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terça-feira, 19 de novembro de 2013

Duplicação da BR-101 antecipada

Ministro Padilha - Duplicação da BR-101 antecipada
Ministro Padilha
O cronograma de duplicação da BR· 101 entre Palhoça e Osório (RS) foi adiantado em seis meses. As obras, programadas inicialmente para a segunda metade de 1998, deverão começar no Inicio do próximo ano. Até o final deste mês, o ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, irá a Osório lançar o edital do projeto de engenharia. Ainda este ano, com o projeto concluído , será lançada a licitação para contratação das empresas que farão a duplicação dos 22 lotes que compõe o trecho. 

São 370 quilômetros de obras - 100 no Rio Grande do Sul e 270 em Santa Catarina - que consumirão US$ 870 milhões em investimentos e cerca de um ano e meio de trabalho. Se o cronograma for cumprido, até a metade de 1999 a duplicação estará concluída. O governo federal entrará com US$ 226 milhões. 

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Exlibank - banco de Investimentos japonês - irão financiar o restante, com US$ 322 milhões cada um. De acordo com o ministro, o financiamento esta garantido, sem necessidade de ser aprovado pelo Congresso. "Como esta parte é apenas a continuação do projeto do Corredor do Mercosul, já aprovado, não há necessidade de passar novamente pelo Congresso", afirmou. 

O Corredor do Mercosul é Formado pela rodovia BR-116, no trecho entre São Paulo e Curitiba, pela BR-376 de Curltiba a divisa do PR/SC e pela BR·101 entre a divisa e Osório. A estrada é a principal , ligação entre São Paulo, o Sul do pais e dos países do Mercosul, principalmente Argentina e Uruguai. A duplicação vinha sendo reivindicada há cerca de duas décadas pelos estados da região Sul, e o custo da obra era a principal dificuldade. 

Hoje a duplicação é o maior projeto viário em andamento no mundo, chegando a US$ 2,2 bilhões (entre Palhoça e São Paulo há trechos duplicados, outros sendo ampliados e ainda trechos licitados e contratados).  

NOVO RUMO - No início do governo Fernando Henrique Cardoso, a duplicação foi incluida entre as prioridades da I União, principalmente por causa da dificuldades de transporte que havia entre o Brasil e os demais países do Mercosul. Hã duas semanas, Padilha havia garantido que a parte Sul da duplicação era irreversível. O cronograma, no entanto era nebuloso. 

Uma conversa com o presidente Fernando Henrique Cardoso na sexta-feira passada mudou os rumos com a aprovação da emenda da reeleição, o governo entrou em campanha. Os próximos meses devem fazer aparecer uma série de projetos que andavam na sombra com o empenho do governo em aprovar a emenda da reeleição e as reformas constitucionais. A ordem é deixar o Congresso com as reformas e mostrar serviço. 

O ministro pretende investir o tempo que tem para fazer andar os projetos que já existem e incluir outros na pauta. "Nesse tempo dá para fazer fazer muita coisa", afirma. Entre os projetos a serem anunciados nas próximas semanas está também a municipalização do Porto de Itajaí. Esse deve ser um pacote que incluirá também os portos de Imbituba e Tubarão. Ainda não está definido quais serão municipalizados, estadualizados ou passarão para a iniciativa privada. 

TRENSURB SERÁ AMPLIADO 

Na onda de obras anunciadas pelo Ministério dos Transportes, o Rio Grande do Sul foi premiado ontem com a garantia de que o TRENSURB (Trem da região metropolitana de Porto Alegre) será ampliado até Gravataí. Esta sexta-feira, o ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, irá à capital gaúcha divulgar o projeto, que inclui 15 quilômetros de obras. A ampliação ligará Porto Alegre e Gravataí, passará por Alvorada e Cachoeirinha, e poderá ter ramificações até Viamão. 

O cronograma do início das obras, no entanto, não está garantido, e nem os recursos que ira financiar o projeto. O que o Ministério tem em mãos, nesse momento, é o estudo de viabilização econômica, e a garantia do presidente Fernando Henrique Cardoso de que a obra passa a ser prioridade do governo. O relatório final sobre a obra deve estar pronto até o final de julho. 

Fonte: DNER 13/06/97

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Eliseu Padilha e Fernando Henrique na Academia Brasileira de Letras

Eliseu Padilha com Fernando Henrique na Academia Brasileira de Letras
Eliseu Padilha com Fernando Henrique na Academia Brasileira de Letras
Entre os amigos e políticos que foram à Academia Brasileira de Letras, na posse do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na última terça-feira (10) estavam personalidades como o senador Aécio Neves; o ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Moreira Franco;o ministro do STF, Marco Aurelio de Mello; o presidente do Senado, Renan Calheiros; o ex-governador de São Paulo, José Serra; o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin; o ex-senador Marco Maciel; ex-ministro e músico Gilberto Gil e um único político gaúcho convidado: o deputado Eliseu Padilha, ex-ministro dos Transportes no governo de FHC. 

Fernando Henrique mencionou as manifestações que começaram em junho no Brasil. Disse que cabe a todos passar de escuta à ação. “Desenvolvimento, democracia, liberdade e igualdade eram e continuam a ser nossa obsessão. A esses objetivos dediquei meus esforços como intelectual e tentei alcançá-los em minha prática política,”assinalou. Em conversa com Eliseu Padilha (foto) disse lamentar não ter 10 anos a menos e reclamou da falta de alma democrática no País”.

Fonte:  edgarlisboa

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Metade Sul de volta à prosperidade. Artigo - Jornal do Comércio de abril de 2011


Metade Sul de volta à prosperidade

Eliseu Padilha
Deputado Federal e Presidente Nacional
da Fundação Ulysses Guimarães


Eliseu Padilha  Deputado Federal e Presidente Nacional  da Fundação Ulysses Guimarães
Ministro Eliseu Padilha - janeiro de 2000
Parece que foi ontem, mas já transcorreram mais de doze anos desde o dia em que, ao celebrarmos a restauração dos antigos molhes do porto do Rio Grande, que estavam sem manutenção desde sua construção na década de 1910, no século passado, na companhia do então prefeito municipal de Rio Grande, Wilson Mattos Branco, eu, como ministro dos transportes afirmei: a Metade Sul, fruto da conversão do porto do Rio Grande, vai volta à posição que desfrutou na época das charqueadas. Será, novamente, a metade mais rica do Rio Grande do Sul. Muitos dos que prestigiavam dita solenidade olharam-me com ar de desconfiança, pois a volta dos molhes à forma física que tinham em 1917 não teria, de per si, condições de amparar minha afirmação. Ocorre que eu sabia do que estava falando e minha afirmação estava alicerçada na convicção que firmara a partir do plano que havia conseguido aprovar, junto ao presidente Fernando Henrique Cardoso, que acabara de ser incluído no Programa Avança Brasil, cujas premissas mais importantes, para o caso, foram:
       
1ª - Conversão do porto do Rio Grande no porto do Mercosul:
   
A posição de maior porto do Mercosul, à época, era desfrutada por Buenos Aires, que não tem um porto marítimo mas sim fluvial, no interior do Rio de Prata. Para arrebatar tal título decidimos fazer de Rio Grande um UbPort, porto de concentração e de redistribuição de cargas, para todo o Mercosul. Para tal conversão teríamos que dotar o porto do Rio Grande do calado então exigido para a categoria: 60 pés, ou 18 metros, de profundidade no Canal de Acesso.
   
Lançamos o Programa Avança Brasil e iniciamos as obras concluídas em outubro de 2010:

a) Extensão dos molhes - O molhe leste estendido para 4.200 metros e o molhe oeste estendido para 3.600 metros,
b) Dragagem do Canal de Acesso, para garantir o calado de 18 metros.
       
2ª - Ligação rodoviária, em pista dupla do porto do Rio Grande a Belo Horizonte e ao Rio de Janeiro:
   
No Programa Avança Brasil estava prevista a Rodovia do Mercosul, ligando Porto Alegre a Belo Horizonte e ao Rio de Janeiro. Para converter o porto do Rio Grande em Porto do Mercosul seria importante que ele estivesse ligado, em pista dupla a Porto Alegre, o que equivaleria às duas capitais mencionadas. Sugeri e foi mudada a extremidade sul da Rodovia do Mercosul que passou a ser: a) em Jaguarão, na divisa com o Uruguai, com adequação da BR-116 entre Jaguarão e Pelotas e duplicação de Pelotas até Porto Alegre e  b) em Uruguaiana, na divisa com a Argentina, com adequação da BR-290 entre Uruguaiana e Pantano Grande e duplicação de Pantano Grande até Porto Alegre.
   
Para concluir a duplicação rodoviária do porto de Rio Grande a Belo Horizonte e ao Rio de Janeiro faltaria ainda a duplicação de Pelotas a Rio Grande, o que foi resolvido com a inclusão no Avança Brasil, também, da duplicação da BR-292, de Rio Grande a Pelotas.
       
3ª - Ligação rodoviária do porto de Rio Grande a BR-101:
   
Este foi um tema que tratei com redobrada alegria: decidi pavimentar a BR-101 até São José do Norte. Com esta obra seriam resolvidos dois problemas: acabar com a Estrada do Inferno e ligar o porto do Rio Grande diretamente à BR-101, sem passar pelo trânsito urbano de Porto Alegre.
   
Hoje num balanço rápido, fruto deste Plano de Conversão do porto de Rio Grande, com reflexo em toda a Metade Sul do Estado, já registramos:
   
1º - O porto do Rio Grande está com as obras de convenção concluídas, funciona como UbPort, pode receber os maiores navios do mundo e expandiu a construção naval, caminhando, a passos rápidos para o proposto lugar de porto do Mercosul;
   
2º - Porto do Rio Grande a Belo Horizonte e ao Rio de Janeiro em pista dupla é uma realidade em acelerada finalização. Ainda estão em obras a BR-292, de Rio Grande a Pelotas, e a BR-101, de Torres/RS a Palhoça, e falta, somente, iniciar a obra de duplicação da BR-116, entre Porto Alegre e Pelotas;
   
3º - A ligação rodoviária do porto do Rio Grande, via São José do Norte, diretamente à BR-101 também está concluída.
   
A Metade Sul já vive novos tempos. A indústria naval, a construção civil, a multiplicação da demanda por serviços, os mais generalizados, a falta de habitação e de lazer e a projeção de que o Rio Grande chegará a 500.000 habitantes em poucos anos já promovem uma verdadeira revolução econômica na região. Bilhões e mais bilhões de reais inundam a economia regional. A transformação já começou. A Metade Sul do Estado já está bem mais rica e em breve tempo sua gente poderá dizer que, proporcionalmente, é a mais rica do Estado, que voltou a ser o que foi no tempo das Charqueadas.
   
Trata-se de um projeto de largo tempo, mas que está seguindo rumo a sua conclusão e os expressivos frutos já estão sendo colhidos.


terça-feira, 7 de julho de 2009

CCJ rejeita 3º mandato e aprova PEC dos vereadores

CCJ - Deputado Eliseu Padilha
Brasília (07/07/2009) – Os integrantes da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara rejeitaram, por unanimidade, a admissibilidade da PEC 379, que previa a possibilidade de um terceiro mandato para candidatos reeleitos. 

O vice-presidente da comissão, deputado Eliseu Padilha (RS), destacou que o projeto atenta contra o cerne do regime republicano, que é a alternância de poder. Para Padilha, a prática da reeleição, aprovada ainda no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, criou um empecilho grave ao processo eleitoral. 

O fenômeno possibilitou que qualquer campanha comece com uma vantagem cinco vezes maior para o candidato que se encontra no poder. “Não há igualdade entre os concorrentes quando o assunto é reeleição”, afirmou. No encaminhamento do voto da bancada do PMDB, Padilha convocou os peemedebistas a acatar o voto do relator da matéria, deputado José Genoíno (PT-SP). 

O vice-presidente da CCJ contestou apenas o item que faz uma comparação com o parlamentarismo. “É necessário esclarecer que o parlamentarismo não tem nenhuma relação com o presidencialismo”, destacou. No regime parlamentarista, o tempo do mandato do primeiro-ministro não é definido. 

A qualquer momento o primeiro-ministro pode perder o cargo, assim como ser reeleito, pois não é escolhido diretamente pelo povo. Já o deputado Marcelo Guimarães Filho (BA), membro da CCJC, afirmou que o posicionamento da Comissão não poderia ser outro. “Para a democracia, é fundamental a manutenção das normas, não se pode legislar em cima de casuísmos ou situações momentâneas”, disse. 

PEC DOS VEREADORES – Durante a reunião desta terça-feira, os membros da comissão aprovaram a admissibilidade da PEC dos Vereadores. A comissão entendeu que a matéria cumpre os requisitos jurídicos e formais para continuar tramitando na Casa. A proposta será encaminhada para uma comissão especial que analisará o mérito da matéria. 

O deputado Marcelo Itagiba (RJ) avaliou que, com a votação da PEC, os parlamentares apenas cumpriram a obrigação de avaliar a juridicidade da proposta. “O consenso nesta comissão diz respeito ao aumento do número de vereadores, sem a ampliação de despesas para a União”, esclareceu.

Fonte: pmdb.org

quarta-feira, 14 de novembro de 2001

Eliseu Padilha promove grandes mudanças nos transportes

Ministro PMDB
Eliseu Padilha
O ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, transfere, daqui a pouco, o cargo para o atual secretário Executivo do Ministério, Alderico Lima. A cerimônia acontece às 11 horas no auditório do MT. Padilha assumiu o cargo em 22 de maio de 1997 e é o quarto ministro em tempo de permanência à frente desta pasta. 

Sob a administração de Eliseu Padilha, o Ministério passou por grandes mudanças. 

No setor rodoviário, por exemplo, as prioridades foram invertidas. Agora, a conservação e sinalização estão em primeiro plano, ao invés da construção de novas rodovias. O estímulo à multimodalidade orientou o trabalho de Padilha no setor de transportes. O modal ferroviário retomou o ritmo dos investimentos públicos e privados. 

O setor privado já investiu R$ 2,5 bilhões nas malhas concedidas e o Governo executa a construção da Ferrovia Norte-Sul. Em 42 anos de história, a Rede Ferroviária Federal chegou ao primeiro lucro, sendo conduzida ao processo de liquidação. As ferrovias voltaram a transportar e já respondem por 20% da matriz transportes. As hidrovias ganharam mais espaço, proporcionando a criação dos corredores multimodais, a redução do Custo Brasil e contribuem para a diminuição do intenso tráfego nas rodovias. 

Eliseu Padilha conduziu a execução do Programa de Modernização dos Portos, o que provocou a redução em até 85% das tarifas portuárias, tornando os produtos nacionais mais competitivos no mercado externo. Além disto, Padilha retomou a construção naval brasileira que já chegou a ocupar a segunda posição no ranking mundial e estava desativada. 

O ministro Padilha coordenou também a criação das Agências Nacionais de Transportes Terrestres (ANTT) e Aquaviários (ANTAQ) e do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Denit). Estes novos órgãos vão regular e fiscalizar a infra-estrutura concedida, além de continuar a execução das obras do Governo Federal no setor. 

Assessoria de Comunicação Social
Fonte: Ascom/MT

Fernando Henrique elogia trabalho de Eliseu Padilha

Ministro Eliseu Padilha e Pres. Fernando Henrique
O presidente Fernando Henrique Cardoso dedicou ao ministro Eliseu Padilha, que deixou hoje o Ministério dos Transportes, parte do discurso de saudação aos novos ministros da Justiça, da Integração Nacional e da Secretaria Geral da Presidência, que tomaram posse hoje no Palácio do Planalto. Segundo ele Eliseu Padilha administrou "com muita competência" o que permitiu o "exíguo orçamento" do ministério.

"Quem não conhece as dificuldades da Administração Pública pensa que basta o ministro querer e as coisas acontecem", disse. Fernando Henrique acrescentou que o governo concentrou os recursos em obras estratégicas. Citou como exemplo a duplicação da BR-101, o Rodoanel (de São Paulo), a BR-374, a remodelação do Porto de Rio Grande (RS) além das melhorias nos portos de Suape (PE) e Pecém (CE).
 
O presidente referiu-se também ao processo de privatização das ferrovias e de algumas estradas, conduzido por Eliseu Padilha. E lamentou não poder atender às demandas de todas as regiões do Brasil devido à carência de recursos.

"O ministro Padilha é de uma lealdade exemplar. Nunca ouvi do ministro Eliseu Padilha uma palavra de reclamação, até justa, pelos cortes de verbas que tínhamos que lhe impor. Pelo contrário, absorveu como se fosse falha dele, do ministério dele, aquilo que era uma impossibilidade material pelas circunstâncias da conjuntura fiscal do Brasil" salientou o presidente.

Assessoria de Comunicação Social 
Ministério dos Transportes 

Eliseu Padilha deixa Ministério e afirma que houve revolução no setor de transportes

Ministro dos Transportes Eliseu Padilha
Eliseu Padilha deixa o cargo com "a sensação de dever cumprido e feliz por ter conduzido a revolução na matriz de transportes". 

Em seu discurso (14/11/2001) na solenidade de transmissão de cargo, encerrada há pouco no auditório do MT, Padilha afirmou que os setores ferroviário e hidroviário que estavam adormecidos foram fomentados e, que apesar dos cortes orçamentários, foram registradas melhorias em todas os setores. 

O ministro ressaltou ainda a importância do Fundo Nacional de Transportes para a recuperação da malha rodoviária brasileira e a mudança administrativa com a criação das agências reguladoras e do Departamento nacional de Infraestrutura de Transportes (Denit). Eliseu Padilha agradeceu o apoio do Presidente Fernando Henrique Cardoso e disse se sentir honrado em participar da equipe deste governo. 

Referindo-se ao seu sucessor Alderico Lima, afirmou que deixa o cargo nas mãos de um funcionário altamente qualificado para o posto de Ministro. Estavam presentes na cerimônia, os senadores Renan Calheiros, Sérgio Machado, Pinheiro Landin e Pedro Simon. 

Os deputados federais Gedel Vieira Lima, Eliseu Resende e Osmar Terra,. além do Presidente Nacional do PMDB, o deputado Michel Temer, e o Presidente do PMDB gaúcho deputado Cézar Schirmer. 

Assessoria de Comunicação Social 
Ministério dos Transportes 
Fonte: Ascom/MT 

sexta-feira, 3 de agosto de 2001

Eliseu Padilha libera recursos para rodovias no Piauí

Eliseu Lemos Padilha
Ministro Eliseu Padilha
(03/08/2001) O Ministro dos Transportes Eliseu Padilha, assina, daqui há pouco, em Paulistana, no Piauí, ordem de serviço para realização de obras reconstrução na BR 407. 

À tarde na sede do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), em Teresina, o ministro anuncia a liberação de R$ 8,5 milhões para recuperação da malha rodoviária do Estado.

Os recursos são oriundos do Programa de Manutenção/2001, que o presidente Fernando Henrique Cardoso lançou no mês passado. No Piauí, os recursos serão aplicados na recuperação de 200 quilômetros de estradas em vários municípios. 

Assessoria de Comunicação Social 
Ministério dos Transportes 
Fonte: Ascom/MT

segunda-feira, 28 de maio de 2001

Pará vira nova rota para safra de soja

Empresas esmagadoras de soja preparam-se para escoar o produto por uma nova rota. Cargill, ADM, Ceval e Grupo Maggi investem em infra-estrutura de armazenagem da soja ao redor dos cerca de 1.800 quilômetros da BR-163, que liga Cuiabá a Santarém (PA). 

A norte-americana Cargill já constrói um terminal de exportação no porto de Santarém, um investimento previsto de R$ 40 milhões. 'Embarcaremos por Santarém 800 mil toneladas ao ano', diz José Luiz Glaser, diretor da empresa. (ver editoria Agribusiness) (José Alberto Gonçalves) Cargill vai exportar soja pelo porto de Santarém Santarém (PA) "Se sair o porto da Cargill, sai o estado do Tapajós' é uma das frases que se ouve na boca do povo de Santarém (PA) quando se pede comentário sobre o terminal de exportação de soja que a gigante norte-americana do agronegócio começou a construir junto ao porto local há pouco mais de seis meses. 

A praia de Vera Paz, às margens do rio Tapajós, cedeu lugar às obras de terraplenagem do terminal que a Cargill vai erguer numa área de 45 mil metros quadrados arrendada em outubro de 1999 pela Companhia Docas do Pará (CDP). Banhistas teimam em se deliciar com as águas da ex-praia e tomam sol sobre os sacos de cimento que formaram no início do ano o dique que bloqueia a invasão da área pelo rio Tapajós durante a cheia amazônica, de dezembro a maio. 

O transporte de soja do norte do Mato Grosso pela BR-163 (Cuiabá-Santarém) aos portos paraenses de Itaituba e Santarém, quando a estrada estiver asfaltada, é estimado pelo empresário Blairo Maggi em 3 milhões de toneladas, numa economia anual de US$ 60 milhões. A conta compara o trecho de 1.400 quilômetros de Sorriso (MT) a Santarém, com os gastos até Santos ou Paranaguá, num percurso em torno de 2.500 quilômetros, sem contabilizar na economia a redução de gastos com adubo e gerada pelo encurtamento de cinco dias no tempo de viagem dos navios em direção ao Hemisfério Norte. 

A fim de afastar novas trombadas com Ministério Público e ambientalistas, o Ministério dos Transportes publicou no final de abril o processo de licitação para a realização do EIA/Rima (Estudo de Impacto Ambiental) em 784 quilômetros do trecho paraense da BR-163, que deve ficar pronto até dezembro. 'É um estudo inédito em rodovia federal na Amazônia', afirma José Maria Cunha, gerente do corredor Oeste-Norte do Avança Brasil. 

Ousada, a Cargill disputou sozinha licitação que espantou concorrentes do peso da ADM, da Ceval (grupo Bunge) e do Grupo Maggi, temerosos dos dissabores produzidos pela metralhadora ambiental do Ministério Público Federal (MPF). Os procuradores enfrentam Cargill e CDP há dois anos. Pedem a realização de um EIA/Rima do porto, antes da instalação dos terminais de exportação de soja planejados pela CDP, e alegam que há sítios arqueológicos da antiga civilização tapajônica na área portuária, com base em avaliações do museu paraense Emílio Goeldi. 

A Cargill contratou o mesmo museu para estudar o assunto e concluiu que não há vestígios arqueológicos significativos em seu lote, embora haja sítios em áreas reservadas a concorrentes. Boa parte da população da cidade, situada na confluência dos rios Tapajós e Amazonas, vê a exportação de soja pelo porto local como alternativa para tirar a região da estagnação econômica. 

Ministro Eliseu Padilha
Para as ONGs, porém, somente com investimentos sociais e na economia regional o asfaltamento da BR-163 não repetirá desastres ambientais na Amazônia como o desmatamento desenfreado na área da BR-364, em Rondônia. Embora céticas sobre a promessa feita pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, no mês de março, em Sinop (MT), de concluir o asfaltamento até o fim de seu mandato, as companhias que dominam o comércio da soja preparam-se para exportar pelo corredor com a instalação de armazéns, planejamento e implantação de terminal portuário e freqüentam gabinetes de Brasília, como fizeram representantes da Bunge no dia 17, quando visitaram o ministro Eliseu Padilha, dos Transportes. 

Mais agressiva que as concorrentes no projeto do corredor Cuiabá-Santarém, a Cargill terminou em março a primeira fase das obras do futuro terminal no porto de Santarém, que consumirá investimento de R$ 40 milhões. Segundo José Luiz Glaser, diretor de processamento de soja da Cargill, a companhia prevê embarcar anualmente por Santarém 800 mil toneladas de soja. 

O plano logístico da multinacional, comentam fontes do mercado, visa melhorar sua posição no oeste do Mato Grosso, onde foi fragilizada pelo domínio do grupo Maggi, que exporta ao ano 1,1 milhão de toneladas da região pela hidrovia do rio Madeira. Por essa rota, a Cargill prevê transportar 300 mil toneladas até Santarém, onde serão embarcadas para Europa e Ásia em navios graneleiros. 

Porém, diz Glaser, o escoamento pelo porto vai se viabilizar economicamente com a vinda da maior parte da carga, 500 mil toneladas, da área de influência da BR-163 no Mato Grosso. A produção atual do norte mato-grossense é estimada pelo executivo em 3,5 milhões de toneladas, com potencial para alcançar até 10 milhões de toneladas em cinco anos a partir do início do corredor. 

No norte do Mato Grosso, a empresa possui armazéns em Sinop, Sorriso, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum. Cerca de um quarto do volume de soja adquirido pela Cargill no Brasil - 6 milhões de toneladas em 2000 - é produzido em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O grupo Maggi tem outra opção logística para usar o corredor da BR-163. As cerca de 500 mil toneladas de soja que o grupo transportará pela rodovia serão embarcadas em chatas no porto de Itaituba (PA), 350 quilômetros ao sul de Santarém, no rio Tapajós.
 
Segundo Blairo Maggi, com US$ 2 milhões a US$ 3 milhões seria possível montar em Itaituba um terminal graneleiro mais simples que o da Cargill, pois não envolveria operação de transbordo em navios graneleiros. As chatas percorreriam 500 quilômetros no Tapajós e no Amazonas até Itacoatiara, onde o grupo possui terminal para carregar navios oceânicos. 

Como parte dos preparativos para o futuro corredor, o grupo Maggi incorporou no início deste ano nove armazéns da Olvepar no norte do Mato Grosso (Sorriso, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde e Sinop, entre outras cidades), o que aumentou em 300 mil toneladas, para 1,7 milhão de toneladas a capacidade total de armazenagem da empresa. Maggi tem tentado convencer seus concorrentes a investirem na conclusão do asfaltamento dos quase 1.000 quilômetros de chão da BR-163 no Pará e no Mato Grosso (do total de 1.800 quilômetros), que demandaria perto de US$ 220 milhões.

A Ceval - que compra 7 milhões de toneladas de soja - preferiu investir inicialmente em uma base industrial e de armazenagem no norte mato-grossense. Dentro desse plano, começou a operar em março um silo de soja em Sorriso com capacidade para 200 mil toneladas. Ao custo de US$ 8 milhões, o silo é a primeira etapa do investimento de US$ 100 milhões na região de Sorriso, que prevê o aumento da capacidade de armazenagem de 1,3 milhão para 2,3 milhões de toneladas, a instalação de fábrica de farelo e óleo e a ampliação das indústrias de Cuiabá e Rondonópolis. 

A maior parte dos recursos desse investimento tem como meta preparar a Ceval para exportar via Santarém. A ADM aterrissou no Brasil há pouco mais de três anos e conduz estratégia agressiva de ampliação dos negócios com soja no Mato Grosso, que responde por 30% a 40% das compras no País, superiores a 5 milhões de toneladas anuais, de acordo com Bernard Hennies, diretor de grãos da empresa norte-americana. A presença da ADM no norte do Mato Grosso aumentará ainda mais neste ano com a instalação de novos silos para armazenar grãos, além dos implantados no início deste ano. 

Mais cautelosa, a Coinbra aguarda definição do governo sobre o asfaltamento da Cuiabá-Santarém para traçar estratégias. Marco Aurélio Giovannoni, gerente de logística, não vê dificuldade em montar uma estrutura de exportação no porto de Santarém. 'Isso é rápido.' Um quarto do 1,8 milhão de toneladas de soja que a Coinbra adquire vem do Mato Grosso.

quarta-feira, 18 de abril de 2001

Fernando Henrique Cardoso dá sinal verde para levar metrô até Niterói

Fernando Henrique Cardoso autoriza
construção de trecho do metrô até Niterói
BRASÍLIA e RIO. O presidente Fernando Henrique Cardoso deu ontem (18/04/2001) o sinal verde para a construção do metrô ligando Rio a Niterói e São Gonçalo, ao autorizar os estudos do edital para abertura de concorrência pública internacional. 

O presidente disse ao deputado Ronaldo Cézar Coelho (PSDB-RJ) que pedirá ao ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, para a ir ao Rio para assinar o protocolo da obra com o governador Anthony Garotinho. No Palácio do Planalto, o porta-voz Georges Lamaziére disse que "o presidente Fernando Henrique se comprometeu a conversar com o ministro dos Transportes para levar adiante esse projeto antigo do governo federal". 

Orçada em US$ 800 milhões, a obra terá 50% do seu custo pagos pelas empresas concessionárias que vencerem a concorrência. Os US$ 400 milhões restantes serão custeados pelo Tesouro, num prazo de quatro a cinco anos. 

A primeira parcela, de aproximadamente US$ 100 milhões, será incluída na proposta orçamentária de 2002, a ser enviada pelo governo ao Congresso este ano. Pelo projeto, a linha ligará o Largo da Carioca, no Rio, a Alcântara, em São Gonçalo, e terá 22 quilômetros de extensão, dos quais 3,5 quilômetros são de túnel subaquático na Baía de Guanabara. O túnel ficará a 30 metros de profundidade e terá tecnologia semelhante à do Eurotúnel, que corta o Canal da Mancha, ligando a Inglaterra à França. 

A nova linha do metrô terá capacidade para o transporte de 650 mil passageiros por dia e desafogará o tráfego da Ponte Rio-Niterói, que atingiu o nível máximo de saturação. Idealizada há mais de 50 anos, a obra foi prometida nas duas campanhas eleitorais do presidente Fernando Henrique Cardoso. 

O protocolo envolverá o governo do Estado do Rio, que é o poder concedente, e as prefeituras dos municípios beneficiados pela obra: Niterói, São Gonçalo e Rio. Na região a ser cortada pela linha vivem mais de dois milhões de pessoas. Estudos de viabilidade econômica indicam que a tarifa, no trecho mais caro, não será superior a R$ 1,80. 

A concorrência será internacional porque o Brasil ainda não domina a tecnologia de túneis subaquáticos. Empresas brasileiras, todavia, podem integrar os consórcios que disputarão a licitação. O grupo vencedor terá um prazo de 25 anos, renováveis por mais 25, para explorar o serviço. 

A nova linha do metrô é a única obra que conseguiu unir toda a bancada parlamentar do estado em torno da sua prioridade. Conforme o compromisso de Fernando Henrique, a obra começará em 2002 e deverá ser inaugurada até dezembro de 2005. No Rio, um problema nos freios de uma composição do metrô na estação do Flamengo fez com que o tráfego na rede fosse interrompido, às 11h17m, até a estação Cardeal Arcoverde, em Copacabana. 

O metrô ficou parado por cerca de 20 minutos. Só em Copacabana, cerca de duas mil pessoas não conseguiram embarcar. No Flamengo, os bilhetes de quem ia em direção à estação Cardeal Arcoverde foram devolvidos. 

COLABOROU Cristiane Jungblut

sexta-feira, 1 de outubro de 1999

O fenômeno Eliseu Padilha - Política de resultados


Ex-prefeito de uma cidade de segunda grandeza mo Litoral Norte, o ministro Eliseu Padilha é um verdadeiro fenômeno político pela projeção nacional que conquistou em apenas quatro anos. Chegou a Brasília, como Deputado Federal, depois de deixar a Secretaria do Trabalho no 13 mês do Governo Britto, desgastado com o Palácio Piratini. Em menos de um ano dominava com maestria as regras do jogo num Plenário com 513 deputados, tornando-se um dos homens mais poderosos no cenário político brasileiro. Na semana que passou, FH lançou mão de sua destreza na operação abafa CPI, uma comissão que jogaria o governo num mar de lama. Mais uma vez brilhou a estrela do Ministro.






Parcerias que deram certo:
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Veja em outros formatos:

              

sexta-feira, 4 de julho de 1997

Discurso do Presidente Fernando Henrique na entrega do trecho da rodovia Fernão Dias

Presidente Fernando Henrique Cardoso
CARMÓPOLIS, MG, 4 DE JULHO DE 1997 

Senhor Governador de Minas, Eduardo Azeredo; Senhor Ministro dos Transportes, Eliseu Padilha; Senhores Ministros de Estado; Senhores Senadores Francelino Pereira e Regina Assunção; Deputados Federais, Estaduais; nossa querida Prefeita de Carmópolis, Maria do Carmo Rabelo Lara; Senhores prefeitos; Senhoras e senhores, hoje é um dia de grande alegria para o Presidente da República. 

Eu pude, há poucos instantes, lá em Curvelo, sentir de perto a emoção do povo mineiro, emoção não pela presença do Presidente, mas emoção porque está se sentindo que o Brasil hoje é um Brasil autoconfiante,um Brasil que tem rumo, um Brasil que acredita, um Brasil que começa a realizar. 

Agora, aqui, outra vez - já o disse o Governador Eduardo, já o disse o Ministro Eliseu Padilha -, sentimos este Brasil que está caminhando num rumo firme, com todas as dificuldades. São muitas ainda. Mas não convém recordar dificuldades, porque só atrapalha. Convém recordar é a decisão, a determinação que nós temos de superá-las. E nós vamos superando, uma a urna, as dificuldades.



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quarta-feira, 11 de dezembro de 1996

A máquina ruge

General Motors anúncia investimento de 1,2 bilhão de dólares
Presidente Fernando Henrique Cardoso e Eliseu Padilha
11/12/1996 - O anúncio feito pela GM na semana passada, de que vai abrir três novas fábricas no país, com investimento de 1,2 bilhão de dólares, foi apenas mais uma confirmação de que a indústria de carros cresce no Brasil a um ritmo de trem-bala. Até o fim do ano, as montadoras brasileiras irão produzir mais de 1,8 milhão de veículos. 

É o dobro do que se fez em 1990. Neste ano, o Brasil já deve tomar da Itália a nona posição entre os maiores fabricantes mundiais de veículos - e continuará avançando. Ao todo, a indústria automobilística está programando 19 bilhões de dólares em novos investimentos nos próximos quatro anos. "O Brasil é hoje o país em que as montadoras mais investem no mundo", diz o professor José Roberto Ferro, da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, um dos maiores especialistas brasileiros em indústria de carros.

Até o ano 2000, segundo estimativa das montadoras nacionais, apenas Estados Unidos, Japão, Alemanha, França e talvez Coréia estarão produzindo mais carros do que os brasileiros. "Nenhum dos grandes produtores mundiais crescerá tanto quanto o Brasil
", diz Silvano Valentino, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos, Anfavea. 

Quase todo mês, alguma montadora anuncia planos de investir aqui. Alguns projetos são gigantescos, como os da GM, Fiat, Ford e Volkswagen, outros são menores, como os das companhias asiáticas, mas no conjunto eles formam uma bola-deneve impressionante.

A tacada da General Motors já era esperada há mais de dois anos, mas ainda assim surpreendeu. A expectativa era de uma fábrica. A GM anunciou três. A novidade foi divulgada em Brasília, num encontro de executivos da empresa com o presidente Fernando Henrique Cardoso.

Uma fábrica montará carros no Rio Grande do Sul. Outra fará motores em Santa Catarina. Uma terceira. de peças, será instalada em São Paulo.

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