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sexta-feira, 18 de maio de 2001

Obra põe Rio Grande na rota dos grandes navios

Molhes de Rio Grande
Ministro dos Transportes Eliseu Padilha
O ministro dos Transportes, Eliseu Padilha estará nesta sexta-feira (18/5/2001), em Rio Grande (RS), para assinar a ordem de serviço que autoriza o início da execução da obra de prolongamento dos molhes do Porto do Rio Grande - um investimento de R$ 207 milhões. 

A cerimônia será às 10h, na Câmara de Comércio do município. Dali, Padilha irá a Pelotas, onde é palestrante em reunião-almoço no Dunas Clube. 

O tema: "Projetos e incentivos do Governo, com vistas ao desenvolvimento da Metade Sul". A obra irá melhorar as condições de navegabilidade da entrada da Barra do Porto, adequando o Complexo Portuário para o recebimento de navios de grande porte. 

Obra vai gerar 7.500 empregos 

O projeto prevê a construção de um prolongamento de 500 metros no molhe leste e 900 metros no molhe oeste, cujo objetivo é a preparação para a dragagem que vai corrigir a geometria e aprofundamento do Canal de acesso, de 14 metros para 18 metros. 

A execução da obra está prevista para um prazo de três anos e poderá gerar cerca de 7.500 empregos diretos e indiretos na região que abrange os municípios de Rio Grande, Pelotas, São José do Norte e Capão do Leão. Para concluir o prolongamento serão usados 1 milhão de metros cúbicos de pedras e 14 mil tetrápodes (blocos de concreto que pesam de 8 a 12 toneladas, projetados para substituir as pedras de maior tamanho, com grande poder de encaixe, em quebra-mares e molhes), o que representa uma média de 14 mil toneladas de concreto, suficiente para construir um prédio de mil metros quadrados com 200 andares ou 109 prédios de 20 andares.

Porto concentrará cargas do Mercosul 

Hoje, o Complexo Portuário de Rio Grande possui profundidade de 45 pés (14 metros), permite receber navios de aproximadamente 70 mil toneladas (navios tipo Panamax). Com a execução da obra de prolongamento dos molhes, será possível aprofundar o canal para 60 pés (18 metros), permitindo a entrada de navios de até 200 mil toneladas. Esta diferença de capacidade de carga dos navios que aportarão em Rio Grande trará como principais conseqüências:

1 - a diminuição das tarifas portuárias por unidade de carga; 

2 - maiores vantagens para a instalação de empresas e indústrias de transformação que utilizam os portos como principal meio para o escoamento de seus produtos; 

3 - e a consagração do Porto do Rio Grande como Porto Concentrador do Mercosul. 

Será possível receber navios menores de outros portos do sul do continente e redistribuir as cargas em navios de última geração com custos menores transportando cargas para Ásia, Europa e África. 

A Metade Sul do Estado passará a ter um diferencial competitivo para revitalizar a economia de toda a região. Em 1999 o Porto do Rio Grande movimentou mais de 12 milhões de toneladas de carga, com destaque para exportação de farelo de soja ( 2,5 milhões de toneladas) e para a movimentação de mais de 160 mil conteineres. 

DADOS DA OBRA: 

·Valor da obra: R$ 207 milhões. 
·Fonte re recursos: Ministério dos Transportes. 
·Prazo para execução: 3 anos. 
·Empresa: consórcio CBPO Engenharia Ltda., Pedrasul Construtora Ltda., Carioca Cristiani-Nielsen Engenharia e IVAI Engenharia de Obras S/A.. 
·Principais resultados da obra: -contenção do banco de areia existente próximo ao molhe oeste; -redução do transporte de sedimentos de mar para o canal, no caso de maré enchente; -melhoria da navegabilidade na entrada da barra; -redimensionamento do escoamento fluvial, proporcionando menor sedimentação no canal.

Assessoria de Comunicação Social 
Ministério dos Transportes 
Fonte: Laura Almeida (ASCOM - MT)

quinta-feira, 15 de março de 2001

Eliseu Padilha assina contrato para construção de navios no Porto de Itajaí/SC


Eliseu Padilha assina contrato para construção de navios Estaleiro Itajaí
Porto de Itajaí/SC
O ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, assina nesta sexta-feira (16/03/2001), no Porto de Itajaí/SC, os contratos para construção de dois navios porta-contêineres. Com capacidade de 1700 TEUs (o TEU equivale a um contêiner de 20 Pés) os navios estão orçados em US$ 34,3 milhões cada um. 

A cerimônia acontece às 16 horas nas instalações do Estaleiro Itajaí S/A, empresa controlada pelo grupo carioca Metalnave S/A - Comércio, Indústria e Navegação cujo presidente, o armador Frank Wlasek, presidirá a solenidade. Encomendadas pela Oceania AGW Comércio e representações Ltda, subsidiária da P&O Ned Lloy, empresa anglo-holandesa sediada em Rotterdã, as embarcações começam a ser construídas logo após a assinatura dos contratos. O prazo de entrega dos navios é de 37 meses. 

De acordo com o engenheiro Paulo Rolim, da Metalnave, por conta desse projeto o estaleiro estará operando, dentro de um ano, com aproximadamente 18000 funcionários na unidade de Itajaí. Os dois navios terão 187,9 metros de comprimento, boca de 27,80 e pontal de 16,40 metros. Com 10,50 metros de calado, contam com motor 29 mil cavalos e terão velocidade de 21 nós. Para a construção de cada um deles, serão consumidas 6,500 toneladas de aço. 

GÁS E QUIMICOS 

A última grande embarcação que saiu do Estaleiro Itajaí foi o MetaltanqueIII, entregue a Metalnave em maio do ano passado no Espaço Cultural da Marinha, no Rio de Janeiro. Primeiro navio químico - gaseiro construído no Brasil, tem capacidade para transportar seis mil metros cúbicos de gás e químicos a uma temperatura de 104 graus Celsius negativos. 

Com 114 metros de comprimento, teve o projeto da planta de gás executado pela multinacional Tractebel Gás Engineering, com um calado máximo de oito metros, permitindo a navegação em rios de pequena profundidade. 

Assessoria de Comunica Social - Ministério dos Transportes 

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