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terça-feira, 15 de novembro de 2011

FHC pede adiamento do debate da sucessão

Presidente Fernando Henrique e Ministro Eliseu Padilha

Presidente deu posse aos novos ministros

Na solenidade de posse dos novos ministros da Justiça, Aloysio Nunes Ferreira, e da integração Nacional, Ney Suassuna; do secretário-geral da Presidência, Arthur Virgílio; e do líder do governo no Congresso, Heráclito Fortes (PFL), o presidente Fernando Henrique Cardoso aproveitou para apelar a partidos e candidatos à sucessão presidencial que 'não tenham pressa' e transfiram os debates para 2002.

Doze ministros estavam presentes ao evento e alguns deles, apesar de não estarem deixando os cargos, foram citados de maneira elogiosa pelo presidente. Um auditório lotado por artistas, socialites, governadores e políticos da base aliada do governo aplaudiu o discurso otimista feito por Fernando Henrique. Ele anunciou que 'a economia vai crescer 3% este ano se o governo trabalhar'. 

O presidente elogiou os ministros que deixaram os cargos e os que assumiram novos postos.  Ao falar sobre o trabalho de José Gregori, que deixa o Ministério da Justiça para assumir a embaixada brasileira em Portugal, FHC aproveitou para enaltecer o fato de nunca ter havido, desde que assumiu a Presidência da República, 'qualquer alegação de coação ou desrespeito à integridade das pessoas na Polícia Federal'. Depois da cerimônia, ele anunciou formalmente a saída de Eliseu Padilha do Ministério dos Transportes. No discurso de posse dos outros ministros, Fernando Henrique informou que ainda não havia escolhido o substituto de Padilha e elogiou sua atuação à frente do ministério. O presidente destacou 'a lealdade exemplar' de Padilha. 'Ele foi capaz de atender às demandas de seu partido, o PMDB, sem causar problemas ao governo ou preterir as reivindicações de outras legendas.'


Fonte: Correio do Povo de 15/11/2001

sábado, 17 de maio de 1997

Eliseu Padilha e Íris Rezende assumem na quinta-feira

Eliseu Lemos Padilha - Ministro dos Transportes FHC
O deputado gaúcho é o novo ministro dos Transportes e o senador goiano ocupa a vaga de Jobim na Justiça. Nove meses depois de o deputado Odacir Klein ter deixado o ministro dos Transportes, o presidente Fernando Henrique Cardoso nomeou ontem à tarde (17/05/1997) o gaúcho Eliseu Padilha como titular da pasta. 

A confirmação de Padilha, cogitado para o cargo desde o início deste ano, encerra uma das mais longas interinidades da história da República. Alcides Saldanha ficou tanto tempo como interino que chegou a acreditar na possibilidade de virar titular. Junto com Eliseu Padilha (PMDB/RS), FHC nomeou o senador Íris Rezende (PMDB/GO) para a vaga de Nélson Jobim no Ministério da Justiça. 

Os dois tomam posse na próxima quinta-feira. Foram quase três meses de expectativa no PMDB, partido ao qual caberiam os dois ministérios. Tanto Padilha quanto Íris sempre estiveram bem cotados, mas - por várias vezes - viram o governo recuar na nomeação. 

Em diversas oportunidades, o presidente deixou o PMDB falando sozinho, embora tivesse pedido ao partido que indicasse os nomes para integrar as duas pastas. Ultimamente, FH insistia em dizer que estava irritado com a confusão interna da sigla, afirmando que os vários grupos do PMDB não se entendiam em relação aos prováveis ministros. O presidente tinha razão. O Ministério dos Transportes ficou nove meses sob o comando do interino Alcides Saldanha. O nome de Padilha foi bancado pelo presidente a Câmara, Michel Temer (SP), e pelos líderes o PMDB no Senado, Jáder Barbalho (PA), e na Câmara, Geddel Vieira Lima (BA). 

O PMDB de Minas Gerais brigava para emplacar outro candidato. Aconselhado por assessores, FHC chegou a pensar em manter Saldanha, sob o pretexto de que quem realmente manda no ministério é o secretário-executivo José Luiz Portella, seu amigo, Iris, não era o nome preferido por FHC para a Justiça. Em princípio, o presidente gostaria de colocar no lugar de Jobim seu amigo Aloysio Nunes Ferreira (SP), deputado federal. 

Ultimamente, assustado com os problemas enfrentados pelo governo na relação com o Judiciário, o presidente disse a líderes aliados que gostaria de ter como ministro da Justiça um jurista de renome. Além de tentar apressar a indicação dos nomes, o PMDB pressionava o governo a transformar em ministério a Secretaria de Desenvolvimento Regional para acomodar um senador do partido. 

Decidido a não criar um ministério somente para agradar aos senadores, o presidente optou por sacrificar o amigo, e Aloysio Nunes Ferreira ficou fora do primeiro escalão. As denúncias de compra de voto para aprovar a reeleição, que acabaram respingando na honra do governo, obrigaram FH a assegurar a fidelidade da sua base de apoio no Congresso. 

A primeira providência foi a de honrar o acordo com o PMDB. As duas vagas eram do partido, e os ministros seriam nomeados assim que se votasse a reforma administrativa. O presidente achou melhor não esperar pela conclusão das votações. 

Fonte: Zero Hora de 17 de maio de 1997

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