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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Juventude Desempregada

Deputado Eliseu Padilha
Eliseu Padilha (02/08/2010) - Com base em estudo divulgado pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), a mídia nacional chamou nossa atenção para o gravíssimo fato de que o desemprego entre os jovens, de 15 a 24 anos, é 3,5 vezes o desemprego dos adultos. 

O fato dos jovens serem preteridos no mercado de trabalho merece uma profunda reflexão e providências para a reversão do preocupante quadro. Neste mundo em que a informação e o mercado estão globalizados, as causas, conseqüências e as soluções para este fenômeno brasileiro podem ser enunciadas assim: 

I – CAUSAS: A falta de qualificação, a falta de conhecimento específico e geral são as causas do desemprego dos jovens. Em nosso país, a qualificação para o trabalho é papel que ficou reservado para as escolas. O ser humano é produto da família, da escola e do convívio social, mas a qualificação profissional é papel da educação, da escola. O ensino fundamental, até o nono ano, é obrigatório no Brasil. 

Em tese, todos os brasileiros devem no mínimo cursá-lo. Ocorre que nosso ensino fundamental tem uma matriz curricular que atenderia o mercado de trabalho da primeira metade do século passado. Formamos jovens para um mercado que não existe e o mercado existente exige qualificação que o jovem não tem. O Estado forma, atualmente, analfabetos funcionais. Portanto a maior causa do desemprego dos jovens é o atraso e a deficiência do ensino obrigatório, por falta de visão e de planejamento estratégico estatal. 

II – CONSEQUÊNCIAS: A falta de emprego oportuniza a participação dos jovens em fatos que todos gostaríamos de afastar definitivamente de nosso quotidiano. Cito o fato de que a maioria dos acusados em investigações policiais e processos criminais são jovens. No tráfico de drogas, um dos grandes males dos centros urbanos, a maioria esmagadora dos envolvidos é composta por jovens. 

O desemprego tem tudo a ver com estas "outras ocupações" dos nossos jovens. Devemos combater o desemprego de per si, mas o desemprego dos jovens tem que ser combatido com redobrada força e dedicação, pois suas conseqüências são muito mais maléficas e traumáticas. Colocam muitas interrogações sobre o nosso futuro como nação. 

III – SOLUÇÃO: Estamos vivendo, presentemente, a civilização do conhecimento. O mercado globalizado vive e se movimenta com base na competitividade e na produtividade. Vale dizer, o saber específico é determinante. Sistema de ensino que forma – no ensino obrigatório – analfabetos funcionais, poderá garantir espaço no mercado globalizado que exige competitividade e produtividade? Não! A persistir o atual sistema de ensino, formaremos pessoas para um mercado de trabalho que não mais existe. Condenaremos nossos jovens ao desemprego, ao desencanto, ao descaminho. heguei a tal conclusão há anos e, movido por ela, propus a Emenda Constitucional nº 232/2004, através da qual busco tornar obrigatório o ensino até o nível médio (antigo segundo grau) e neste a terminalidade técnica profissionalizante. 

Isto foi o que fizeram países da Europa a Coréia do Sul e mais recentemente, aqui na América do Sul, o Chile. O surto de ocupação dos jovens técnicos e de desenvolvimento em tais Estados falam por si só. Como vivemos a civilização do conhecimento, sem este é semi-impossível o ingresso no mercado de trabalho. Outro argumento, em favor da obrigatoriedade do ensino técnico, é o de que garantindo o trabalho do técnico este na semi-totalidade buscará e custeará sua graduação superior, pré-requisito a ser suprido pela maioria da população para nos libertarmos dos grilhões que nos prendem ao subdesenvolvimento e ao terceiro mundo. 

Só seremos uma nação desenvolvida, só ingressaremos no grupo de nações do primeiro mundo, no dia em que o conhecimento equivalente ao nível superior estiver sob o domínio da maioria da população. Urge garantir a nossos jovens a formação técnica profissionalizante. *Deputado federal, presidente da Fundação Ulysses Guimarães Nacional e secretário-geral do PMDB/RS

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Eliseu Padilha defende maior qualidade de ensino no País



Deputado Eliseu Padilha defende educação como prioridade
"O Brasil precisa de um projeto de desenvolvimento do ser humano, no sentido de promover a construção da cidadania plena, com prioridade para a educação". A afirmação foi feita em Plenário pelo deputado Eliseu Padilha (PMDB-RS), que lamentou a falta de formação e de conhecimento da população, principalmente dos mais jovens. Para ele, o atual sistema de ensino obrigatório é falho, embora o Brasil reúna excepcionais condições para se tornar um dos países mais desenvolvidos do mundo. “O maior obstáculo que nos impede de chegar à condição de nação desenvolvida é o baixo nível educacional dos brasileiros”, diagnosticou. 

Na avaliação do parlamentar, são urgentes a revisão e a mudança do sistema de ensino fundamental do País. Somente com a universalização do nível médio e a melhoria da qualidade do ensino, sustentou, “o sonho de crescimento ocorrerá”. O deputado destacou a necessidade de uma educação de qualidade, ao citar os resultados do levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), apontando que, em 2005, o desemprego entre jovens de 15 a 24 anos era 3,5 vezes maior do que o medido entre os trabalhadores adultos. Para Padilha, o fato de os jovens serem preteridos no mercado de trabalho merece uma profunda reflexão e a adoção de providências para a reversão do quadro. 

Eliseu Padilha lembrou ainda que o Ministério de Educação divulgou em junho deste ano o novo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), relativo ao ano de 2007 e, com base nele, constatou que o Brasil precisa melhorar o seu desempenho em 71% para atingir o patamar mínimo exigido nos países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Em uma escala de 0 a 10, frisou o deputado, o índice alcançado nas escolas públicas brasileiras é de 3,5, enquanto que o índice mínimo exigido nos países da OCDE é 6,0. 

Outro dado importante e igualmente preocupante divulgado pelo Ideb, segundo o deputado, é que apenas dois municípios - Imigrantes e Três Arroios, no Rio Grande do Sul - apresentam, na oitava série, índice igual ao mínimo exigido nos países desenvolvidos. Para o parlamentar, também não haverá sistema educacional qualificado se não houver profissionais valorizados e qualificados. Por isso, ele lembrou que a Câmara analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 47/07, de sua autoria, que eleva de 18% para 25% o percentual aplicado pela União na manutenção e desenvolvimento do ensino. “São necessários mais recursos financeiros para que a União possa melhorar o sistema educacional do Brasil”, afirmou.


Fonte: Agência Câmara Notícias de 02/07/2008


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