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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Aprovado substitutivo de Eliseu Padilha ao Estatuto das Famílias

Aprovado substitutivo de Eliseu Padilha ao Estatuto das Famílias
Foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), em caráter conclusivo, o substitutivo do deputado Eliseu Padilha (RS) ao Estatuto das Famílias - Projeto de Lei 674/2007, do deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP). 

A proposta retira todo o Direito de Família do Código Civil, estabelecendo lei especial. 

O deputado Bispo Gê Tenuta (DEM-SP) anunciou que vai recorrer à Mesa Diretora contra a aprovação da matéria. O texto será analisado agora pelo Senado. 

Gê Tenuta argumentou que a reunião da CCJ não seria válida. De acordo com ele, a reunião, que não foi aberta às 10 horas porque não havia quórum, não poderia ter sido realizada à tarde com a mesma lista de presença, sem uma nova convocação dos parlamentares. O presidente da CCJ, Eliseu Padilha, informou ao parlamentar que ele poderá apresentar o recurso à Mesa. Se aprovado o recurso, o texto terá que ser novamente votado na CCJ. 

Divórcio - Hoje, a lei permite que casais sem filhos façam o divórcio extrajudicial diretamente no cartório. A proposta prevê que os casais com filhos também poderão optar pela via extrajudicial, se houver acordo quanto à situação dos filhos menores. 

Fica mantida a separação de corpos no caso de incapacidade de um dos cônjuges, ou para fazer cessar as obrigações conjugais durante a tramitação do processo. Os casos de violência conjugal são tratados pela Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06), que triplicou a pena para agressões domésticas, permitiu que agressores sejam presos em flagrante, acabou com as penas pecuniárias (aquelas em que o réu é condenado a pagar cestas básicas ou multas) e trouxe uma série de medidas para proteger a mulher agredida, como a determinação da saída do agressor de casa. 

A proposta também extingue qualquer restrição quanto ao regime de bens, que será de livre escolha em qualquer idade. Na falta de opção, fica mantido o regime de comunhão parcial. O Código Civil prevê que, nos casamentos de pessoas a partir dos 70 anos, é obrigatória a separação total de bens. 

Polêmica - Entre os pontos polêmicos da proposta atacados por parte da bancada religiosa, está o reconhecimento das uniões estáveis quando uma ou ambas as pessoas ainda forem casadas. 

Hoje, ser casado é impedimento para o reconhecimento da união estável. Porém, a jurisprudência tem aceitado e a proposta assimila a posição de que, se há separação de fato, a pessoa pode constituir união estável. Também é polêmica a proposta de que, mesmo que a união estável tenha se constituído em desrespeito aos impedimentos da lei, em caso de separação permanecerão os direitos de pensão e de divisão dos bens. 

A ideia é a de que apenas uma das pessoas não deve se beneficiar do enriquecimento para o qual ambas contribuíram. 

Proteção ampliada - O estatuto é baseado na concepção de família como um direito fundamental. Por isso, o texto amplia os perfis de entidades familiares que devem ser protegidas pelo Estado. 

Além das famílias formadas pelos dois pais e seus filhos e as formadas por um dos pais e filhos, o estatuto adota também a ideia de famílias compostas por grupos de irmãos ou mesmo por grupos de parentes. O projeto trata também dos filhos concebidos por meios artificiais. Nesses casos e nos casos de adoção, o texto reconhece o direito da pessoa de conhecer os seus ascendentes, sem que isso gere direitos patrimoniais. 

O relator explicou que o projeto incorpora à lei boa parte da jurisprudência, modernizando, assim, uma legislação há muito distanciada da realidade social. “Nós estamos trazendo para o Direito de Família brasileiro avanços que vemos em todo o mundo, porque a nossa legislação está fora de seu tempo”, disse Eliseu Padilha. Segundo o deputado, a análise da proposta foi feita com o apoio do Instituto Brasileiro de Direito de Família e caminhou no sentido de reconhecer fatos “incontestes” da sociedade, sobretudo do ponto de vista patrimonial. 

 Jornal da Câmara dos Deputados

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Estatuto das Famílias e discursos emocionados marcam dia na CCJ

Eliseu Padilha ressaltou que aprendeu muito com os servidores
Brasília (DF) – Os integrantes da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovaram na tarde desta quarta-feira (15), o PL 674/2007, relatado pelo deputado Eliseu Padilha (RS), que também preside o colegiado. A proposta, conhecida como Estatuto das Famílias, normatiza temas como relação estável, separação de corpos, graus de parentesco e regime de bens. 

A votação encerrou um longo processo de negociações, lideradas por Padilha, entre representantes da sociedade civil e o Parlamento. O projeto segue para apreciação do Senado Federal. 

GALERIA DE PRESIDENTES - Após a votação, Padilha suspendeu a reunião por alguns instantes para realizar uma cerimônia de descerramento das fotos dos presidentes da CCJ nesta Legislatura. Presididas por peemedebistas, a Comissão foi conduzida pelos deputados Leonardo Picciani (RJ), Eduardo Cunha (RJ), Tadeu Filippelli (DF) e Eliseu Padilha (RS). Convidado pelo presidente Padilha, o deputado Regis de Oliveira (PSC-SP), fez um discurso em nome dos integrantes da CCJ. “Todos que hoje homenageamos representaram maravilhosamente bem a comissão. Tivemos a honra de ser presididos por esses parlamentares que passam a ficar imortalizados como presidentes da Comissão de Constituição Justiça e Cidadania. 

Dignidade e seriedade marcaram esses dirigentes comissão”, declarou. Em breve pronunciamento, o deputado Eduardo Cunha, segundo presidente da CCJ na 53ª Legislatura, elogiou os parlamentares e servidores da Comissão que, com ele, coordenaram os trabalhos em 2008. “Foi uma alegria poder trabalhar com todos os que frequentam esta comissão. Essa comissão muito nos honrou”, destacou. Com a retomada da reunião, o deputado Padilha iniciou os trabalhos fazendo um balanço das atividades da CCJ em 2010. 

De acordo com o presidente do colegiado, em um ano atípico, de eleições majoritárias, a Comissão analisou e votou 1843 projetos. Primeiro vice-presidente da comissão, o deputado Colbert Martins (BA), classificou a CCJ como “grande escola do Parlamento”. “Sinto-me honrado de haver integrado um grupo de pessoas interessados no crescimento do País. Este não é um reinado de advogados e de juízes, mas um colegiado essencial para esta Casa, um ambiente de constante aprendizado”, disse. 

DESPEDIDA - Ao final da reunião, o deputado Eliseu Padilha dirigiu a palavra aos parlamentares e servidores presentes à sessão para agradecer todo o empenho demonstrado ao longo de mandato à frente da CCJ. “Sou um cidadão que teve a responsabilidade de conduzir essa Comissão integrada por outros cidadãos altamente qualificados. Hoje tenho um forte sentimento da realização pessoal”, afirmou. De acordo com Padilha, o trabalho realizado pela CCJ obriga a todos a refletir sobre a importância das construções imateriais. 

“Há um momento em que as construções materiais são muito relevantes. Tanto como empresário quanto ministro dos Transportes, função que exerci por seis anos. No entanto, as conquistas imateriais, como esta que tive como presidente desta comissão, foram muito gratificantes”, disse. Padilha ressaltou ainda que aprendeu muito com os servidores, assessores e parlamentares da comissão. “Agradeço a todos os que aqui nos ajudaram a realizar esse trabalho. Ninguém sai daqui do tamanho que entrou. Neste sentido posso afirmar que saí muito maior. Somos um grande país, precisamos fazer agora que com que o cidadão brasileiro possa chegar à altura desta nação”, concluiu.

Fonte: pmdb.org
15/12/2010

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Estatuto das Famílias e discursos emocionados marcam dia na CCJ

Padilha fala sobre a importância dos ex-presidentes para CCJ
Os integrantes da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovaram na tarde desta quarta-feira (15), o PL 674/2007, relatado pelo deputado Eliseu Padilha (RS), que também preside o colegiado. 

A proposta, conhecida como Estatuto das Famílias, normatiza temas como relação estável, separação de corpos, graus de parentesco e regime de bens. 

A votação encerrou um longo processo de negociações, lideradas por Padilha, entre representantes da sociedade civil e o Parlamento. O projeto segue para apreciação do Senado Federal. 

GALERIA DE PRESIDENTES - Após a votação, Padilha suspendeu a reunião por alguns instantes para realizar uma cerimônia de descerramento das fotos dos presidentes da CCJ nesta Legislatura. Presididas por peemedebistas, a Comissão foi conduzida pelos deputados Leonardo Picciani (RJ), Eduardo Cunha (RJ), Tadeu Filippelli (DF) e Eliseu Padilha (RS). 

Convidado pelo presidente Padilha, o deputado Regis de Oliveira (PSC-SP), fez um discurso em nome dos integrantes da CCJ. “Todos que hoje homenageamos representaram maravilhosamente bem a comissão. Tivemos a honra de ser presididos por esses parlamentares que passam a ficar imortalizados como presidentes da Comissão de Constituição Justiça e Cidadania. 

Dignidade e seriedade marcaram esses dirigentes comissão”, declarou. Em breve pronunciamento, o deputado Eduardo Cunha, segundo presidente da CCJ na 53ª Legislatura, elogiou os parlamentares e servidores da Comissão que, com ele, coordenaram os trabalhos em 2008. “Foi uma alegria poder trabalhar com todos os que frequentam esta comissão. 

Essa comissão muito nos honrou”, destacou. Com a retomada da reunião, o deputado Padilha iniciou os trabalhos fazendo um balanço das atividades da CCJ em 2010. De acordo com o presidente do colegiado, em um ano atípico, de eleições majoritárias, a Comissão analisou e votou 1843 projetos. Primeiro vice-presidente da comissão, o deputado Colbert Martins (BA), classificou a CCJ como “grande escola do Parlamento”. “Sinto-me honrado de haver integrado um grupo de pessoas interessados no crescimento do País. Este não é um reinado de advogados e de juízes, mas um colegiado essencial para esta Casa, um ambiente de constante aprendizado”, disse. 

DESPEDIDA - Ao final da reunião, o deputado Eliseu Padilha dirigiu a palavra aos parlamentares e servidores presentes à sessão para agradecer todo o empenho demonstrado ao longo de mandato à frente da CCJ. “Sou um cidadão que teve a responsabilidade de conduzir essa Comissão integrada por outros cidadãos altamente qualificados. Hoje tenho um forte sentimento da realização pessoal”, afirmou. 

De acordo com Padilha, o trabalho realizado pela CCJ obriga a todos a refletir sobre a importância das construções imateriais. “Há um momento em que as construções materiais são muito relevantes. Tanto como empresário quanto ministro dos Transportes, função que exerci por seis anos. No entanto, as conquistas imateriais, como esta que tive como presidente desta comissão, foram muito gratificantes”, disse. 

Padilha ressaltou ainda que aprendeu muito com os servidores, assessores e parlamentares da comissão. “Agradeço a todos os que aqui nos ajudaram a realizar esse trabalho. Ninguém sai daqui do tamanho que entrou. Neste sentido posso afirmar que saí muito maior. Somos um grande país, precisamos fazer agora que com que o cidadão brasileiro possa chegar à altura desta nação”, concluiu. 

Agência de Notícias do PMDB

terça-feira, 16 de março de 2010

Jornal Câmara entrevista Deputado Eliseu Padilha

Deputado Padilha em entrevista ao Jornal Câmara
Busca de acordos é solução para manter produtividade


Novo presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), o deputado Eliseu Padilha (PMDB-RS) diz, nesta entrevista ao Jornal da Câmara, que está analisando uma lista de projetos polêmicos que esperam resposta da comissão. Ele preparou um esquema de votações para que a comissão mantenha a produtividade neste ano de eleições. Na opinião do deputado, acordos para votação serão a chave para manter os trabalhos, mesmo com as campanhas eleitorais que começam no segundo semestre.


JC: Neste ano eleitoral, a CCJ pode mudar seu modo de trabalho para votar mais propostas?

EP: Este é um ano atípico, e temos uma tradição de pouco trabalho em ano de eleição. Qual o desafio que a Câmara e especialmente a nossa comissão aceitou? Não queremos ter perda de produtividade, em que pese a excepcionalidade do ano. Para isso, em vez de fazermos três reuniões por semana em três dias, como temos feito, nós tentaremos fazer quatro em dois dias. Isso deve resultar em produtividade igual ou superior à de um ano normal.


JC: Há cerca de 1,6 mil projetos prontos para votação, a ideia é desafogar a comissão? 

EP: Sim, e vamos trabalhar para construir uma pauta de consenso. Há alguns temas tabus, sobre os quais vamos iniciar uma discussão com as lideranças, mas eu não vou colocar em pauta sem construir um acordo. As bancadas terão de ter condição de construir consensos para nós levarmos à comissão. Esse ano, uma palavra será fundamental: acordo. Em alguns temas isso não será possível, mas talvez tenhamos de ir a voto.


JC: Que temas difíceis podem ser discutidos?

EP: A maioridade penal, por exemplo, é um tema complexo que não pode continuar dormindo lá. Tem mais de 20 propostas sobre o assunto, e a sociedade clama por uma posição nossa. Também precisamos votar o Estatuto da Família (PL 4343/08), assim como a resolução que dá competência à CCJ para ela ter decisão terminativa em matéria que diga respeito a emenda constitucional, sem passar por comissões especiais. Há temas que são eminentemente da nossa comissão. O Projeto de Resolução 39/03 está há anos tramitando e não é votado. A mesma coisa com o orçamento impositivo, para que estados e municípios não dependam da boa vontade do governante de plantão.


JC: Esses assuntos podem ser pautados mesmo sem acordo?

EP: Quero levá-los pelo menos à discussão do colégio de lideranças na comissão, para que, se não pudermos colocar em votação, pelo menos a gente saiba que está tramitando e que há um clamor muito grande.


Fonte: Jornal da Câmara de 16/03/2010 por Marcello Larcher

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