Mostrando postagens com marcador Avanca Brasil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Avanca Brasil. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Eliseu Padilha defende transporte hidroviário de passageiros

Eliseu Padilha defende transporte hidroviário
29/09/2010 O deputado federal Eliseu Padilha participou nesta manhã (29) da cerimônia de assinatura do documento de autorização para publicação do edital de licitação, para o transporte hidroviário de passageiros entre Guaíba e Porto Alegre, e entre Rio Grande e São José do Norte. 

Ex-ministro dos Transportes do governo FHC, Padilha defende este tipo de transporte no Brasil. 

“Como ministro dos Transportes que delegou os armazéns e o cais da Mauá para o Governo do Rio Grande do Sul e defensor do transporte hidroviário de passageiros, tinha todo interesse em conhecer os termos do edital de licitação que será lançado. Oportunamente, terei acesso a ele e, então, manifestar-me-ei”, disse Eliseu Padilha.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Vale Pedágio beneficiou 800 mil caminhoneiros

Ministro Eliseu Padilha beneficia caminhoneiros
com cartão Visa Vale-Pedágio
Trecho do jornal Correio do Povo 29/07/2010 

Há exatos dez anos e um mês, a Medida Provisória n 2025-3, de 29 de junho de 2000, instituiu o Vale Pedágio, determinando que os donos das cargas e os embarcadores se responsabilizassem pelo pagamento da tarifa de pedágio e o fornecimento do comprovante aos condutores. Foram beneficiados 800 mil caminhoneiros. 

O dispositivo legal teve sua fiscalização normatizada pela Portaria n 206 do Ministério dos Transportes, assinada pelo então ministro, deputado federal Eliseu Padilha. A conquista foi resultado das negociações do governo com a categoria.

Assessoria de Imprensa

sexta-feira, 9 de novembro de 2001

Eliseu Padilha faz balanço de gestão nos Transportes


Eliseu Padilha faz balanço de gestão nos Transportes
O ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, fez ontem sua última visita ao Estado como integrante do governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. 

Num almoço na sede da Fiergs, ele enumerou cinco obras como as marcas de sua administração (veja quadro) e se disse frustrado pela não-concretização do projeto Linha 2 Corredor Nordeste/Sudeste, da Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb).  O projeto não avançou por falta de interesse do atual governo do Estado, apesar de o financiamento ser totalmente externo - afirmou. 

Eliseu Padilha, que no dia 14 passará o cargo ao secretário executivo do Ministério dos Transportes, Alderico Jefferson Lima, disse que o prefeito de Porto Alegre, Tarso Genro, mostrou-se interessado pelo projeto "não materialmente, mas só em palavras". 

No final de semana, Padilha descansa em sua casa em Florianópolis (SC), e no início da próxima semana retorna para Brasília. Embora deixe o ministério antes da data prevista - dia 31 de dezembro - para se dedicar à campanha eleitoral à Presidência do senador Pedro Simon, Padilha não pretende se afastar de Brasília. Sua meta é disputar uma cadeira de deputado federal. 

Eleito para a Câmara dos Deputados em 1994, ele não pôde concluir o mandato por assumir cargos no governo estadual e, posteriormente, no ministério de FH. Alegria e tristeza foram as duas palavras escolhidas por Padilha para definir o final da gestão. Não poupou elogios a FH e disse que não pretende ser opositor ao presidente. Disse que apenas não poderá apoiar o candidato do PSDB. - Jamais serei crítico do presidente e do governo. Não seria incoerente a esse ponto - disse. 

Padilha admitiu que teve de brigar por mais recursos para investir no setor de transportes, mas esbarrou em prioridades sociais, como saúde e educação. Disse que, dos cerca de R$ 8 bilhões do orçamento de sua pasta, conseguiu destinar R$ 3,2 bilhões para investimentos. 

Padilha ressaltou que, dos 138 ministros que já ocuparam a pasta dos Transportes, ele é o quarto em tempo de permanência no governo _ quatro anos e meio. 

AS OBRAS SIMBÓLICAS 
O ministro Eliseu Padilha definiu como "marcantes" em sua gestão cinco trechos construídos, recuperados ou que ainda receberão investimentos: 
• BR-116, via expressa Porto Alegre-Estância Velha (obra em andamento) 
• BR-101, trecho de Tavares-São José do Norte (Estrada do Inferno) (obra em andamento) 
• BR-386, trecho Tabaí-Canoas (Rodovia da Morte) (obra em andamento) 
• BR-285, trecho Vacaria-Bom Jesus (Rodovia da Maçã) 
• BR-470, trecho Barracão-Lagoa Vermelha (obra por iniciar) 

OS RECURSOS 
• Programa Avança Brasil (recursos garantidos) - R$ 2,1 bilhão 

RODIMAR OLIVEIRA 
Zero Hora (RS) 09/11/2001 
Política! GOVERNO FEDERAL

segunda-feira, 15 de outubro de 2001

Eliseu Padilha anuncia instalação de agências reguladoras

Ministro Eliseu Padilha
O ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, disse há pouco em São Paulo, que o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso proporcionou um grande avanço ao país com a criação das agências reguladoras, em vários setores. 

Eliseu Padilha garantiu que nos próximos dias serão instaladas as agências nacionais de Transportes Terrestres (ANTT) e Transportes Aquaviários (ANTAQ). Falando para uma platéia de empresários do setor de transportes, na abertura da Feira Nacional de Transportes (Fenatran), o ministro lembrou que a renovação da frota nacional conta com incentivos do Governo, por meio de um programa de financiamento lançado exclusivamente para caminhoneiros autônomos, cerca de 350 mil em todo o país. 

Segundo Padilha, o presidente Fernando Henrique e o ministro do Desenvolvimento Indústria e Comércio, Sérgio Amaral, estudam a possibilidade de lançar um programa idêntico, destinado a empresas de transportes, para aquisição de caminhões novos.

AVANÇA BRASIL - Lembrando que 80% do PIB nacional se desenvolvem a menos de 600 km do litoral, o ministro dos Transportes disse que a necessidade de levar o desenvolvimento ao interior do país foi que motivou o Governo Federal a implantar o Avança Brasil, um programa que se baseia em eixos de integração com a realização de grandes obras, sobretudo de infraestrutura. 

Eliseu Padilha fez um breve relato dos investimentos do Ministério dos Transportes em parceria com o setor privado, para a ampliação da malha ferroviária, citando a Ferronorte - que avança pelo centro norte do país, já com 410 km em operação no Mato Grosso do Sul e Mato Grosso - e a Ferrovia Norte-Sul, que opera com 126 km no Maranhão, está em construção no estado do Tocantins e em fase de licitação no estado de Goiás. 

O setor portuário, de acordo com o ministro dos Transportes, recebeu grandes investimentos e o país terá a partir de agora importantes portos concentradores e distribuidores de cargas. Pecém (CE), Suape (PE), Sepetiba (RJ) e Rio Grande (RS) recebem cerca de R$ 1,2 bi em investimentos para melhoria e ampliação de capacidade. Padilha lembrou ainda que o país tem programas definidos para garantir a manutenção e o desenvolvimento da malha rodoviária. 

Além do programa de concessões, que garante investimentos privados em rodovias federais, já está em fase final de licitação a primeira etapa do CREMA (Programa de concessão para manutenção de rodovias, sem cobrança de pedágio), que vai garantir a conservação de 22 mil kms de rodovias durante 5 anos. 

Nos estados do centro-oeste, nordeste e norte do país não haverá concessões sob cobrança de pedágio e o programa CREMA vai garantir a manutenção dos principais eixos rodoviários. Desde 1996, o Governo Federal já investiu cerca de R$ 8,5 bilhões no setor rodoviário. De acordo com o ministro dos Transportes, foi no Governo do presidente Fernando Henrique Cardoso que o Brasil redescobriu o seu potencial para o transporte hidroviário. 

O país tem mais de 42 mil kms de rios navegáveis e a navegação fluvial e de cabotagem cresceu mais de 400% nos últimos anos. 

Assessoria de Comunicação Social
Ministério dos Transportes 
Fonte: Ascom/MT 

sexta-feira, 14 de setembro de 2001

Eliseu Padilha prevê orçamento de R$ 240 milhões para MS

Ministro dos Transportes Eliseu Lemos Padilha
O ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, afirmou, em entrevista coletiva à imprensa, em Campo Grande, onde participou hoje do seminário Caminhos do Desenvolvimento, que do orçamento global do seu Ministério, de R$ 3 bilhões em 2002, Mato Grosso do Sul terá uma participação entre 8% e 10%, ou seja, R$ 240 milhões. 

O ministro mencionou as obras do anel rodoviário e do contorno ferroviário como obra mais importante em Campo Grande e, no Estado, citou a ponte do rio Paraguai e a duplicação da BR-163, entre Dourados e Vila Vargas. Padilha reafirmou a disposição do governo federal em investir no Estado, embora MS represente 1,4% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional. 

Eliseu Padilha destacou que o programa Avança Brasil tem como principal objetivo descentralizar e interiorizar as ações do governo, que começaram com 42 projetos em 1996, quando o programa era denominado Brasil em Ação. 

"O principal objetivo é criar novos eixos de integração e desenvolvimento, o Brasil é um país litorâneo", observou o ministro, que fez de manhã, na abertura do Seminário Caminhos do Desenvolvimento, realizado na Câmara de Campo Grande, a apresentação dos investimentos do programa Avança Brasil. 

O Seminário foi aberto com a participação, além dos ministros dos Transportes, Eliseu Padilha, da Integração Nacional, Ramez Tebet, do Turismo e Esportes, Carlos Melles, com a presença do governador José Orcírio Miranda dos Santos (Zeca do PT), do Prefeito de Campo Grande, André Puccinelli, senadores, deputados, prefeitos e vereadores. 

Assessoria de Comunicação Social 
Ministério dos Transportes 
Fonte: ASCOM - DNER-MS - Marília de Castro

sexta-feira, 20 de abril de 2001

Investimentos de R$ 61,9 bi

Presidente Fernando Henrique Cardoso e
Ministro Eliseu Padilha

O presidente Fernando Henrique Cardoso apresenta nesta semana um plano de investimentos de R$ 61,9 bilhões e uma lista de projetos em tramitação no Congresso sobre os quais o governo pretende aprovar ainda neste ano. 


Esses são os dois componentes do plano de governo, que tem múltiplos objetivos: lembrar que há muito a fazer nos dois últimos anos de mandato; aglutinar a base aliada em torno de uma proposta, num momento de crise política provocada pelo episódio das fitas do senador Antonio Carlos Magalhães, e aproveitar o último ano legislativo útil (em 2002 a sucessão monopolizará os debates no Legislativo) para concluir as reformas iniciadas em 95, calar as críticas sobre a falta de atenção do governo para a área social e, no campo econômico, colocar em pauta uma agenda de desenvolvimento como conseqüência do programa de ajuste fiscal. 

O plano de governo está sendo preparado para ser apresentado pelo presidente aos líderes dos partidos aliados no Congresso na terça-feira. A intenção já anunciada pelo presidente é definir as linhas da reforma ministerial a partir do compromisso dos partidos com esse programa. "Errará quem apostar em mudanças, em novidades. O programa vai focalizar o que temos de relevante a ser feito nos próximos dois anos", adianta um assessor palaciano. 

O presidente quer usar o plano para orientar o Ministério, independentemente de seus ocupantes, que serão em grande parte substituídos em janeiro, para lançamento de candidaturas nas eleições de 2002. "O presidente vai dar o recado: independentemente do personograma, a agenda do governo é esta", resumiu o assessor. Além do programa de investimentos e da agenda legislativa, Fernando Henrique levará uma importante questão para o debate com os líderes: o futuro da Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF). 

O tributo deixará de ser cobrado em 2002, e o governo quer discutir como repor sua arrecadação, que chegou a R$ 15 bilhões em 2000. "Como não há possibilidade de redução dos gastos, a CPMF é absolutamente estratégica", disse um ministro que participou da elaboração do plano. Se depender da vontade do governo, a CPMF deixará novamente de fazer jus ao nome e terá sua cobrança prorrogada. 

Para isso, é preciso que o Congresso aprove uma emenda constitucional neste ano. Uma decisão tem de ser tomada antes do dia 31 de agosto, prazo final para o governo enviar ao Congresso a proposta para o Orçamento Geral da União de 2002. Área social receberá a maior parte Os assessores do presidente que trabalham na elaboração do plano de governo admitem que não haverá nenhuma novidade "bombástica" sobre o que já se conhece das prioridades do governo. 

"O impacto será dado pelo dinheiro, pelo valor dos gastos que anunciaremos", disse um desses assessores. Os R$ 61,9 bilhões serão gastos em dois planos de ação integrada o Projeto Alvorada e o Plano Nacional de Segurança Pública, e mais 50 projetos considerados estratégicos (sendo que alguns desses projetos são parte dos planos de ação integrada). Esse montante cobre dois anos. Do total, R$ 24,9 bilhões são verbas do orçamento federal e R$ 37 bilhões são de outras fontes, desde o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), o Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza e até empréstimos externos. 

A maior parte, 82%, ou R$ 50,7 bilhões será destinada a projetos na área social. "Vamos turbinar alguns projetos", disse o ministro. Um exemplo: a bolsa-escola terá suas verbas multiplicadas por dez, atingindo R$ 1,7 bilhão neste ano, contra R$ 176 milhões em 2000. Em sua totalidade, o programa "Toda Criança na Escola", onde a bolsa-escola está incluído, terá R$ 4,2 bilhões neste ano. 

O programa "Saúde de Família" receberá outros R$ 2,8 bilhões. Os 50 programas prioritários do governo terão verbas garantidas e sua execução será acompanhada mês a mês. Embora o social receba a maior parte dos investimentos, a lista de prioridades também contempla projetos de infra-estrutura, assistência social agricultura e reforma agrária. Cada um deles terá uma meta a ser atingida até o final do governo Fernando Henrique. Da lista, o principal projeto para o Estado de São Paulo é o Rodoanel, uma obra que interligará as rodovias que passam pela capital paulista, reduzindo o trânsito, principalmente de caminhões de carga, dentro da cidade. 

Até dezembro de 2002, o trecho Oeste do Rodoanel terá de estar pronto. Neste ano, o programa Corredor Transmetropolitano, que inclui o Rodoanel, receberá cerca de R$ 220 milhões. O plano de governo também é formado por dois planos de ação integrada, que combinam alguns dos 50 programas prioritários, porém com um foco de ação mais dirigido. Um deles é o Projeto Alvorada, que em dois anos, consumirá investimentos de R$ 15 bilhões. PFL manterá ministérios 

O presidente Fernando Henrique Cardoso deve nomear dois pefelistas para os ministérios de Minas e Energia e da Previdência na próxima semana, depois de lançar o plano de ação governamental, provavelmente na terça-feira. A cota dos partidos da base no ministério será mantida sem alterações, mas compensações serão feitas na substituição dos três líderes do governo no Congresso, integralmente ocupados por tucanos, nos próximos dias. O PMDB, que venceu a disputa pela presidência do Senado, com Jader Barbalho (PA), não reivindica nenhum outro cargo no primeiro escalão, apesar de avaliar que o partido está sub-representado no governo. 

Os peemedebistas ocupam a pasta dos Transportes, com Eliseu Padilha, e da Integração Nacional, com Fernando Bezerra, além da Secretaria de Desenvolvimento Urbano, com Ovídio de Ângelis. O partido pretende, no entanto, a liderança do governo na Câmara. O PFL, derrotado nas disputas pela presidência da Câmara e do Senado, além de atravessar uma grave crise interna, manterá quatro ministérios no governo Fernando Henrique. O presidente suspendeu conversas a respeito de nomes, desde o carnaval, por causa do agravamento do estado de saúde do governador licenciado de São Paulo, o tucano Mário Covas.

terça-feira, 17 de abril de 2001

Ministro Padilha libera R$ 90 milhões para conclusão do Rodoanel

Ministro Padilha libera R$ 90 milhões 
para conclusão do Rodoanel
O ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, assina, amanhã (17/04/2001), o 3º Termo Aditivo de Cooperação Financeira entre o Ministério dos Transportes e o Governo do Estado de São Paulo, para liberação de R$ 90 milhões para o término do trecho oeste do Rodoanel. O evento acontece às 11 horas, no km 22, da Via Anhangüera, no Túnel Jesus. 

O trecho oeste do Rodoanel Metropolitano de São Paulo integra a relação dos Projetos Estratégicos do Corredor Transmetropolitano do Programa Avança Brasil. As obras foram iniciadas em 1999, com base no Convênio de Apoio Financeiro, com recursos do Ministério dos Transportes, perfazendo, até o momento, um total de R$ 223,8 milhões. 

O Rodoanel de São Paulo, uma das maiores obras rodoviárias do País, tem como principal objetivo melhorar a qualidade de vida na Grande São Paulo. A rodovia com aproximadamente 170km irá contornar a Região Metropolitana, interligando os grandes corredores de acesso à metrópole: rodovias dos Bandeirantes, Anhangüera, Castello Branco, Raposo Tavares, Régis Bittencourt, Imigrantes, Anchieta, Ayrton Senna, Dutra e Fernão Dias. 

Por eliminar o tráfego pesado, o Rodoanel deixará a cidade mais livre para os transportes coletivo e individual, agilizando o trânsito. Além disso, o Ministro e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, participam da cerimônia de vazamento simbólico do túnel 3 (lote 5), o maior do trecho oeste, com 1,7 km de extensão, localizado entre as rodovias Castello Branco e Anhangüera. 

O túnel tem 176 m2 de seção e possui 4 faixas de rolamento. E, na ocasião, o governador sanciona a Lei Estadual que dá ao Rodoanel de São Paulo, o nome do governador Mário Covas. 

ATENÇÃO: Os profissionais de imprensa serão transportados do km 22 da Via Anhangüera (pista sentido Interior/Capital) até o interior do Túnel 3 em veículos especiais, às 10h45. Por motivos de segurança, não será permitida a entrada de veículos de reportagem no túnel. 

Assessoria de Comunicação Social 
Ministério dos Transportes 

segunda-feira, 19 de março de 2001

A revolução multimodal

Ministro Eliseu Padilha
(19/03/2001) Nos últimos 6 anos, a economia brasileira cresceu acompanhada por uma revolução no setor Transportes. A navegação de cabotagem ressurgiu e cresceu mais de 400%.

O mesmo ocorreu com o transporte hidroviário, especialmente de grãos e de carne. Um exemplo: a soja que descia do Chapadão dos Parecis (MT) por rodovia até Santos (SP), hoje vai a Porto Velho e é exportada através da hidrovia do Madeira, com uma redução no frete de 38,5 dólares por tonelada. 

O sistema ferroviário, que estava sucateado, foi transferido para o setor privado, cresceu em média 13% ao ano e atraiu R$ 2 bilhões em investimentos. A maioria dos portos já trabalham com preços competitivos internacionalmente, como Rio de Janeiro e Salvador, a menos de U$ 130 o conteiner. Esta revolução chama-se multimodalidade. Ela moderniza e viabiliza uma cadeia logística altamente competitiva. 

O Programa Avança Brasil contempla nove eixos regionais de integração. São corredores de transporte onde a multimodalidade está consagrada. Os investimentos para a integração entre os vários modais estão e continuarão sendo feitos. Há muito que trabalhar. Considerando a dimensão continental do Brasil, a malha rodoviária pavimentada ainda é pequena, não corresponde à necessidade. No Norte e Centro-Oeste há muitas rodovias ainda não implantadas ou sem pavimentação. 

A ferroviária é ainda mais deficitária. Considerando o tamanho e as condições geográficas, o Brasil poderia ter uma malha viária muito maior, seguramente o triplo do que tem hoje. Seria conveniente. Requer, porém, investimentos de muitos bilhões de dólares, que não poderiam ser feitos de uma hora para outra. 

Estamos buscando a parceria do setor privado no sistema ferroviário e estamos tendo construções, como a Ferronorte, que estará chegando em Rondonópolis (MT) em 2001, com conexão direta até o Porto de Santos. Isso significa que as lavouras do Centro-Oeste estarão linkadas, via ferrovia e porto, com a exportação. E o Governo Federal, por meio da Valec, está construindo a Norte-Sul, ferrovia que brevemente será privatizada, com alta atratividade, considerando seu trajeto e a região onde está sendo implantada. A Norte-Sul está quase pronta no Maranhão, está descendo pelo Tocantins e logo abrirá uma frente de trabalho em Goiás. 

Há ainda a construção da Transnordestina, que se interligará com a Hidrovia do São Francisco, com o Porto de Suape (PE) e tornará viável a malha ferroviária do Nordeste. 

Assim, se considerarmos as circunstâncias do País, temos uma malha ainda deficitária, mas é certo que está havendo a integração. A multimodalidade é uma realidade e as deficiências serão supridas na medida em que tenhamos maior participação do setor privado. O setor público vai continuar no sistema rodoviário, nas malhas de expansão, onde o interesse estratégico é maior, caso do Norte, Centro-Oeste e parte do Nordeste. Especificamente para as regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste, tomamos a decisão de não conceder rodovia mediante pedágio. 

Nestas regiões não haverá concessão pelo Governo Federal. As exceções: o programa do Governo do Estado da Bahia, que envolve uma rodovia federal entre Salvador e Feira de Santana; em Pernambuco, onde há um programa estadual que envolve rodovia federal entre Recife e Caruarú; e no Pará, a rodovia Belém-Castanhal, também no programa do Governo do Estado. 

Por parte do Governo Federal, só serão concedidas rodovias ao setor privado para fazer a conservação, o chamado Programa CREMA, mas não haverá cobrança de pedágio. Para receber o serviço de manutenção de pista e sinalização, as empresas deverão manter as rodovias com a mesma qualidade das rodovias pedagiadas.

*EliseuPadilha é ministro dos Transportes

terça-feira, 6 de março de 2001

Recuperação de estrada federal terá R$ 2 bi

Ministro Padilha - R$ 2 bi em recuperação de estradas 
(06/03/2001) O programa de recuperação de rodovias federais vai receber, até o final do próximo ano, aproximadamente R$ 2 bilhões. O anúncio da verba foi feito ontem pelo ministro dos Transportes, Eliseu Padilha. O governo, no entanto, ainda não sabe de onde sairá o montante de recursos que será investido nas obras. 

De acordo com nota oficial distribuída pela assessoria de imprensa do Ministério dos Transportes, uma parte dos recursos virá do Orçamento da própria pasta. O restante está sendo discutido com a área econômica do governo. 

Segundo a Folha apurou, o ministério tem cerca de R$ 400 milhões para serem gastos na recuperação de rodovias federais. Números do Ministério dos Transportes indicam que, durante a década de 70, os investimentos em transporte representavam 2,5% do PIB (Produto Interno Bruto), para uma frota de 4 milhões de veículos. Atualmente, esses recursos não chegam a atingir 1% do PIB, para uma frota de 28 milhões de veículos. 

Em 1997, o investimento do governo federal em estradas atingiu R$ 18 milhões. Em 1998, o valor subiu para R$ 36 milhões; em 1999, para R$ 160 milhões. No ano passado, o valor estava estimado em cerca de R$ 800 milhões. Prioridade O ministério ainda não definiu quais as estradas federais que serão beneficiadas com o programa de recuperação. Segundo a Folha apurou, grande parte dessas rodovias está localizada na Bahia. 

Ontem, o ministro informou que será gasto R$ 1,3 bilhão para restaurar trechos da BR-153 -a rodovia Transbrasiliana. Por essa estrada circulam os caminhões que fazem o escoamento da safra agrícola de Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul até o porto de Paranaguá (PR). 

De acordo com Eliseu Padilha, a recuperação desta estrada deverá estar concluída até o final do primeiro semestre deste ano. Em janeiro, o ministro havia afirmado que as estradas em pior estado de conservação estão em Minas Gerais, Ceará, Mato Grosso e Goiás, além da Bahia.

quarta-feira, 11 de dezembro de 1996

A máquina ruge

General Motors anúncia investimento de 1,2 bilhão de dólares
Presidente Fernando Henrique Cardoso e Eliseu Padilha
11/12/1996 - O anúncio feito pela GM na semana passada, de que vai abrir três novas fábricas no país, com investimento de 1,2 bilhão de dólares, foi apenas mais uma confirmação de que a indústria de carros cresce no Brasil a um ritmo de trem-bala. Até o fim do ano, as montadoras brasileiras irão produzir mais de 1,8 milhão de veículos. 

É o dobro do que se fez em 1990. Neste ano, o Brasil já deve tomar da Itália a nona posição entre os maiores fabricantes mundiais de veículos - e continuará avançando. Ao todo, a indústria automobilística está programando 19 bilhões de dólares em novos investimentos nos próximos quatro anos. "O Brasil é hoje o país em que as montadoras mais investem no mundo", diz o professor José Roberto Ferro, da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, um dos maiores especialistas brasileiros em indústria de carros.

Até o ano 2000, segundo estimativa das montadoras nacionais, apenas Estados Unidos, Japão, Alemanha, França e talvez Coréia estarão produzindo mais carros do que os brasileiros. "Nenhum dos grandes produtores mundiais crescerá tanto quanto o Brasil
", diz Silvano Valentino, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos, Anfavea. 

Quase todo mês, alguma montadora anuncia planos de investir aqui. Alguns projetos são gigantescos, como os da GM, Fiat, Ford e Volkswagen, outros são menores, como os das companhias asiáticas, mas no conjunto eles formam uma bola-deneve impressionante.

A tacada da General Motors já era esperada há mais de dois anos, mas ainda assim surpreendeu. A expectativa era de uma fábrica. A GM anunciou três. A novidade foi divulgada em Brasília, num encontro de executivos da empresa com o presidente Fernando Henrique Cardoso.

Uma fábrica montará carros no Rio Grande do Sul. Outra fará motores em Santa Catarina. Uma terceira. de peças, será instalada em São Paulo.

Leia na íntegra:


Veja em outros formatos: 

               

COMPARTILHE:

COMPARTILHE: