava dar nele, aceitou o desafio e permaneceu no Ministério mesmo sem mandato parlamentar.  

Fonte: Diário do Nordeste (CE)
15/11/2001
 

Missão Política

Ministro Eliseu Padilha
A primeira e mais difícil empreitada política de Eliseu Padilha, que ontem deixou o Ministério dos Transportes, será definir segunda-feira com o governador Itamar Franco as regras para a prévia que, em janeiro, definirá quem vai disputar a sucessão de FH em 2002 pelo PMDB. 

Os candidatos serão o senador Pedro Simon e Itamar Franco. Ontem foi confirmado, tanto pelo presidente do Senado, Ramez Tebet, quanto pelo senador Pedro Simon, que o deputado Michel Temer, presidente do partido, não participará da prévia. Na cerimônia de transmissão de cargo, no Ministério dos Transportes, Simon e Temer conversaram muito. 

O próprio Eliseu Padilha, alto e bom som, para uma platéia que incluía os senadores Renan Calheiros, Sérgio Machado e os deputados Geddel Vieira Lima, Cezar Schirmer e Osmar Terra, tratou de ratificar seu apoio na prévia à candidatura Pedro Simon. O crescimento da candidatura Roseana Sarney e a intensificação das negociações entre PFL e PSDB forçam o PMDB na direção da candidatura própria, enquanto o quadro sucessório não clareia. 

O interesse do partido é submeter o imprevisível Itamar Franco às regras da prévia, que incluirá o compromisso com o apoio à candidatura vitoriosa. O governador mineiro andou declarando que se perdesse a prévia apoiaria Lula. Ontem, assessores de Itamar Franco trataram de dizer que essa versão não corresponde à realidade. Pelo sim, pelo não, é melhor definir as regras desse jogo. 

Eliseu Padilha, no rápido discurso de transmissão do cargo ao sucessor, o secretário executivo Alderico Jefferson Lima, deu testemunho explícito da lealdade a Fernando Henrique Cardoso e, apesar das podas ocorridas nos investimentos previstos para a pasta, não atacou a equipe econômica como fizeram vários ex e atuais ministros. "Quando a Fazenda ou o Planejamento fazem cortes, e foram muitos, foi em nome da prioridade social do governo", justificou Padilha, lembrando que a merenda escolar ou o atendimento de saúde não podem ser postergados, em qualquer hipótese. 

Eliseu Padilha é exceção à regra. Deixou o governo sem ataques ou ressentimentos. Dorothea Werneck, Francisco Turra, Arlindo Porto, Luis Carlos Mendonça de Barros, Carlos Albuquerque, Renan Calheiros, Raymundo Britto e Waldeck Ornellas foram a regra no governo FH.

Fonte: Zero Hora - Ana Amélia Lemos - 15/11/2001

Ministro Eliseu Padilha sai, mas deixa assessor

Ministro Eliseu Padilha
O novo ministro dos Transportes, Alderico Lima, assumiu ontem de manhã o cargo interinamente. Ele vai substituir o ministro Eliseu Padilha, que deixou o governo a pedido do PMDB do Rio Grande de Sul. 

Lima é muito ligado a Padilha, apontado como o encarregado do caixa do PMDB na campanha eleitoral. Lima disse que vai dar continuidade ao trabalho de instalação das novas agências de transportes terrestres e aquáticos e do Departamento de Infra-Estrutura de Transportes. Técnico de carreira do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e no ministério desde 1994, Lima ocupou diversos cargos, entre eles o de secretárioexecutivo na gestão de Padilha. 

O ex-ministro deixou o cargo para passar a ter uma atuação mais decisiva e política no PMDB. Eliseu Padilha antecipou que vai se candidatar a deputado federal nas próximas eleições e que, a partir de agora, estará liberado para defender a candidatura própria do PMDB à sucessão presidencial. Disse que vai trabalhar pela candidatura do senador Pedro Simon (RS) que irá disputar as prévias eleitorais em 20 de janeiro. "Não posso trabalhar contra a candidatura própria", disse. 

Em seu discurso de despedida, Padilha queixou-se dos cortes impostos ao Orçamento da área de transportes. "Os recursos desapareceram", disse, ao ressaltar, no entanto, que a estratégia do governo de dar pioridade à área social é perfeitamente compreensível. Ele fez um relato sobre os mais de quatro anos de sua gestão, classificando os feitos no período como uma revolução no setor. Ressaltou a "retidão moral" dos ministros do governo e aproveitou para fazer um elogio ao presidente Fernando Henrique Cardoso: "Se todos os ministros tivessem a cara do presidente, seria bem melhor'. 

Fonte: Jornal de Brasília
Política 15/11/2001

sexta-feira, 9 de novembro de 2001

Eliseu Padilha faz balanço de gestão nos Transportes


Eliseu Padilha faz balanço de gestão nos Transportes
O ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, fez ontem sua última visita ao Estado como integrante do governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. 

Num almoço na sede da Fiergs, ele enumerou cinco obras como as marcas de sua administração (veja quadro) e se disse frustrado pela não-concretização do projeto Linha 2 Corredor Nordeste/Sudeste, da Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb).  O projeto não avançou por falta de interesse do atual governo do Estado, apesar de o financiamento ser totalmente externo - afirmou. 

Eliseu Padilha, que no dia 14 passará o cargo ao secretário executivo do Ministério dos Transportes, Alderico Jefferson Lima, disse que o prefeito de Porto Alegre, Tarso Genro, mostrou-se interessado pelo projeto "não materialmente, mas só em palavras". 

No final de semana, Padilha descansa em sua casa em Florianópolis (SC), e no início da próxima semana retorna para Brasília. Embora deixe o ministério antes da data prevista - dia 31 de dezembro - para se dedicar à campanha eleitoral à Presidência do senador Pedro Simon, Padilha não pretende se afastar de Brasília. Sua meta é disputar uma cadeira de deputado federal. 

Eleito para a Câmara dos Deputados em 1994, ele não pôde concluir o mandato por assumir cargos no governo estadual e, posteriormente, no ministério de FH. Alegria e tristeza foram as duas palavras escolhidas por Padilha para definir o final da gestão. Não poupou elogios a FH e disse que não pretende ser opositor ao presidente. Disse que apenas não poderá apoiar o candidato do PSDB. - Jamais serei crítico do presidente e do governo. Não seria incoerente a esse ponto - disse. 

Padilha admitiu que teve de brigar por mais recursos para investir no setor de transportes, mas esbarrou em prioridades sociais, como saúde e educação. Disse que, dos cerca de R$ 8 bilhões do orçamento de sua pasta, conseguiu destinar R$ 3,2 bilhões para investimentos. 

Padilha ressaltou que, dos 138 ministros que já ocuparam a pasta dos Transportes, ele é o quarto em tempo de permanência no governo _ quatro anos e meio. 

AS OBRAS SIMBÓLICAS 
O ministro Eliseu Padilha definiu como "marcantes" em sua gestão cinco trechos construídos, recuperados ou que ainda receberão investimentos: 
• BR-116, via expressa Porto Alegre-Estância Velha (obra em andamento) 
• BR-101, trecho de Tavares-São José do Norte (Estrada do Inferno) (obra em andamento) 
• BR-386, trecho Tabaí-Canoas (Rodovia da Morte) (obra em andamento) 
• BR-285, trecho Vacaria-Bom Jesus (Rodovia da Maçã) 
• BR-470, trecho Barracão-Lagoa Vermelha (obra por iniciar) 

OS RECURSOS 
• Programa Avança Brasil (recursos garantidos) - R$ 2,1 bilhão 

RODIMAR OLIVEIRA 
Zero Hora (RS) 09/11/2001 
Política! GOVERNO FEDERAL

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