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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Valdir Raupp propõe parceria a Eliseu Padilha para construção da sede própria

Valdir Raupp e Eliseu Padilha
Brasília (DF) – O presidente do PMDB (em exercício), senador Valdir Raupp (RO), e membros da Executiva, senador Eunício Oliveira (CE) e o deputado Mauro Lopes (MG), apresentaram ao presidente da Fundação Ulysses Guimarães, Eliseu Padilha (RS), a ideia da celebração de uma parceria para a construção da sede do Partido em Brasília. O encontro aconteceu na tarde desta terça-feira (8). 

O Governo do Distrito Federal fará a doação do terreno ao PMDB. “O PMDB precisa de ter sua sede própria. Vamos readaptar o projeto elaborado por Oscar Niemeyer para acolher, também a Fundação Ulysses Guimarães”, disse Raupp. Para Eliseu Padilha, a construção é um grande avanço. “Não será apenas uma sede do Partido e da Fundação, mas um lugar em que iremos nos reunir para alimentar nossos sonhos e colocar em prática os anseios de todos os peemedebistas”, ressaltou. 

O senador quer construir a sede própria do PMDB e da Fundação em apenas um ano e, para isso, conta com o apoio dos presidentes Eliseu Padilha (Fundação) e Michel Temer (SP), este licenciado do cargo para ocupar a Vice-Presidência da República.

Fonte: pmdb.org
08/02/2011

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Retomada da construção naval começou com Padilha no Ministério dos Transportes

Ministro Eliseu Padilha
Geração de milhares de empregos nos estaleiros e na indústria de navipeças. Investimentos da ordem de R$ 12 bilhões (17/08/2010) para a recomposição da frota mercante brasileira. Redução nos gastos com aluguéis de navios estrangeiros, que chegavam a US$ 6 bilhões por ano. 

Todos esses benefícios que o país alcança com a retomada da indústria naval têm origem na grande transformação do setor da marinha mercante, feita pelo deputado federal Eliseu Padilha, à época em que foi ministro dos Transportes. 

Em janeiro de 2000, Padilha trabalhou junto à área econômica do Governo Federal para que os recursos do Fundo de Marinha Mercante deixassem de ser transferidos ao Tesouro Nacional no final de cada exercício. O Fundo da Marinha Mercante foi retirado da Lei 9.530 e passou a contar com R$ 300 milhões por ano para financiar a construção naval e a renovação da frota nacional. 

Por meio da Portaria nº 141 de 27 de abril de 2001, Padilha criou o Sistema Mercante – um sistema nacional informatizado de arrecadação do Adicional ao Frete para Renovação do Fundo de Marinha Mercante (AFRMM). Depois da aquisição de equipamentos e treinamento de pessoal, foram integrados ao sistema 21 portos brasileiros, começando pelo Porto de Porto Alegre (onde foi lançado em agosto de 2001) e o Porto de Rio Grande (outubro de 2001). 

Esses dois portos foram escolhidos como os dois primeiros do país a implantar o novo sistema por reunir os três tipos de navegação: longo curso, hidroviário e cabotagem. Com a modernização dos portos, o incentivo à cabotagem e o aumento da exportação, a arrecadação do FMM passou a subir. Em 1999, o Fundo arrecadou R$ 428 milhões, subindo para R$500 milhões em 2000. 

A cada ano a arrecadação aumenta cerca de 20 por cento e atualmente o FMM arrecada, em média, R$ 1,3 bilhão por ano. O Brasil passou a dispor de recursos para incentivar a construção naval. De imediato, a Transpetro encomendou 4 navios em 2001, gerando apenas no Rio de Janeiro cerca de 20 mil empregos diretos em dois anos. Hoje, a construção naval pode receber investimentos federais da ordem de R$12 bilhões. 

 Eurico Batista (Assessoria de Imprensa) Eliseu Padilha explica o Sistema Mercante Leia abaixo a entrevista que o então ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, concedeu à Revista TEMA do Serpro – edição nº 157 de agosto de 2001. Padilha explicou a importância do Sistema Mercante para o desenvolvimento da construção naval e a renovação da frota nacional. 

Revista TEMA nº 157 ( Serpro) Eliseu Padilha 

A partir deste mês, a Marinha passa por uma verdadeira revolução em sua sistemática de arrecadação, com a implantação do novo Sistema Mercante. Concebida pelo Departamento de Marinha Mercante em parceria com o Serpro, a novidade vai controlar o pagamento do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM). 

A tarifa, recolhida em cima do valor do frete das importações, transporte de cabotagem e navegação interior no transporte de granéis líquidos, compõe o Fundo da Marinha Mercante, que tem como objetivo principal fomentar a construção naval e melhorar o sistema de transporte aquático de carga. Em entrevista para a Revista Tema, o Ministro dos Transportes Eliseu Padilha explica como vai funcionar o novo Sistema e quais as vantagens que a inovação traz para o governo, a iniciativa privada e, principalmente, para o Brasil. 

 O que o Senhor espera do novo sistema de arrecadação? 

A informatização do sistema de arrecadação do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante – AFRMM está inserida no bojo de várias ações que o Governo Federal vem tomando com vistas ao soerguimento da Marinha Mercante e a revitalização da indústria de construção naval brasileiras. 

Dentre essas ações podemos ressaltar os estudos que foram realizados pelo Ministério dos Transportes, Fazenda, Desenvolvimento, Indústria e Comércio, que culminaram com as alterações das condições de financiamento à construção naval, comunicadas à sociedade pelo Presidente da República, no evento de lançamento do Programa Navega Brasil.

Os reflexos dessas alterações já começaram a aparecer, com a aprovação da prioridade para a construção de quatro navios para a Transpetro, subsidiária da Petrobrás, dois navios porta-conteineres para a armadora Mercosul Line; e outros mais que devem se consolidar em breve para a Aliança Navegação, a serem financiados com os recursos do Fundo da Marinha Mercante-FMM. 

A arrecadação de tão importante contribuição parafiscal, que hoje é realizada de forma manual, com a utilização de guias de papel para pagamento e liberações através de carimbos, passará a ser feita dentro dos mais avançados padrões preconizados pelo programa Governo Eletrônico. É humanamente impossível controlar-se cerca de um milhão e quinhentos mil documentos de carga, sem que haja margem, mesmo que involuntariamente, a fraudes e perdas de recursos públicos. 

Quais são os seus principais objetivos? 

Integrar as diferentes entidades públicas e privadas, ligadas direta ou indiretamente ao transporte aquaviário, no sentido de sistematizar o tratamento das informações provenientes das operações de transporte de cargas por via marítima, desburocratizar as ações e reduzir os custos operacionais referentes aos métodos e procedimentos de liberação de cargas nos portos. 

Também pretendemos promover a integração entre os diversos sistemas de informações institucionais do Governo Federal, no âmbito do comércio exterior, destacando-se o SISCOMEX (Ministério da Fazenda/Secretaria da Receita Federal) e o Portal Brasileiro de Comércio Exterior (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), entre outros. 

Com o maior controle dos portos, a arrecadação deve aumentar? Qual a estimativa de arrecadação para este ano? 

Sim. Tudo que é controlado sem excesso de burocracias, de forma inteligente e informatizada, tende a apresentar melhores resultados. No ano de 2000, nossa arrecadação ficou próxima dos R$ 500 milhões. Nossa perspectiva de arrecadação para este ano é de algo em torno de R$ 650 milhões e, em 2002, nossa previsão é bem otimista. 

O que a Marinha Mercante tem a lucrar com a maior arrecadação de tributos? Onde e como o Ministério dos Transportes pretende investir esse dinheiro? 

Uma arrecadação séria, transparente e justa trará maiores benefícios ao país, posto que esses recursos serão revertidos na construção de novas embarcações para o transporte das mercadorias no comércio exterior. Hoje, transportamos apenas 2% de nossas cargas marítimas, em navios próprios. As despesas com navios fretados são enormes e os recursos remetidos ao exterior para pagamento da conta "fretes" causam um grande malefício à nação, um completo desequilíbrio em sua balança comercial. 

Existem outros setores da navegação que também podem ser contemplados com esses recursos, como é o caso das empresas nacionais de navegação de cabotagem, elas fazem o "feeder service" e concentram internamente cargas para exportação; as embarcações de apoio marítimo às plataformas de prospecção de petróleo; as embarcações de apoio portuário; as chatas e outras embarcações especializadas no transporte para o escoamento de nossas safras de grãos, sem descuidarmos do aparelhamento dos portos das dragagens essenciais à otimização do transporte através de nossa extensa malha hidroviária e do nosso maravilhoso litoral, porta do mundo, com 8 mil Km de extensão. 

Quais os planos para o novo Sistema? Quais os prazos de implementação previstos? 

A arrecadação eletrônica na jurisdição do porto de Porto Alegre inicia-se este mês, quando o recolhimento do AFRMM já poderá ser feito diretamente pelo consignatário/importador da carga ou seu representante legal, através de débito em conta, via sistema, sem guias de papel, sem carimbos, sem filas, 24 horas por dia, 7 dias por semana, em tempo real. 

Ainda este mês, iniciaremos também em Rio Grande, e até junho de 2002, estaremos arrecadando eletronicamente em todo o país. Com a implantação em todo o Brasil, estar-se-á prestando um serviço de melhor nível ao comércio exterior brasileiro, desonerando-se nossos serviços de arrecadação de trabalhos burocráticos infrutíferos, de forma a propiciar-lhes um direcionamento maior às atividades finalísticas de auditoria e de melhorias ao sistema. 

 A implementação do Sistema Mercante nos portos brasileiros é a prova de que o Governo Eletrônico chegou ao Ministério dos Transportes? Sem dúvida. Estamos saindo, como já dissemos, da idade da pedra para uma nova era de modernidade, agilidade, conforto para o usuário, transparência e segurança. 

As diretrizes do Governo Eletrônico estão sendo seguidas à risca pela Coordenação do Mercante, não só no que tange à tecnologia, mas também no que diz respeito a facilitar a vida do cidadão, no caso os importadores e todos aqueles direta ou indiretamente envolvidos com o comércio exterior. 

Os resultados serão sentidos muito em breve. O Mercante é o primeiro grande sistema corporativo do Ministério dos Transportes e sem dúvida vai alavancar outros projetos igualmente exitosos, proporcionando uma efetiva interligação de todo o segmento aquaviário, não só no âmbito da Administração Pública, mas também junto à iniciativa privada.

quarta-feira, 18 de abril de 2001

Fernando Henrique Cardoso dá sinal verde para levar metrô até Niterói

Fernando Henrique Cardoso autoriza
construção de trecho do metrô até Niterói
BRASÍLIA e RIO. O presidente Fernando Henrique Cardoso deu ontem (18/04/2001) o sinal verde para a construção do metrô ligando Rio a Niterói e São Gonçalo, ao autorizar os estudos do edital para abertura de concorrência pública internacional. 

O presidente disse ao deputado Ronaldo Cézar Coelho (PSDB-RJ) que pedirá ao ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, para a ir ao Rio para assinar o protocolo da obra com o governador Anthony Garotinho. No Palácio do Planalto, o porta-voz Georges Lamaziére disse que "o presidente Fernando Henrique se comprometeu a conversar com o ministro dos Transportes para levar adiante esse projeto antigo do governo federal". 

Orçada em US$ 800 milhões, a obra terá 50% do seu custo pagos pelas empresas concessionárias que vencerem a concorrência. Os US$ 400 milhões restantes serão custeados pelo Tesouro, num prazo de quatro a cinco anos. 

A primeira parcela, de aproximadamente US$ 100 milhões, será incluída na proposta orçamentária de 2002, a ser enviada pelo governo ao Congresso este ano. Pelo projeto, a linha ligará o Largo da Carioca, no Rio, a Alcântara, em São Gonçalo, e terá 22 quilômetros de extensão, dos quais 3,5 quilômetros são de túnel subaquático na Baía de Guanabara. O túnel ficará a 30 metros de profundidade e terá tecnologia semelhante à do Eurotúnel, que corta o Canal da Mancha, ligando a Inglaterra à França. 

A nova linha do metrô terá capacidade para o transporte de 650 mil passageiros por dia e desafogará o tráfego da Ponte Rio-Niterói, que atingiu o nível máximo de saturação. Idealizada há mais de 50 anos, a obra foi prometida nas duas campanhas eleitorais do presidente Fernando Henrique Cardoso. 

O protocolo envolverá o governo do Estado do Rio, que é o poder concedente, e as prefeituras dos municípios beneficiados pela obra: Niterói, São Gonçalo e Rio. Na região a ser cortada pela linha vivem mais de dois milhões de pessoas. Estudos de viabilidade econômica indicam que a tarifa, no trecho mais caro, não será superior a R$ 1,80. 

A concorrência será internacional porque o Brasil ainda não domina a tecnologia de túneis subaquáticos. Empresas brasileiras, todavia, podem integrar os consórcios que disputarão a licitação. O grupo vencedor terá um prazo de 25 anos, renováveis por mais 25, para explorar o serviço. 

A nova linha do metrô é a única obra que conseguiu unir toda a bancada parlamentar do estado em torno da sua prioridade. Conforme o compromisso de Fernando Henrique, a obra começará em 2002 e deverá ser inaugurada até dezembro de 2005. No Rio, um problema nos freios de uma composição do metrô na estação do Flamengo fez com que o tráfego na rede fosse interrompido, às 11h17m, até a estação Cardeal Arcoverde, em Copacabana. 

O metrô ficou parado por cerca de 20 minutos. Só em Copacabana, cerca de duas mil pessoas não conseguiram embarcar. No Flamengo, os bilhetes de quem ia em direção à estação Cardeal Arcoverde foram devolvidos. 

COLABOROU Cristiane Jungblut

sábado, 2 de dezembro de 2000

Revista TRADE - A retomada da Indústria Naval - Navega Brasil

Revista TRADE and transporte ano 2000
O programa Navega Brasil, lançado recentemente pelo presidente Fernando Henrique, equacionou uma questão de difícil resolução. De uma só vez, marcará a retomada da indústria naval e da marinha mercante no Brasil, sem retirar a competitividade do setor.

Por meio de um conjunto de medidas, alternando algumas regras para o financiamento da construção de navios de longo curso com recursos do Fundo de Marinha Mercante - FMM, pretendemos buscar no mercado brasileiro, no mercado internacional, e na livre concorrência, preços mais competitivos. Sem privilégios ou reservas de mercado. A indústria naval do País terá que competir com a indústria internacional, oferecendo produtos de qualidade a preços atraentes.

A construção de um navio de longo curso gera cerca de mil e quinhentos (1500) empregos diretos e três mil (3000) indiretos, ao longo de três anos, tempo médio para a construção de embarcações de grande porte.

 Revista TRADE 
A retomada da Indústria Naval


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