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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Eliseu Padilha debate com alunos do grêmio estudantil em Porto Alegre

Eliseu Padilha debate com alunos do grêmio estudantil em Porto Alegre
O deputado federal Eliseu Padilha participou nesta manhã (30/09/2010) de um debate político organizado pelos alunos do Grêmio Estudantil do ensino médio – 2º e 3º anos – do colégio La Salle Santo Antonio, em Porto Alegre. 

Cerca de 100 alunos tiveram a oportunidade de debater, conhecer e discutir as propostas de cada candidato, bem como os principais problemas que afetam o País. Os candidatos foram saudados pelo diretor da escola, que ressaltou a importância do debate para “a construção de um País melhor e mais igualitário”. 

“Essa iniciativa do grêmio expressa o anseio da nossa juventude por discutir temas que estão no nosso cotidiano”, afirmou. Os candidatos tiveram 30 segundos para exporem suas propostas e ideias para os alunos. 

“Quero dedicar meu próximo mandato, em Brasília, na educação. Eu sou conhecido no RS por executar obras que visam o bem-estar das pessoas mas, agora, eu quero cuidar dessas pessoas, de vocês jovens, da nossa sociedade”, disse Padilha. 

Primeiramente, os alunos questionaram os parlamentares sobre três temas que julgaram importantes: segurança, educação e saúde. Sobre segurança, Eliseu Padilha ressaltou que este problema é consequência da falta de democratização do conhecimento e do capital. 

“Quando todos puderem ter acesso à educação de qualidade, consequentemente terão acesso ao capital, ao emprego e melhor qualidade de vida. Isso diminuirá a insegurança no País”, afirmou. Na educação, o deputado falou aos alunos sobre seus projetos de lei que se encontram em andamento no Congresso Nacional: o PL 7333/2010, que visa garantir um computador com acesso a Internet para cada aluno do 1º, 2º e 3º graus da rede pública de ensino; e o PL 7783/2010, que valoriza a carreira do magistério e aumenta para R$ 1.575,00 o piso salarial dos professores. 

“Nós ainda estamos muito longe de alcançar os países desenvolvidos, porque estamos mal na educação”, lamentou Eliseu Padilha. Quanto à saúde, o deputado Eliseu Padilha explicou para os alunos a importância dos Conselhos de Saúde, nas três esferas de poder – federal, estadual e municipal. “Vocês sabiam que os Conselhos de Saúde têm a função de dizer onde os recursos públicos devem ser aplicados?”, levantou o debate. E, apontou a educação, como o remédio capaz de sanar os problemas enfrentados no setor de saúde no País. 

“A saúde também pode ser resolvida com a educação. Vou dar um exemplo bem claro: hoje gastamos mais de R$ 10 milhões com acidentes de trânsito. Esse dinheiro poderia ser revertido para a saúde, se o governo trabalhasse a educação no trânsito”. Os alunos organizaram a etapa seguinte do debate, sorteando o candidato e a pergunta que este iria responder. Eliseu Padilha respondeu a dois questionamentos. 

O primeiro sobre a mudança no Código Penal. “Nós temos um Código que é muito antigo e precisa ser revitalizado à luz da nova civilização, do conhecimento”. A outra pergunta foi sobre o que ela pensa a respeito da melhoria salarial dos professores. “Estamos quase no final do ano e muitas escolas estão em greve de professores, porque eles reivindicam melhoria salarial. O que o senhor tem a dizer sobre este tema?”, questionaram o deputado Padilha. 

O candidato voltou a falar e a explicar melhor sobre o seu PL 7783/2010, que valoriza o professor. “É uma hipocrisia da nossa sociedade pagar altos salários aos juízes e não remunerar de forma compensatória nossos professores. Precisamos elevar o magistério a carreira de estado, e pagar a eles um salário justo, pois um professor valorizado, qualificado e reconhecido, fará com que tenhamos uma educação de qualidade”, afirmou. 

Na outra parte do debate, os alunos puderam formular perguntas para os candidatos. E, o deputado Eliseu Padilha foi questionado por uma aluna: o que o Congresso Nacional tem feito para punir estes jovens que vão às aulas e batem nos professores e colegas em sala de aula? Ao responder, o parlamentar lembrou sobre o projeto que tramita na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, que trata da redução da maioridade penal. 

“Hoje, nossos jovens podem ser emancipados para casarem, para abrirem uma empresa, para cuidarem da sua vida. E por que estes jovens não podem ser responsáveis pelos seus próprios atos de bandidagem?”, questionou. Ao finalizar sua apresentação no debate, Padilha agradeceu a participação e o interesse dos alunos pela política. 

“Estou a inteira disposição de vocês para voltar aqui e debate com vocês sobre qualquer tema. É neste meio acadêmico, que encontramos soluções para muitos dos problemas a serem resolvidos”, agradeceu. 


segunda-feira, 19 de março de 2001

Viagem mais segura

Ministro dos Transportes Eliseu Lemos Padilha
Até o segundo semestre deste ano, a Rodoferroviária de Brasília estará de cara nova. São planejadas duas reformas (uma já em andamento) no terminal para melhorar o atendimento ao público. Dentre as melhorias, está a mudança nas áreas de embarque e desembarque, que deixam de ter acesso livre aos acompanhantes dos passageiros. 

O ingresso será restrito aos viajantes, que passarão por detectores de metais antes de embarcar e terão as bagagens monitoradas por equipamentos de raio-X. A idéia é impedir que assaltantes embarquem e assaltem os ônibus no meio da viagem, além de evitar o tráfico de armas. Há quatro meses o terminal rodoferroviário está em reforma (orçada em R$ 2,2 milhões). No entanto, o administrador do lugar, Marcelo Poli, admite que as melhorias não serão notadas pelos usuários. 

''Trata-se de uma reforma interna. O passageiro não percebe que trocamos toda a iluminação, todo o sistema elétrico e hidráulico'', justifica Poli, acrescentando que foram trocados ainda os sistemas anti-incêndio e de pára-raios, telhados, forros, além de estruturas condenadas pela Defesa Civil e Corpo de Bombeiros. Ou seja, trata-se de uma obra para que ninguém corra risco de vida ao freqüentar o terminal. 

A previsão é de que essa reforma termine em fevereiro. Mas logo em seguida começa outra. Desta vez, uma ''cirurgia plástica'' para mudar a cara do terminal. ''Essa é a principal reforma. Pedimos a construção da marquise em frente ao terminal, recuperação da calçamento externo e do piso interno e a colocação de rampas de deficientes físicos'', detalha Marcelo Poli. 

É no começo deste trabalho, nos próximos trinta ou sessenta dias, que o acesso às áreas de embarque e desembarque da Rodoferroviária, por onde passam diariamente 7 mil pessoas, será restrito. ''Vamos implantar roletas nestas áreas. A partir desta mudança, só entram os passageiros'', comenta Marcelo Poli. 

MODELO 

Os viajantes passarão ainda por detectores de metal. A administração da Rodoferroviária ainda não sabe se o equipamento será de mão (os chamados pica-paus) ou instalados em portas, como ocorre em bancos e repartições públicas. Mas o equipamento servirá para impedir o embarque de pessoas armadas que possam anunciar assaltos no meio da viagem - como ocorreu há dois meses, num ônibus da Real Expresso que seguia para Belo Horizonte (MG) e foi assaltado próximo a Luziânia (GO). Além disso, toda a bagagem dos passageiros passará por equipamentos de raio-X. 

Esta será a principal forma de fiscalizar o que é transportado pelos passageiros e evitar problemas como o tráfico de armas. A instalação destes equipamentos ocorre por determinação do Governo Federal, depois da assinatura de um convênio entre os ministérios do Transporte e da Justiça. A orientação é dotar os 5,5 mil terminais rodoviários do país, principalmente das capitais, de detectores de metais e aparelhos de raio-X. 

De acordo com o ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, a fiscalização das bagagens é deficiente, facilitando assaltos a ônibus interestaduais. 

De maio a dezembro de 2000, foram registrados 261 crimes deste tipo - 62 deles, praticados por assaltantes embarcados. Brasília, por ser a capital brasileira, será a primeira cidade a implantar as mudanças e servirá de modelo para os demais terminais. Tudo deve ficar pronto no começo do segundo semestre. A partir daí, o projeto será ampliado para os estados.

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