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| Ministro Eliseu Padilha |
Mais segurança nas Sete Curvas Trecho da
BR-060, que liga Brasília a Goiânia, agora é controlado por sensores de
velocidade. Lúcia Leal Em uma cerimônia simples e rápida, o diretor-geral do
Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), Jaime Pacheco, inaugurou
ontem, oficialmente, o complexo de redutores que fará o controle da velocidade
nas Sete Curvas, considerado o trecho mais perigoso da BR-060, que liga
Brasília a Goiânia.
A partir de agora, os motoristas terão de obedecer à
velocidade máxima de 60 quilômetros por hora nos oito quilômetros de extensão
que compreendem o intervalo e, caso contrário, sofrerão as conseqüências da
infração no bolso.
A multa por excesso de velocidade, de acordo com o Código de
Trânsito Brasileiro, é no mínimo de 180 Ufirs (R$ 190,80), que pode ser
multiplicada por três ou cinco, dependendo da velocidade excedida e da
permitida na via. Ao todo, foram instalados oito redutores, sendo cinco no
sentido Brasília-Goiânia e três no sentido inverso. Dois deles possuem display
que mostra a velocidade do veículo.
Propositadamente, um deles foi afixado
exatamente no início do trecho de quem vai para a capital goiana, após a divisa
DF/GO, em frente ao posto policial, com o objetivo de despertar o motorista
para o perigo dos próximos quilômetros. Do outro lado da pista, o redutor
encerra a fiscalização no trecho. Nesta altura, a velocidade máxima permitida é
de 40 quilômetros por hora. De acordo com o diretor-geral do DNER, o local foi
escolhido porque fica em um declive, o que colaborava para os veículos
alcançarem alta velocidade.
Além disso, concentra uma pequena comunidade, que
usa as duas pistas para fazer travessia e ter acesso a escola, restaurante,
mercado, entre outros estabelecimentos próximos. "Antes muitas pessoas,
inclusive crianças, corriam risco de vida, porque os carros passavam aqui a uma
velocidade média de 150 quilômetros por hora", explicou Pacheco. Os outros
seis redutores ao longo do trecho, com velocidade máxima de 60 quilômetros por
hora, são do tipo bandeira, que ficam suspensos à beira da estrada. Apesar da
diferença física, o sistema de controle da velocidade é o mesmo.
Ou seja, o
veículo que exceder será devidamente fotografado e a multa emitida pelo DNER. A
escolha por esse tipo de redutor, segundo o diretor-geral, é apenas por uma
questão de segurança. "As bandeiras são mais difíceis de serem
danificadas, apesar de os que têm display serem blindados." Os oito
equipamentos foram instalados atendendo a uma determinação do ministro dos
Transportes, Eliseu Padilha.
O objetivo da iniciativa é reduzir e até mesmo
eliminar o elevado número de acidentes com mortes e feridos no local das Sete
Curvas. As estatísticas do DNER apontam um total de 66 acidentes com vítimas
ocorridos no trecho em 99. No ano passado, este número subiu para 78. No total
de 144 acidentes, sete pessoas morreram, 33 sofreram ferimentos graves e 104
tiveram escoriações pelo corpo. Somente três conseguiram sair ilesas.
Durante a
cerimônia, acompanhada ainda pelo secretário de Infra-estrutura de Goiás,
Carlos Maranhão, e do chefe do distrito do DNER-GO, José Olímpio, o secretário
de Transportes do DF, Karin Nabut, disse que toda e qualquer iniciativa que
venha a contribuir para a preservação das vidas das pessoas que trafegam pelo
local diariamente são bem-vindas, como a duplicação do trecho e agora, com a
instalação dos redutores. Com relação a sua sugestão, de estudar novo traçado
para as Sete Curvas, aproveitando a evolução da tecnologia, o diretor-geral do
DNER afirmou que o órgão está estudando essa possibilidade.
Fonte: transportes.gov

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