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quarta-feira, 3 de março de 2010

Peemedebistas relembram exemplo político de Tancredo Neves

Tancredo Neves e Ulysses Guimarães
Brasília – Nesta quinta-feira (04/03/2010), o país comemora o centenário de um dos maiores nomes da história recente do Brasil: Tancredo Neves. Símbolo do processo político que culminou no fim da ditadura militar no país, o político, nascido em São João del-Rei, interior de Minas Gerais, foi o protagonista de uma trajetória que é relembrada com orgulho pelo PMDB e por seus companheiros de legenda. 

Em mais de 50 anos de vida pública, Tancredo reuniu em torno de si o maior potencial de esperança quando se candidatou para disputar a presidência pelo Colégio Eleitoral. Depois de vencer o pleito indireto decidido pelo Congresso Nacional, Tancredo se preparava para assumir a presidência da República, quando foi dominado pela doença que ceifou sua vida em abril de 1985. 

O presidente do Senado, José Sarney (AP), que assumiu a presidência da República quando Tancredo faleceu, destacou o papel desempenhado pelo político mineiro no processo de redemocratização do país. “Mártir, como bem definem as religiões, é aquele que aceita o sacrifício pela sua fé. Tancredo é o mártir. Ele aceitou morrer porque esse é seu destino, é a exigência de sua fé: a democracia, a transição”, declarou. Sarney ressaltou que Tancredo preferiu se sacrificar naquele momento da história para assegurar à população a volta da democracia. "Ele sabia o que custara chegar àquele instante. Se ele aceitasse hospitalizar-se dias antes, a transição não ocorreria. O problema institucional estava implantado Ele caminhou até o fim. E até o fim foi fiel ao povo brasileiro”, disse. 

Eliseu Padilha e José Sarney
Presidente da Fundação Ulysses Guimarães Nacional, Eliseu Padilha (RS), afirmou que para aqueles que desejam trabalhar a formação política, que é o real papel do homem público, do político, não podem concluir seus estudos sem passar pelas lições de Tancredo Neves. “Homem democrata, aberto aos diálogos, permanentemente construtor de soluções. Um temperamento dócil, mas um guerreiro permanente das idéias da democracia, da participação popular e da resolução dos problemas da sociedade. 

Eliseu Padilha descreveu Tancredo como um homem que tinha visões de nação e de estado como poucos. “Nada mais justo que se preste homenagem a este grande brasileiro que, por causa de suas idéias e seus compromissos, está cada vez mais presente no dia a dia do mundo político nacional. Tenho certeza este é um panteão onde ele vai permanecer durante muitos e muitos anos”, ressaltou. 

Sessão Solene – O Congresso Nacional realiza hoje (03), às 10h, sessão solene em Homenagem ao Centenário de Tancredo Neves. A homenagem será realizada no Plenário do Senado.

Fonte: pmdb.org
03/03/2010

quarta-feira, 12 de dezembro de 2001

Padilha será o próximo desfalque no Governo


Presidente Fernando Henrique e Ministro Eliseu Padilha
O presidente Fernando Henrique Cardoso confirmou, em entrevista à rádio CBN, por telefone, que o ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, vai sair do Governo nas próximas semanas. 

Segundo o presidente, há muito tempo o ministro manifestou o desejo de voltar para o Rio Grande do Sul e tratar de questões eleitorais. "Eu tinha combinado com ele que no fim do ano ele seria dispensado. Ele prestou relevantes serviços, foi um ministro que defendeu sempre o Governo, mas chegou o momento de cuidar também das questões regionais dele", disse Fernando Henrique.

O combinado, segundo o presidente, é que a mudança no Ministério da Justiça seria uma boa oportunidade para fazer também uma modificação no Ministério dos Transportes. "Isso deve ocorrer nas próximas semanas, vai depender de um ajuste do Congresso Nacional, que tem de tomar posição a respeito do ministro José Gregori, que vai para Portugal", disse FHC. Gregori vai assumir a embaixada do Brasil em Portugal.

O presidente negou que a saída do ministro Padilha represente a antecipação da estratégia do PMDB de se desvincular do barco do Governo antes das eleições. Fernando Henrique afirmou que a situação do ministro Eliseu Padilha não tem nada a ver com um desembarque peemedebista.

"Aliás, o Governo não é barco, para se estar embarcando e desembarcando. O Governo tem rumo. Agora, as pessoas têm interesses políticos, legítimos, têm as questões regionais e, por isso, vão e voltam", afirmou.


Fonte: Entrevista à rádio CBN

sexta-feira, 9 de novembro de 2001

Linha 2 é a 'maior frustração' de Padilha


Ministro Eliseu Padilha vistoria obras do Trensurb
Ministro deverá deixar o cargo na terça-feira

O projeto da Linha 2 do Trensurb, obra avaliada em 600 mil dólares, com 17,3 quilômetros de extensão e 18 estações - ligando o Centro e os bairros Azenha e Sarandi, em Porto Alegre -, foi considerado pelo ministro demissionário dos Transportes, Eliseu Padilha, a 'maior frustração' que teve durante a sua gestão. Segundo Padilha, que deixará o cargo na próxima terça-feira e esteve ontem na Capital para participar de um seminário realizado na Fiergs, o projeto não foi levado adiante por falta de apoio do município e do Executivo estadual.

'Nem o governo do Estado nem a prefeitura se manifestaram oficialmente a favor do projeto, condição imprescindível para o seu andamento', enfatizou. 'Qualquer cidade do mundo com mais de 500 mil habitantes necessita de uma opção de transporte coletivo subterrâneo', afirmou Padilha. 'Um metrô na Capital beneficiaria, pelo menos, 400 mil pessoas por dia', ressaltou.

Na avaliação do ministro, nos últimos quatro anos, houve 'uma verdadeira revolução no Estado' na pasta federal dos transportes. 'Os investimentos destinados ao Rio Grande do Sul, aproximadamente R$ 3 bilhões, somam mais do que o orçamento anual do ministério, em qualquer exercício', informou Padilha. Desse montante, foram efetivamente utilizados cerca de R$ 883 milhões e estão garantidos, através do Plano Plurianual de Investimentos (PPA) , mais R$ 1,9 bilhões para 2002. 'O restante, investimentos da ordem de R$ 210 milhões, são obras ainda não iniciadas e, por isso, ainda incertas', salientou Padilha, alegando que a continuidade dessas obras serão os seus principais objetivos, caso seja eleito deputado federal.

Ele destacou o trecho da Linha 1 do Trensurb de São Leopoldo a Novo Hamburgo, ainda em construção, e a recuperação e ampliação do Porto de Rio Grande, projeto de R$ 487 milhões, como grandes obras oferecidas aos gaúchos. 'O Porto de Rio Grande será o maior e mais importante para o Mercosul', enfatizou Padilha. As obras na RST 101 - a chamada 'Estrada do Inferno' - que serão concluídas até o final de 2002, entre os municípios de Mostradas e Tavares, também foram destacadas entre as principais realizações.


Fonte: Correio do Povo de 09/11/2001

quarta-feira, 7 de novembro de 2001

ADEUS

Ministro dos Transportes Eliseu Padilha

Padilha se despede do Ministério dos Transportes

O ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, se despediu ontem dos funcionários que o assessoraram nos quatro anos e meio em que esteve à frente do ministério, e que deve deixar nos próximos dias, tão logo o presidente Fernando Henrique Cardoso defina quem vai substituí-lo. 

Diante de um auditório lotado, ele agradeceu a ajuda e a solidariedade que recebeu de todos, e salientou o quanto pôde aprender com engenheiros e técnicos em transportes. 

Ressaltou que deixa o governo com saudade, mas acredita em que "chegou a hora" de retomar à carreira política. Padilha confia que voltará à à Câmara dos Deputados em 2003, pelo PMDB do Rio Grande do Sul. 



Fonte: Jornal o Imparcial (MA) de 07/11/2001

sábado, 27 de outubro de 2001

Palavra de quase ex


Presidente Fernando Henrique e Ministro Eliseu Padilha
O ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, que deverá deixar o cargo nos próximos dias, por imposições político-partidárias no Rio Grande do Sul - sua base eleitoral -, está apegado às declarações do presidente do BID, Enrique Iglesias, de que serão liberados os recursos que faltam para a duplicação da BR-101 no trecho Sul. "Ele também veraneia aqui, conhece bem o Estado e me disse que se o banco financiou 80% da obra não vai deixar de financiar os 20% restantes."

Padilha reafirmou que no dia 5 chega a missão do BID para avaliar o projeto de duplicação. Está convencido do lançamento, em breve, do edital de licitação. E os catarinenses esperam que a novela se encerre e comecem os trabalhos. O ministro acredita que para o cargo que vai deixar deva ser indicado um técnico, e não um político.

Padilha evitou evoluir a conversa nas disputas eleitorais que se iniciam agora, mas deixou claro que os candidatos que hoje se apresentam para ocupar o Palácio do Planalto estão distanciados do presidente Fernando Henrique Cardoso. "Se ele pudesse seria reeleito novamente", falou, com convicção.

Em tempo: tanto o ministro Eliseu Padilha quanto o presidente do BID, Enrique Iglesias, foram agraciados com o título de Cidadão Catarinense, solicitação feita pelo deputado pefelista Paulo Bornhausen. Ainda não receberam. Falta marcar a data.


Fonte: Diário Catarinense de 27/10/2001

sexta-feira, 19 de outubro de 2001

Governo inaugura terminal no aeroporto de Porto Alegre

Ministro Eliseu  Padilha e Fernando Henrique 
O ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, participa hoje (19/10/2001), às 12 horas, da solenidade de inauguração do terminal de passageiros do Aeroporto Internacional Salgado Filho em Porto Alegre. 

A cerimônia será conduzida pelo Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, acompanhado dos Ministros da Defesa, Geraldo Quintão, da Educação, Paulo Renato Souza, da Agricultura, Marcos Vinícius Pratini de Moraes, e ainda do Governador do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra, do Prefeito de Porto Alegre, Tarso Genro, e do Presidente da Infraero, Fernando Perrone. 

O terminal possui área construída de 37.600m², capacidade para atender até 4 milhões de passageiros/ano e operar simultaneamente 28 aeronaves de grande porte. O aeroporto disponibilizará serviços ainda inéditos no país, como o check-in integrado, modalidade de atendimento que deverá reduzir as filas na hora do embarque e o Aeroshopping, com centro de comércio e lazer, com lojas, três cinemas, serviços e praças de alimentação funcionando 24h/dia. 

Na construção do novo terminal de passageiros, foram investidos R$ 132,7 milhões pelo Governo Federal, com recursos da Infraero. Nos acessos do Aeroporto, foram aplicados pelo Governo Estadual e Prefeitura Municipal R$ 32,1 milhões. O Governo do Estado foi responsável pelas desapropriações, construção do viaduto sobre a BR-116 e pela ampliação das redes externas de telecomunicações e eletricidade. 

A Prefeitura de Porto Alegre executou obras do sistema viário de acesso ao aeroporto, com passarelas, iluminação pública e saneamento básico. A obra gerou 2.000 empregos diretos. O Aeroporto, a partir de agora, vai propiciar empregos diretos para 6.800 pessoas em diversas atividades. 

O antigo Terminal de Passageiros, com capacidade para movimentar até 1,5 milhão de passageiros, será destinado aos vôos da aviação geral, executiva e comercial de pequeno porte (aeronaves convencionais e turbo-hélice). 

O Aeroporto Internacional Salgado Filho movimentou no ano passado 2,6 milhões de passageiros, mais de 62 mil pousos e decolagens e 47 mil toneladas de carga. Este terminal será o terceiro inaugurado pela Infraero neste mês. 

Em Palmas, a Empresa concluiu as obras do novo aeroporto e em Belém foi inaugurado, na semana passada, a etapa final do Terminal de Passageiros. Até 2005, a Infraero vai mobilizar recursos superiores a R$ 3 bilhões em reformas e ampliações de aeroportos da Rede. 

Assessoria de Comunicação Social 
Ministério dos Transportes 
Fonte: Ascom/ Infraero-POA 

terça-feira, 18 de fevereiro de 1997

Reeleição: Padilha anuncia caça aos votos dos senadores

Deputado Federal Eliseu Padilha
Líderes do PMDB começaram a contatar deputados para a aprovação da emenda, em segundo turno, na próxima semana

Câmara já iniciou as articulações para a votação do segundo turno da emenda da reeleição. A bancada do PMDB esteve reunida ontem à tarde na residência do presidente da Câmara, Michel Temer (SP), discutindo o trabalho que será realizado a partir de agora na caça aos votos para a aprovação da emenda. 


As lideranças começaram a investir no corpo-a-corpo, buscando os votos das bancadas do Congresso. O vice-líder do PMDB na Câmara, deputado Eliseu Padilha (RS), passou o resto do dia de ontem contatando senadores. "A bancada de Goiás já garantiu seu apoio. Agora, vamos partir para as outras", assegurou Padilha. 

Os líderes pretendem que a emenda seja votada, no máximo, até a quarta-feira da semana que vem, e esperam até lá já ter obtido os números suficientes para a aprovação. 

O vice-líder peemedebista ressaltou o trabalho excelente desenvolvido pela bancada do Rio Grande do Sul nas questões mais importantes do governo, principalmente na votação da reeleição. 

Por este motivo, o parlamentar acredita que os Ministérios da Justiça e Transportes, atualmente ocupados pelos gaúchos Nelson Jobim e Alcides Saldanha, ambos do PMDB, deverão permanecer no Estado. "Não vejo a necessidade de uma transferência imediata. Tanto o Jobim, que ainda pode mudar de ideia e ficar no ministério, quanto o Alcides Saldanha, possuem todas as qualificações e legitimidade para ficarem onde estão", analisou Padilha. Segundo ele, os dois ministros estão realizando trabalhos impecáveis e consolidaram suas posições dentro dos cargos que ocupam. 

Quanto à possibilidade de seu nome estar disputando um lugar nos ministérios, Eliseu Padilha deixa claro que não há nenhuma articulação a esse respeito. "Me sinto lisonjeado em o governador Antônio Britto citar meu nome como ministeriável, mas acredito que a questão dos nomes é secundária neste caso", frisou o deputado, lembrando que a escolha dos nomes passa primeiro pela escolha pessoal do presidente Fernando Henrique Cardoso e, depois, por uma articulação da bancada e dos governadores. 

Para o deputado, qualquer nome do Estado será bem aceito para ocupar os cargos, pois entende que a bancada gaúcha está "recheada de bons nomes". Como exemplo, cita Odacir Klein, Germano Rigotto e o secretário de Estado Nelson Proença. Ele faz questão de ressaltar, no entanto, que o mais importante é que o Rio Grande do Sul possa permanecer em  posições estratégicas no governo federal, para continuar buscando melhorias para o Estado. "Pretensão de entrar num ministério, todos têm. Mas não adianta ficar antecipando as coisas nem cogitando nomes. Até porque não somos nós quem decidimos." 

O deputado disse ainda que a proposta de acabar com o segundo turno das eleições para governadores e prefeitos ainda está "muito verde para ser analisada". Ele entende que é preciso uma discussão mais aprofundada sobre o assunto, para depois colocá-lo em votação. Apesar de ainda não ter uma posição firmada a esse respeito, Eliseu Padilha pensa que não se pode mudar a Constituição sem antes verificar o que pensa opinião pública. "Hoje, sou a favor de manter tudo como está. Na medida em que o debate evoluir, talvez possa mudar de opinião." 


Fonte: Jornal do Comércio de 18/02/1997

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