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sábado, 31 de julho de 2010

Eliseu Padilha quer levar o metrô até Taquara

Ministro Padilha projeta metrô até Taquara RS
A expansão das vias da Trensurb até Novo Hamburgo ainda não foi concluída. Mas, o deputado federal Eliseu Padilha já está trabalhando para que o metrô chegue a Taquara, beneficiando toda a região integrada pelos municípios de Campo Bom, Sapiranga, Araricá, Nova Hartz e Parobé. 

Eliseu Padilha foi ministro dos Transportes na época em que foram realizados os estudos de viabilidade técnica e econômica para a extensão do metrô de Sapucaia a Novo Hamburgo. Até a sua saída do Ministério, em 2001, Padilha garantiu a chegada da Trensurb a São Leopoldo. Entretanto, entende que “a obra até Novo Hamburgo demorou muito para começar e ainda não foi concluída. 

Enquanto isso, a região se desenvolveu e já está na hora de realizar os estudos para levar o metrô até Taquara”, analisou o deputado. “A expansão desse trecho que hoje está em obras levou quase dez anos, desde a sua concepção, e é natural que esses municípios tenham aumentado as suas populações nesse espaço de tempo”, explica Eliseu Padilha. 

Para ele, hoje essa região “necessita ainda mais de melhor sistema de mobilidade urbana. Diariamente, dezenas de milhares de trabalhadores da indústria coureiro-calçadista deslocam-se até Porto Alegre com automóveis, aumentando o custo social e ambiental na região”. 

Padilha fez um requerimento oficial, por meio da Câmara dos Deputados, para que o Ministério das Cidades inicie o quanto antes o estudo de viabilidade para a extensão do metrô até o município de Taquara. 

“Os veículos da Trensurb poderão ser os mesmos hoje utilizados, necessitando, apenas, da extensão da via, visando a melhoria da qualidade de vida da população e otimizando o tempo gasto em seu deslocamento, assim como, a redução nos gastos com transporte”, justificou o deputado.

quarta-feira, 18 de abril de 2001

Fernando Henrique Cardoso dá sinal verde para levar metrô até Niterói

Fernando Henrique Cardoso autoriza
construção de trecho do metrô até Niterói
BRASÍLIA e RIO. O presidente Fernando Henrique Cardoso deu ontem (18/04/2001) o sinal verde para a construção do metrô ligando Rio a Niterói e São Gonçalo, ao autorizar os estudos do edital para abertura de concorrência pública internacional. 

O presidente disse ao deputado Ronaldo Cézar Coelho (PSDB-RJ) que pedirá ao ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, para a ir ao Rio para assinar o protocolo da obra com o governador Anthony Garotinho. No Palácio do Planalto, o porta-voz Georges Lamaziére disse que "o presidente Fernando Henrique se comprometeu a conversar com o ministro dos Transportes para levar adiante esse projeto antigo do governo federal". 

Orçada em US$ 800 milhões, a obra terá 50% do seu custo pagos pelas empresas concessionárias que vencerem a concorrência. Os US$ 400 milhões restantes serão custeados pelo Tesouro, num prazo de quatro a cinco anos. 

A primeira parcela, de aproximadamente US$ 100 milhões, será incluída na proposta orçamentária de 2002, a ser enviada pelo governo ao Congresso este ano. Pelo projeto, a linha ligará o Largo da Carioca, no Rio, a Alcântara, em São Gonçalo, e terá 22 quilômetros de extensão, dos quais 3,5 quilômetros são de túnel subaquático na Baía de Guanabara. O túnel ficará a 30 metros de profundidade e terá tecnologia semelhante à do Eurotúnel, que corta o Canal da Mancha, ligando a Inglaterra à França. 

A nova linha do metrô terá capacidade para o transporte de 650 mil passageiros por dia e desafogará o tráfego da Ponte Rio-Niterói, que atingiu o nível máximo de saturação. Idealizada há mais de 50 anos, a obra foi prometida nas duas campanhas eleitorais do presidente Fernando Henrique Cardoso. 

O protocolo envolverá o governo do Estado do Rio, que é o poder concedente, e as prefeituras dos municípios beneficiados pela obra: Niterói, São Gonçalo e Rio. Na região a ser cortada pela linha vivem mais de dois milhões de pessoas. Estudos de viabilidade econômica indicam que a tarifa, no trecho mais caro, não será superior a R$ 1,80. 

A concorrência será internacional porque o Brasil ainda não domina a tecnologia de túneis subaquáticos. Empresas brasileiras, todavia, podem integrar os consórcios que disputarão a licitação. O grupo vencedor terá um prazo de 25 anos, renováveis por mais 25, para explorar o serviço. 

A nova linha do metrô é a única obra que conseguiu unir toda a bancada parlamentar do estado em torno da sua prioridade. Conforme o compromisso de Fernando Henrique, a obra começará em 2002 e deverá ser inaugurada até dezembro de 2005. No Rio, um problema nos freios de uma composição do metrô na estação do Flamengo fez com que o tráfego na rede fosse interrompido, às 11h17m, até a estação Cardeal Arcoverde, em Copacabana. 

O metrô ficou parado por cerca de 20 minutos. Só em Copacabana, cerca de duas mil pessoas não conseguiram embarcar. No Flamengo, os bilhetes de quem ia em direção à estação Cardeal Arcoverde foram devolvidos. 

COLABOROU Cristiane Jungblut

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