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segunda-feira, 19 de maio de 2014

Dragagem do porto deve levar 90 dias

Dragagem do porto deve levar 90 dias

A dragagem de manutenção do canal de acesso do Porto de Rio Grande será feita nos próximos 90 dias. A licitação para a realização deste trabalho foi vencida pela Dragaport. O contrato para realização da obra é de R$ 2,9 milhões para dragar 1,2 milhões de metros cúbicos em 90 dias. O presidente da Dragaport, Octávio Bertacin, diz que este é o primeiro contrato conquistado por empresa brasileira, com draga de grande porte de bandeira brasileira no Porto de Rio Grande, desde 1995. “O contrato é consequência da noa legislação para o setor”.

A Dragaport é uma empresa criada em 1999 para disputar o mercado dragagem e obras portuárias no Brasil e América Latina. Os acionistas da Dragaport são a Serveng-Civilsan, Grupo Wilson, Sons e o Grupo Fischer, empresas com atuação nos setores de engenharia, apoio portuário e agronegócios, respectivamente, que tem em comum experiência em obras portuárias e operações de apoio portuário, marítimo e logística.

Bertacin informa que a Legislação (Lei 9.43297) pretende incluir a participação das empresas brasileiras no mercado de dragagem dos portos, assegurando geração de renda interna e empregos no país.

O contrato atual prova que empresas brasileiras têm condições de vencer licitações oferecendo preço competitivo. “O contrato do Porto do Rio Grande representa o acerto dessa legislação”.  A Dragaport realizou investimentos de US$ 6,5 milhões na aquisição de duas dragas de grande porte e US$ 20 milhões na rede construção total, no Estaleiro Eisa, do Rio de Janeiro. A draga autotransportadora Boa Vista 1, com capacidade de carga de 10 mil toneladas, cuja reconstrução acaba de ser finalizada no estaleiro Eisa, segue para o Porto do Rio Grande ainda hoje e deverá iniciar logo o serviço de dragagem do canal de acesso.

Gazeta Mercantil
03/07/2000

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Navegação interna gaúcha ganhará mais importância

A possibilidade do porto de Rio Grande receber navios tornará quase obrigatórios novos incentivos à navegação interna no Estado. Afora o projeto do governo do gaúcho em oferecer 17 pés na hidrovia entre Rio Grande e Porto Alegre, o alfandegamento do porto de Estrela é o ponto fundamental para que o modal aproveite a capacidade de Rio Grande. 

Só da região fumageira saem algo em torno dos 20 mil contêineres ao ano com destinos internacionais. Com o porto de Estrela alfandegado, toda essa carga poderia ser transferida até Rio Grande pela hidrovia, aliviando as estradas rodoviárias. “Recentemente, em Caxias do Sul, conversando com um grande exportador da indústria metal-mecânica, chamei-lhe a atenção sobre a possibilidade de usar o porto de Estrela para transferir seus produtos até o porto de Rio Grande, o que ele ainda não havia pensado. E o alfandegamento daquele porto está próximo”, garantiu o ministro.

As trocas, por hidrovias, de mercadorias brasileiras e uruguaias serão facilitadas com a dragagem de 18 quilômetros na saída do canal de São Gonçalo, dentro da lagoa Mirim, um gargalo que está impedindo a navegação de embarcações maiores por aquele local.  “Aquela dragagem deveria ser feita pelo governo gaúcho. Estamos, no entanto, acertando parceria pela qual o Governo Federal participará da obra. Com a dragagem desse trecho ficará livre a navegação pela lagoa Mirim e as mercadorias brasileiras poderão entrar em território uruguaio pelo rio Cebolatti”. 

“Em recente encontro com empresários uruguaios da região fiquei sabendo que, só de madeira, existem 600 mil toneladas/ano, que podem chegar ao Brasil utilizando a navegação interna. Além disso, existem todas as mercadorias brasileiras que podem chegar ao Uruguai com economia de frete, segurança e desafogando estradas rodoviárias.”

Eliseu Padilha lembrou ainda que o Rio Grande, assim como os portos do Rio de Janeiro, Pernambuco e Ceará, que também deverão ter 60 pés de calado, poderão se transformar em portos concentradores de carga, abastecendo suas regiões, incentivando, assim a navegação por cabotagem. “Temos um litoral de 8 mil quilômetros e numa faixa de 600 quilômetros, a partir do litoral para dentro do país, está concentrada 80% da população brasileira e 80% do PIB nacional. Temos uma estrada natural que liga toda essa concentração.  A navegação de cabotagem precisa ser descoberta pela produção brasileira. Com calado de 60 pés, esses portos devem concentrar essas cargas, onde seria apanhadas pelos grandes navios para suas viagens até seus países de destinos”, disse o ministro dos Transportes.

Fonte: Gazeta Mercantil – RS
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13/06/2000

sexta-feira, 24 de agosto de 2001

Eliseu Padilha autoriza licitação para dragagem da Lagoa Mirim (RS)

Eliseu Padilha autoriza licitação para dragagem da Lagoa Mirim
O ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, autoriza hoje (24/08/2001), às 16 horas, na Administração do Porto de Porto Alegre, o início do processo de licitação para a dragagem da Lagoa Mirim (RS). 

Esta será a segunda etapa (e última) da dragagem do Canal do Sangradouro na Lagoa Mirim. As obras começam nos próximos meses, e representam a implantação de um corredor multimodal (ferrovia, hidrovia e rodovia) ligando São Paulo a Montevidéu (Uruguai). 

A dragagem vai permitir a ligação lacustre entre os portos de Pelotas e de Santa Vitória do Palmar - última ligação que faltava para que uma carga pudesse fazer o trajeto do centro econômico do país (SP) até a capital uruguaia, com custos inferiores aos do transporte exclusivamente rodoviário. 

O Corredor Multimodal (SP/Montevidéu) é composto por um segmento ferroviário de 1.100 Km de São Paulo até Estrela; um segmento hidroviário de 650 Km do Porto de Estrela até o Porto de Santa Vitória do Palmar e um segmento rodoviário de Santa Vitória até Montevidéu, no Uruguai. A dragagem de mais 1 metro de profundidade será feita ao longo de 15 quilômetros partindo da extremidade norte em direção ao centro da lagoa. O investimento de R$ 2 milhões com prazo de 4 meses para execução. 

O Departamento de Hidrovias Interiores do Ministério dos Transportes realizou, em abril/2001, a primeira etapa da dragagem do Canal do Sangradouro - extremidade norte da Lagoa Mirim. O objetivo da obra era eliminar o ponto crítico que dificultava a navegação no local, próximo ao Canal de São Gonçalo que liga a Lagoa Mirim à Lagoa dos Patos, formando um dos principais pontos da Hidrovia do Mercosul. 

Devido à ocorrência de águas baixas e, muitas vezes, pela forte ação do vento na região o acesso à lagoa ficava impedido, até mesmo para embarcações de pequeno porte. Na primeira etapa foi feita a dragagem de 250 mil m³ de material arenoso, numa extensão de 6 km com largura média de 40 metros. Foram investidos R$ 350 mil para garantir uma profundidade mínima no canal de 2,3 metros que se verifica em aproximadamente 95% do tempo ao longo do ano (essa profundidade pode variar de acordo com o volume de água determinado pela incidência de chuvas). 

Concluídas estas duas etapas, restarão a reimplantação da sinalização em toda a extensão da Lagoa Mirim e o aprofundamento do Canal do Sangradouro em mais um metro, quando se obterá uma profundidade de 3,3 metros. Mas para isso ainda serão necessários investimentos de R$ 1 milhão que poderão ser incluídos no orçamento de 2002. 

Com a reativação da Lagoa Mirim através da ligação com a Lagoa dos Patos surgem também três novas alternativas de rota no transporte aquaviário da Região Sul: 

1) Lagoa Mirim / Rio Jaguarão - às margens do Rio Jaguarão já existe uma pequena estrutura (trapiche) e por ali poderia ser escoado o arroz vindo do Uruguai. 

2) Lagoa Mirim / Rio Cebollati (Uruguai) - já existe um projeto do Governo Uruguaio para a construção de um terminal neste rio que tem ligação com a Lagoa. 

3)Lagoa Mirim / Santa Vitória do Palmar - em Santa Vitória já existe uma pequena estrutura (trapiche) onde está sendo feita a desobstrução em aproximadamente 1 km para o funcionamento. 

Com isso, será possível embarcar arroz de Santa Vitória e do Uruguai. Essa carga poderá ser levada até Pelotas, Rio Grande e/ou diretamente ao Porto de Estrela. Histórico Esta ligação já foi muito utilizada nas décadas de 50 e 60 quando não existia a ligação rodoviária entre Chuí, Santa Vitória do Palmar e Pelotas. 

Naquela época, a ligação do Sul do Estado com o Uruguai era feita apenas pela Lagoa Mirim. Com a construção da BR-471, e até hoje, o transporte pela Lagoa foi abandonado. Mas esta realidade já está sendo transformada. - Extensão: 190 km - Calado: de 2,5 a 3 metros - Características: apresenta uma das margens em território uruguaio, por isso, a Lagoa Mirim é uma atribuição do Governo Federal. 

Assessoria de Comunicação Social 
Ministério dos Transportes 
Fonte: Ascom/MT

quinta-feira, 5 de abril de 2001

Ministro Eliseu Padilha vistoria dragagem da Lagoa Mirim, na "Hidrovia do Mercosul"

Ministro Eliseu Padilha vistoria dragagem da Lagoa Mirim, na "Hidrovia do Mercosul"
Canal de São Gonçalo que liga a Lagoa Mirim à Lagoa dos Patos
O ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, estará nesta sexta-feira (06 de abril 2001), às 08h15min na localidade de Santa Isabel, distrito do município de Santa Vitória do Palmar (RS), na Zona Sul do Estado, para vistoriar as obras de dragagem do Canal do Sangradouro - extremidade norte da Lagoa Mirim. 

O Departamento de Hidrovias Interiores do Ministério dos Transportes realizou a primeira etapa do trabalho com o objetivo de eliminar o ponto crítico que dificultava a navegação no local, próximo ao Canal de São Gonçalo que liga a Lagoa Mirim à Lagoa dos Patos, formando um dos principais pontos da Hidrovia do Mercosul. Devido à ocorrência de águas baixas e, muitas vezes, pela forte ação do vento na região o acesso à lagoa ficava impedido, até mesmo para embarcações de pequeno porte. 

Na primeira etapa, que já foi concluída, foi feita a dragagem de 250 mil m³ de material arenoso, numa extensão de 6 km com largura média de 40 metros. Foram investidos R$ 350 mil que viabilizaram uma profundidade mínima no canal de 2,3 metros que se verifica em aproximadamente 95% do tempo (essa profundidade pode variar de acordo com o volume de água determinado pela incidência de chuvas). 

A segunda etapa do projeto da hidrovia prevista para ser iniciada no próximo mês de junho, será anunciada pelo próprio ministro Padilha em Santa Vitória, com o anúncio do lançamento do edital para a dragagem do acesso ao Porto de Santa Vitória do Palmar. Será um investimento de R$ 280 mil e prazo de 90 dias para execução. 

Concluídas estas duas etapas, restará a reimplantação da sinalização em toda a extensão da Lagoa Mirim e o aprofundamento do Canal do Sangradouro em mais um metro, quando se obterá uma profundidade de 3,3 metros. Mas para isso ainda serão necessários investimentos de R$ 1 milhão que poderão ser incluídos no orçamento de 2002. 

Assessoria de Comunicação Social - Ministério dos Transportes 
Fonte: Laura Almeida

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