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quinta-feira, 17 de julho de 2014

Agilidade para duplicar a BR-101 só depende do BID

Agilidade para duplicar a BR-101 só depende do BID
Agilidade para duplicar a BR-101 só depende do BID
Ministro dos Transportes está nos EUA tentando antecipar trâmites para liberar US$ 870 milhões.

Brasília – O ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, foi ontem a Washington para tentar antecipar junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) os trâmites para a liberação dos US$ 870 milhões que serão destinados à duplicação do trecho Sul da BR-101. “O banco está muito sensível ao pleito do governo brasileiro e se dispôs prontamente a analisar as propostas levadas pela comissão. Deveremos ter uma posição oficial do BID nos próximos dias”, confirmou o ministro. Desse dinheiro, a União terá que desembolsar uma contrapartida de 25%. O restante será financiado pelo BID e pelo banco Japonês BIC Banco.

Eliseu Padilha viajou também para informar a direção do banco que todas as condições impostas à liberação do financiamento já foram cumpridas pelo Ministério dos Transportes. Padilha também foi pedir ao presidente da instituição Enrique Iglesias, a antecipação do prazo para publicação do edital da obra.

“Nós estamos justamente tratando com o banco para agilizar a publicação do edital, mas para a publicação temos ainda a vinda da missão do BID que estamos tentando fazer com que ocorra o a maior brevidade”, relatou EliseuPadilha. Segundo as normas internacionais, um edital de licitação aberto para vários países deve ser publicada no boletim Development Business. Entretanto, este processo leva em torno de 45 dias para ser encerrado. Para agilizar esse trâmite, Eliseu Padilha sugeriu que a publicação seja feita em jornais internacionais de maior circulação, como Financial Times e New York Times. Padilha entende que esta medida agilizaria a licitação e teria o mesmo efeito legal.

Outra medida negociada com o BID foi a antecipação da vinda da missão do banco – pré-agendada para 17 de outubro - que vai fazer a vistoria final do traçado para, só então iniciar o processo de licitação do trecho.  A intenção é conseguir antecipar em 60 dias do prazo da concorrência. “Lançado edital, teremos entre 120 e 180 dias para poder assinar o contrato. O que eu posso garantir é que estamos fazendo de tudo para que esta contratação aconteça antes de 13 de abril do ano que vem (prazo estipulado pela Lei Eleitoral para assinatura de contratos) para podermos iniciar as obras”, assegurou o ministro. 

Durante toda a manhã e parte da tarde de ontem, Padilha esteve reunido com diretor de Operações do BID, Ricardo Santiago, com o diretor Executivo do Brasil, Daniel de Oliveira e com o presidente do banco, Henrique Iglesias. Além da equipe de técnicos que gerência a obra da Rodovia do Mercosul. Também integra a comitiva, a convite do Ministro, o secretário de Políticas para o Desenvolvimento Sustentável, do Ministério do Meio Ambiente, Antônio Sérgio Lima Braga. 

Fonte: A Notícia 06/09/2001

sábado, 27 de outubro de 2001

Palavra de quase ex


Presidente Fernando Henrique e Ministro Eliseu Padilha
O ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, que deverá deixar o cargo nos próximos dias, por imposições político-partidárias no Rio Grande do Sul - sua base eleitoral -, está apegado às declarações do presidente do BID, Enrique Iglesias, de que serão liberados os recursos que faltam para a duplicação da BR-101 no trecho Sul. "Ele também veraneia aqui, conhece bem o Estado e me disse que se o banco financiou 80% da obra não vai deixar de financiar os 20% restantes."

Padilha reafirmou que no dia 5 chega a missão do BID para avaliar o projeto de duplicação. Está convencido do lançamento, em breve, do edital de licitação. E os catarinenses esperam que a novela se encerre e comecem os trabalhos. O ministro acredita que para o cargo que vai deixar deva ser indicado um técnico, e não um político.

Padilha evitou evoluir a conversa nas disputas eleitorais que se iniciam agora, mas deixou claro que os candidatos que hoje se apresentam para ocupar o Palácio do Planalto estão distanciados do presidente Fernando Henrique Cardoso. "Se ele pudesse seria reeleito novamente", falou, com convicção.

Em tempo: tanto o ministro Eliseu Padilha quanto o presidente do BID, Enrique Iglesias, foram agraciados com o título de Cidadão Catarinense, solicitação feita pelo deputado pefelista Paulo Bornhausen. Ainda não receberam. Falta marcar a data.


Fonte: Diário Catarinense de 27/10/2001

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