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quinta-feira, 3 de maio de 2001

Fernando Henrique Cardoso e Eliseu Padilha inauguram ponte em Minas Gerais

Ministro Eliseu Padilha, Presidente Fernando Henrique Cardoso,
Governador de SP Geraldo Alckmin, Senador MG Aécio Neve
O presidente Fernando Henrique Cardoso e o ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, inauguram hoje (03/05/2001) às 11 horas, a ponte sobre Rio Grande no Município de Delta em Minas Gerais. 

A solenidade também contará com a presença dos ministros Roberto Brant (Previdência e Assistência Social), Carlos Melles (Esporte e Turismo), Pimenta da Veiga (Comunicações), Andrea Matarazzo (Secom), além do Secretário Geral da Presidência da República, Aloysio Nunes e o Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. 

Localizada na BR-050, a ponte sobre o Rio Grande tem extensão total de 420 metros, com duas pistas de rolamento em cada sentido, acostamentos e passarelas para pedestres. A nova ponte vai substituir a antiga, que não foi projetada para suportar o peso atual dos caminhões e encontrava-se bastante deteriorada, chegando a ser interditada por duas vezes - em outubro de 2000 e janeiro de 2001 - para reparos na estrutura metálica. 

A obra teve início em maio de 1996 e recebeu R$ 11,2 milhões em investimentos. A nova ponte tem 25 metros de largura e irão trafegar por ela, diariamente, 8.500 veículos. 

A BR-050 é o principal corredor para o escoamento da produção mineira e de grãos do planalto central. Pode ser considerada também como a principal ligação rodoviária de São Paulo com a Capital Federal. Além disso, a região é vizinha de grandes indústrias como a Fosfértil (adubo) e as Usinas Delta e Junqueira (açúcar e álcool). 

Assessoria de Comunicação Social 
Ministério dos Transportes 
Fonte: Ascom/MT - Welva Borges 

terça-feira, 17 de abril de 2001

Rodoanel Paulista recebe nome de Mário Covas

Alckmin sancionou lei no Trecho Oeste e recebeu repasse de R$ 90 milhões do Governo Federal.

O Rodoanel Paulista - com cerca de 170 quilômetros de extensão, uma das maiores obras rodoviárias do País, com similares só em cidades do Japão e da Inglaterra - recebeu o nome de Mário Covas na manhã desta terça-feira, dia 17. A lei, de nº 127/2001, da Assembléia Legislativa, foi sancionada pelo governador Geraldo Alckmin, no quilômetro 22 da Via Anhangüera. 

A homenagem foi recebida com emoção por Lila Covas e familiares, e com lágrimas e aplausos do público. O governador também fez a perfuração simbólica do sexto e último túnel, que é o maior deste trecho, com 1,7 quilômetro de extensão, localizado entre as rodovias Castello Branco e Anhangüera.

 Durante o evento foi assinado pelo governador e pelo ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, um novo aditivo de contrato de parceria (o terceiro termo), entre o Estado e o Governo Federal. Pelo convênio a União repassa R$ 90 milhões para as obras, este valor, somado aos R$ 163 milhões investidos pelo Estado, será destinado para a conclusão do Trecho Oeste. 

Previsto para estar pronto no segundo semestre deste ano, com custo total de R$ 253 milhões, esse trecho passa por Embu, Cotia, Osasco, Carapicuíba, Barueri e Santana do Paranaíba. Interligando as rodovias Régis Bittencourt, Raposo Tavares, Castello Branco, Anhanguera, Bandeirantes e Estrada Velha de Campinas. Alckmin associou a escolha desta grandiosa obra ao nome de Covas, pela sua importância logística e estratégica, 'não só para o Estado, mas para todo o País'. Sancionada a lei, a presidente do Fundo Social de Solidariedade, Maria Lúcia Alckmin, entregou para Lila Covas uma placa de prata com os termos da promulgação da lei, num momento de comoção coletiva. 

A homenagem reuniu ainda os filhos de Covas, Renata e Mário Covas Neto e os netos Bruno e Gustavo. Também participaram secretários de Estado, deputados federais, estaduais, o presidente da Assembléia Legislativa, Walter Feldman, o ex-governador Paulo Egydio Martins, empresários e os trabalhadores que constroem o Rodoanel. Alckmin disse que, seguindo os preceitos de Covas, o Governo de São Paulo fará todo o esforço necessário para entregar este trecho à população no prazo previsto. 'Esta obra é uma obrigação que a administração atual assumiu, porque foi norteada pelos princípios e valores de Mário Covas, qualidades que herdamos ao ter o privilégio de participar da sua escola'. 

Disse ainda que o Rodoanel é fruto da ousadia de Covas, que tirou o projeto do papel e fez que 'se consubstanciasse neste grande canteiro de obras que vemos aqui na Região Metropolitana de São Paulo'.

Para o ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, 'ao renovar a parceria com o Estado de São Paulo, o presidente Fernando Henrique Cardoso renova a homenagem, a amizade, o companheirismo de larga data com o grande homem público chamado Mário Covas'. 

O ministro lembrou que cada vez que for mencionado o Rodoanel, também será lembrada a figura singular de Mário Covas. O ex-presidente da Assembléia Legislativa, deputado Vanderlei Macris (PSDB), responsável pela iniciativa do projeto de lei, disse que 'a aprovação da homenagem foi unânime nos 14 partidos da Casa'. Macris disse ainda que após a morte de Covas tem sido fácil compreender que a política tem que ser exercida com ética, caráter e dignidade. 'O mais difícil é manter o nível da política feita por ele'. 

Trecho Oeste 

 O secretário dos Transportes, Michael Zeitlin, destacou a grandiosidade da construção com alguns números, lembrando que Covas gostava muito de números. 'Neste Trecho Oeste, são 25 milhões de metros cúbicos de terraplenagem, 1,5 milhão de metros quadrados de pavimentação prevista, que será executado em grande parte em pavimento rígido de concreto, canalização de três mil metros do Córrego de Carapicuíba e a construção de dois piscinões, com capacidade total de 700 mil metros cúbicos, que terão objetivo de eliminar as enchentes nos municípios de Osasco, Carapicuíba e Barueri.' 

Zeitlin disse ainda que serão construídas quatro pontes sobre o rio Tietê. Duas delas terão a maior largura já construída no país pelo processo de balanço sucessivo. O secretário esclareceu que este tipo de ponte é feita com apoio de estrutura metálica com 4,5 mil toneladas. 

O Trecho Oeste do Rodoanel, que já está com 60% das obras executadas, terá 43 viadutos ao longo dos seus 32 quilômetros; sete trevos, destes, cinco cruzarão com outros cinco trevos das dez rodovias que chegam a São Paulo - Bandeirantes, Anhanguera, Castello Branco, Raposo Tavares e Régis Bittencourt. 

Além de dois outros trevos, um na avenida Raimundo Pereira de Magalhães, na extremidade do Trecho Oeste, e o trevo da Padroeira, entre os municípios de Osasco e Carapicuíba. Os seis túneis deste trecho têm extensão total de 5,7 quilômetros. A secção transversal destes túneis tem 220 metros quadrados, a maior já executada no país - três vezes a área de um túnel de metrô. Isso representa três mil empregos diretos e dez mil empregos indiretos. 

Para a execução do Trecho Oeste, foram cadastradas mais de 1.800 famílias das regiões, e estão programados o reassentamento ou indenização para mais de duas mil famílias da região. As desapropriações chegarão a 540 propriedades, num total de 5,1 mil metros quadrados. Também estão sendo tomadas medidas para melhorar o meio ambiente das áreas circunvizinhas.

quinta-feira, 22 de março de 2001

Ferronorte avançará 1 km por dia


A Ferronorte, ferrovia que vai baratear o transporte de grãos do Centro-Oeste do Brasil para os portos do Sudeste, vai avançar à velocidade de um quilômetro por dia até atingir Alto Taquari (MT), o que está previsto para abril de 1999.  

A garantia é do presidente Fernando Henrique Cardoso, que ontem inaugurou o primeiro trecho da obra, de 110 km, entre Aparecida do Taboado e Inocência, no Mato Grosso do Sul. Quando chegar a Alto Taquari, a Ferronorte terá 400 km.  

A inauguração do trecho inicial da ferrovia aconteceu às 10h55 (horário de Brasília), em Aparecida do Taboado. Centenas de pessoas e jornalistas se aglomeraram sob chuva e frio para ouvir FHC, que estava acompanhado dos governadores Wilson Barbosa Martins (MS) e Dante de Oliveira (MT), do vice-governador de São Paulo, Geraldo Alckimin, e do ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, além de senadores, deputados e prefeitos.  

Em seguida, o presidente subiu no trem que fará o primeiro transporte de soja até o porto de Santos, saindo da Ferronorte e entrando nos trilhos da Fepasa através de uma ponte rodoferroviária de 3,7 km, construída sobre o Rio Paraná entre Aparecida do Taboado e Rubinéia (SP).  

O trem levou 25 minutos para chegar a Rubinéia. Apesar da chuva, o presidente fez questão de viajar à frente da locomotiva. Um comportamento claro de candidato à reeleição, reforçado pelo bom humor e a paciência ao acenar várias vezes a pedido dos fotógrafos. 


INTEGRAÇÃO - Em Rubinéia, FHC foi para o auditório da Constran, empreiteira que construiu a ponte rodoferroviária, também inaugurada ontem. Na solenidade, só o presidente discursou e, no encerramento, abriu a palavra a quatro pessoas comuns.  

Apresentados pelo próprio FHC, um médico, uma estudante, um produtor e um comerciante enalteceram a importância da ponte para a integração entre MS e SP. Eles lembraram as dificuldades que até então os moradores dos dois Estados enfrentavam para se comunicar em razão da demora do transporte por balsa, que agora deve ser desativado.  

Às 12h48, FHC deixou o auditório e se dirigiu a um palanque no canteiro de obras da Constran, onde fez o seu terceiro discurso do dia, precedido de intenso foguetório que durou 35 segundos.  

Ao concluir, o presidente, protegido da imprensa por um cordão de isolamento formado por soldados do Exército, foi cumprimentar as pessoas que acompanharam seu discurso também sob chuva, a uma distância de aproximadamente 30 metros. Ele não falou com os jornalistas e, ao se despedir, já no ônibus da comitiva presidencial, acenou com o gesto da vitória.


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