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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Projeção política marcou primeiro encontro após as eleições

Eliseu Padilha argumentou que o projeto de Ensino a Distância (EAD)
darão ao PMDB condições de se posicionar nacionalmente
Mesmo com todos os motivos para uma grande festa após o excelente resultado nas urnas, a primeira atividade do PMDB/RS após as eleições 2008 foi marcada por extensa reunião de trabalho, sinalizando que a legenda está focada na realização de bons mandatos e se concentrando no seu futuro político, tanto no Estado como no Brasil. 

Cerca de 400 prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, secretários municipais e assessores participaram do lançamento do Curso de Gestão Pública Municipal na manhã desta sexta-feira, 7, no Ritter Hotel, em Porto Alegre, cuja as aulas iniciarão oficialmente em março de 2009. 

Em estímulo aos correligionários, o presidente do diretório estadual, senador Pedro Simon, defendeu que sendo o PMDB o maior partido do Brasil – com a conquista de 1.201 prefeitos e 8.494 vereadores no último pleito e com as maiores bancadas na Câmara e no Senado – que se posicione, também, nacionalmente e busque o papel de protagonista nas eleições presidenciais de 2010. 

O líder gaúcho destacou ainda o ineditismo do curso de gestão que, segundo ele, será mais uma grande etapa para o fortalecimento e capacitação dos dirigentes, da militância e do partido. “Essa é uma reunião inédita, pois mostra que não paramos após as eleições. Começamos mais uma nova etapa de crescimento e estamos construindo uma nova classe política, séria, capaz e competente”, declarou Simon. 

O presidente nacional da Fundação Ulysses Guimarães e secretário-geral do PMDB/RS, deputado Eliseu Padilha, apresentou a proposta e o programa do novo curso. Eliseu Padilha argumentou que os frutos colhidos pelo projeto de Ensino a Distância (EAD) aliados ao desempenho das últimas eleições, darão ao PMDB condições de se posicionar nacionalmente. “Precisamos começar a construir um projeto nacional de poder, deixando de ser satélite ou mero apoiador”, observou. 
 
Nas dezenas de pronunciamentos dos representantes da base e de dirigentes partidários, foi externada a satisfação da militância com o projeto de formação política do PMDB. Foi unânime a opinião de que os cursos realizados ao longo dos últimos dois anos contribuíram efetivamente para o crescimento do partido em todo o país, mas especialmente no Rio Grande do Sul. 

Atualmente o projeto de Ensino a Distância (EAD) conta com 60 mil alunos em 21 estados brasileiros e no Distrito Federal. Nos demais a iniciativa está em fase de implantação. Manual para Transição A exemplo do que aconteceu para a elaboração da matriz curricular do curso de gestores públicos municipais, foi com o IBAM – Brasileiro de Administração Municipal – que a Fundação Ulysses Guimarães preparou o “Manual de Transição”, distribuído durante o evento. 

Neste manual a FUG e o IBAM ensinam aos prefeitos e aos presidentes das Câmaras Municipais de Vereadores todas as providências que deverão ser adotadas por uns e outros, visando à correta transmissão do poder a frente da prefeitura e da Câmara Municipal. Todos os procedimentos que são exigidos, tanto legal quanto politicamente, estão discriminados e explicados neste livro. Integra o manual, inclusive, o modelo de projeto de lei que deverá ser votado pela Câmara Municipal para instituir legalmente a comissão de transição, integrada por quem sai e por quem entra na administração, com o objetivo de prevenir e respaldar as responsabilidades e principalmente não haver prejuízo para o interesse público. 

Está é mais uma iniciativa inédita para facilitar a transferência do poder municipal que a FUG está oferecendo para os seus vereadores, vices e prefeitos em todos os 5.594 municípios do Brasil. Gestão Pública Municipal O Curso de Gestão Pública Municipal será direcionado para auxiliar na qualificação e na capacitação daqueles que estarão à frente do Executivo e do Legislativo municipal de janeiro de 2009 a dezembro de 2012. 

A iniciativa é fruto de uma parceria inédita entre o Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM) e a FUG Nacional – pelo método de Ensino a Distância (EAD), e dará seguimento ao plano do PMDB de oferecer formação política e técnica aos seus militantes e dirigentes. 

Participação Participaram da atividade no Ritter Hotel o deputado federal Darcísio Perondi, o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Alceu Moreira, o deputado estadual Edson Brum, o secretário estadual da Saúde, Osmar Terra, o presidente da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, Sebastião Melo, o presidente da Fundação Ulysses Guimarães/RS, Antônio Hohlfeldt e o tesoureiro do PMDB/RS, Rospide Neto. Também marcaram presença os representantes dos segmentos partidários: da Juventude, Gabriel Souza, das Mulheres, Eunice Flores, do Movimento Negro, Clovis André da Silva, do Sindical, prefeito de Torres João Alberto Machado, do Núcleo Tradicionalista, Roberto Camargo e do Socioambiental, Cláudia Costa.

Fonte: pmdb.org
10/11/2008

sexta-feira, 16 de novembro de 2001

PMDB em números

Pedro Simon e Eliseu Padilha

Simon vai se encontrar este fim de semana, no Rio Grande do Sul, com o ex-ministro Eliseu Padilha e com o deputado estadual Cézar Schirmer. Os gaúchos estão unidos em torno de Simon.

O senador Pedro Simon não está muito preocupado com as regras para as prévias no PMDB. Muito antes pelo contrário. Ele acha que quem ganha com 60 mil delegados, ganha com 6 mil . 



Fonte: Estado de Minas de 16/11/2001

quinta-feira, 15 de novembro de 2001

Missão Política

Ministro Eliseu Padilha
A primeira e mais difícil empreitada política de Eliseu Padilha, que ontem deixou o Ministério dos Transportes, será definir segunda-feira com o governador Itamar Franco as regras para a prévia que, em janeiro, definirá quem vai disputar a sucessão de FH em 2002 pelo PMDB. 

Os candidatos serão o senador Pedro Simon e Itamar Franco. Ontem foi confirmado, tanto pelo presidente do Senado, Ramez Tebet, quanto pelo senador Pedro Simon, que o deputado Michel Temer, presidente do partido, não participará da prévia. Na cerimônia de transmissão de cargo, no Ministério dos Transportes, Simon e Temer conversaram muito. 

O próprio Eliseu Padilha, alto e bom som, para uma platéia que incluía os senadores Renan Calheiros, Sérgio Machado e os deputados Geddel Vieira Lima, Cezar Schirmer e Osmar Terra, tratou de ratificar seu apoio na prévia à candidatura Pedro Simon. O crescimento da candidatura Roseana Sarney e a intensificação das negociações entre PFL e PSDB forçam o PMDB na direção da candidatura própria, enquanto o quadro sucessório não clareia. 

O interesse do partido é submeter o imprevisível Itamar Franco às regras da prévia, que incluirá o compromisso com o apoio à candidatura vitoriosa. O governador mineiro andou declarando que se perdesse a prévia apoiaria Lula. Ontem, assessores de Itamar Franco trataram de dizer que essa versão não corresponde à realidade. Pelo sim, pelo não, é melhor definir as regras desse jogo. 

Eliseu Padilha, no rápido discurso de transmissão do cargo ao sucessor, o secretário executivo Alderico Jefferson Lima, deu testemunho explícito da lealdade a Fernando Henrique Cardoso e, apesar das podas ocorridas nos investimentos previstos para a pasta, não atacou a equipe econômica como fizeram vários ex e atuais ministros. "Quando a Fazenda ou o Planejamento fazem cortes, e foram muitos, foi em nome da prioridade social do governo", justificou Padilha, lembrando que a merenda escolar ou o atendimento de saúde não podem ser postergados, em qualquer hipótese. 

Eliseu Padilha é exceção à regra. Deixou o governo sem ataques ou ressentimentos. Dorothea Werneck, Francisco Turra, Arlindo Porto, Luis Carlos Mendonça de Barros, Carlos Albuquerque, Renan Calheiros, Raymundo Britto e Waldeck Ornellas foram a regra no governo FH.

Fonte: Zero Hora - Ana Amélia Lemos - 15/11/2001

quarta-feira, 24 de outubro de 2001

Rádio Guaiba entrevista Ministro dos Transportes Eliseu Padilha

Eliseu Padilha
AMIR DOMINGUES: quais foram as razões do ministro para deixar o ministério? 

ELlSEU PADILHA: Bom dia Amir. Bom dia a todos os ouvintes. Realmente Amir, ontem, em almoço com o senador PEDRO SIMON, o deputado CEZAR SCHIRMER e o deputado OSMAR TERRA foi colocado de forma veemente que a minha permanência no governo estava já atrapalhando, para usar uma expressão mais conhecida no Rio Grande do Sul, as tratativas do partido em seu programa de aliança para o pleito de 2002. Eu já havia antecipado ao presidente que havia, desde o inicio de setembro, uma pressão dentro do partido para que eu deixasse o governo. Nós tínhamos que definir claramente como o PMDB se comportaria no Rio Grande do Sul. Eu levei ao presidente essa preocupação já a mais tempo e ele disse para apenas implantar as agências. 

A Agência Nacional de Transportes Terrestres e a Agência Nacional de Transportes Aquoviário e o Departamento Nacional de Infra-estrutura em Transportes, depois é só fazer andar as coisas e você ficaria liberado. Pois bem, tem 15 dias que eu estou discutindo os nomes para essas agências com o presidente e chegamos já aos nomes. Eu formalmente hoje entrego a eles a indicação e depois ele a enviará ao Senado. Por isso, o que ele me disse que era a minha missão está realizado. 

Pois bem, se a minha missão está cumprida e já havia com ele o ajuste para a minha antecipação e se a minha permanência prejudica o meu partido no meu Estado, claro que eu tenho que concordar com o presidente do partido CEZAR schirmer. E vou hoje conversar com o presidente dizendo que cumpri a missão e que apenas quero ajustar com ele agora, antecipando em relação ao previsto em dezembro, a minha saída. Pronto, é simples. Claro que o meu convívio com o presidente é algo para mim de profunda honra. Se eu pudesse continuar trabalhando com ele continuaria ainda por muito tempo, mas circunstâncias políticas então impediam a ele e a mim. Se isso acontece então, eu vou desde logo tomando o meu caminho. 

AMIR DOMINGUES: Isso significa que o senhor poderá concorrer ao governo do Estado? 

ELlSEU PADILHA: Não. Não. Não. Definitivamente, não. Eu serei candidato a deputado federal. Eu vou ajudar o senador PEDRO SIMON, nosso chefe maior no partido no Rio Grande na sua cruzada agora para as prévias. E depois farei junto com a candidatura que seja definida ou SIMON, no Rio Grande do Sul, se ele não for vencedor das prévias, conforme ele disse. Ou quem as nossas prévias internas definam, no caso de SIMON ser o candidato à presidência da República. SIMON será a peça chave para a definição da candidatura no Rio Grande do Sul. Por quê? Presidente da República ele vai influenciar o candidato. Não- presidente da República ele será o candidato. Portanto, no PMDB do Rio Grande do Sul terá em PEDRO SIMON o grande condutor do processo de 2002. 

AMIR DOMINGUES: E se o senador PEDRO SIMON for candidato à presidente da República, quem será o candidato do PMDB aqui no Sul? 

ELlSEU PADILHA: Uma prévia vai definir. Certamente que a opinião do senador PEDRO SIMON será muito importante, mas eu não colocarei o meu nome disponível para a prévia. Definitivamente eu pretendo concorrer a uma cadeira para Câmara dos Deputados. Quero ser deputado federal por tudo. Aliás, o porto de Rio Grande, quem é que vai estar em Brasília para fazer com que as obras, que foram recém iniciadas para ser o porto do Mercosul continuem? O sistema de trem nosso, o Trensurb, quem é que vai continuar a pressão para que ele continue para chegar ao centro de Novo Hamburgo como é o projeto que nós estamos começando a executar. O fim da estrada do inferno que está previsto para o início do ano de 2003, quem é que vai cuidar para que isso efetivamente aconteça? E monitorar a duplicação de Porto Alegre à Pelotas que começa no início do ano, pressionando todo o dia para que isso se concretize. São obras que para mim são coisas que saíram da minha criação, da minha imaginação. Eu tive que me empenhar. Agora é muito importante que elas sejam concluídas. Portanto, eu acho que eu tenho a vinculação umbilical com elas e a minha permanência em Brasília para isso eu acho fundamental. 

AMIR DOMINGUES: Ou seja, na Câmara para cobrar o que vai ser feito a respeito da esfera do atual ministério no próximo governo. 

ELlSEU PADILHA: Eu vou colocar toda essa experiência que eu adquiri nas relações do governo com o Congresso, do Congresso com o governo. De como se votam as propostas orçamentárias. De como são construídas as propostas orçamentárias. Toda a experiência que eu adquiri no curso desse tempo eu quero colocar à disposição do meu Estado para que gente possa fazer estas obras que foram iniciadas na minha área terem conclusão. Ai sim minha obra estará realmente completa. Agora eu estou com a minha missão cumprida internamente no governo dada a limitação temporal do mandato do presidente FERNANDO HENRIQUE e a necessidade da minha eleição também. Senão, evidentemente, eu pretenderia concluir na execução, eu executando, mas não vai ser possível. Então eu tenho que me preocupar em ser responsável por elas até o final. 

AMIR DOMINGUES: Que leitura o senhor faz da viagem do presidente FERNANDO HENRIQUE à Europa na companhia e a convite dos três presidentes do partido que compõem a base governamental do governo FERNANDO HENRIQUE, no Congresso. 

ELlSEU PADILHA: De absoluta normalidade. Não há absolutamente nada mais. Eu estou falando na condição de ministro dos Transportes do governo FERNANDO HENRIQUE CARDOSO. Nós temos mais dois ministérios no governo, qual é o problema que existe do presidente de um dos partidos que está na base do governo, mas que, no ano que vem, terá seu candidato próprio. Ele tem algum problema de estar acompanhando o presidente que vai a uma assembléia na França onde poucos cidadãos no mundo foram chamados para falar. Ele está sendo chamado para falar o que pensa o presidente do Brasil para o país de tradição cultural e política como a França. Não há absolutamente nada, nada. Nós estamos ou não estamos na base de sustentação do governo, estamos. Vamos sair? Vamos. Vamos sair se ITAMAR FRANCO for o candidato, é certo que nós estaremos fora. Se for PEDRO SIMON e JARBAS VASCONSELOS pode essa convivência continuar. SIMON tem dito nós nunca seremos oposição ao governo porque nós fizemos parte por muito tempo, mas teremos nosso próprio caminho. Agora em relação a FERNANDO HENRIQUE, FERNANDO HENRIQUE não vai ser candidato e ele precisa governar. Logo, ele precisa de sustentação. São coisas distintas. Eu sei que se nós falarmos nisso genericamente as pessoas terão dificuldade de entender. Mas na medida que a gente explica como estou explicando se vê que é de absoluta normalidade. Não tem nenhuma anomalia. 

AMIR DOMINGUES: Para finalizar ministro ELlSEU PADILHA, e desde já agradecendo sua atenção com os ouvintes da rádio Guaíba, já tem data marcada para concretizar seu afastamento do governo? 

ELlSEU PADILHA: Não. Eu defino com o presidente FERNANDO HENRIQUE e com o presidente MICHEL TEMER hoje a data. Se eu bem conheço o presidente FERNANDO HENRIQUE, ele deverá dizer: olha, nós estamos agora com uma mini reforma andamento. Vai mudar o ministro da Justiça, vai mudar o secretário de Comunicação Social, vai mudar o secretário geral da presidência da República. Agora por esses dias já são matérias até publicadas. Possivelmente ele vai dizer: quem sabe você insere essa sua substituição nesse conjunto. Presumo que ele vá dizer isso. 

AMIR DOMINGUES: Muito obrigado ministro. 

ELlSEU PADILHA: Obrigado. E sempre a disposição.

PROGRAMA: AGORA 
EMISSORA: RÁDIO GUAíBA 
DATA: 24/10/01 HORA: 10H ÀS 11H 

APRESENTADOR: AMIR DOMINGUES

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