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| Ministro Padilha inaugura Ponte sobre o Rio Taquari |
O ministro dos Transportes, Eliseu Padilha,
estará nesta sexta-feira (14/09/2001), às 16 horas, no município de Estrela (RS) para
inaugurar a Ponte sobre o Rio Taquari, no quilômetro 348. Este é mais um trecho
que integra a duplicação da BR-386, conhecida como "Tabaí-Canoas"
, "Estrada da Produção", ou ainda "Rodovia Presidente
Kennedy".
Em agosto de 2000, o Ministro já havia liberado o tráfego no
viaduto de acesso ao Pólo Petroquímico de Triunfo (ago/2000). Com a
inauguração, a travessia sobre o Rio Taquari, entre Estrela e Lajeado, terá
duas pontes, atendendo os dois sentidos de trânsito na BR-386.
A primeira foi inaugurada
em 1995 em substituição a uma antiga travessia - que apresentava problemas na
estrutura e teve de ser demolida. Esta que o ministro Padilha entrega na
próxima sexta-feira, foi iniciada em 30 de maio de 1998 e representa um
investimento de R$ 8 milhões. A construção de duas estruturas era necessária
para dar continuidade à duplicação da BR-386 que está em pleno andamento.
Caso
contrário, o motorista que utiliza a Tabaí-Canoas faria todo o
trajeto em pista dupla e encontraria um gargalo no trânsito de um dos pontos de
maior movimento da "Estrada da Produção". Além da ponte,
também estão sendo construídas duas passarelas para pedestres: uma em Lajeado e
outra em Estrela, obras justificadas pelo grande número de acidentes e
atropelamentos que ocorrem no trecho que liga as duas cidades vizinhas, onde o
fluxo de veículos chega a 20 mil por dia.
Os números e outras
informações:
*Início: maio de 1998
*Término: setembro
de 2001
*1ª etapa - implosão da ponte antiga: 1998
*2ª
etapa - início da reconstrução: 1999
*Extensão da ponte: 262
metros
*Empregos gerados durante a obra (1998 a 2001): 120
diretos.
*Investimento do Governo Federal: R$ 8 milhões
(incluindo as passarelas) *Investimento por ano: - 1998 - R$
2,60 milhões - 1999 - R$ 1,74 milhões - 2000 - R$ 2,64 milhões - 2001 - R$ 1,32
milhão (até 31/07/2001) - 2001 - serão investidos mais R$ 720 mil para a
conclusão das passarelas.
*Construtora: M Martins Engenharia e
Comércio Ltda.
*Jurisdição: 10º Distrito Rodoviário Federal do
DNER.
A história da ponte
A ponte sobre o Rio Taquari
representa um dos pontos mais importantes da malha rodoviária federal do Rio
Grande do Sul, pois, através da BR-386/RS - conhecida como Estrada da Produção
- é escoada grande parte da produção agropecuária (especialmente de grãos)
proveniente do Norte do Estado e com destino ao Centro/Sul, com destaque para
as cargas que têm como destino o Porto de Rio Grande.
A primeira ponte foi
construída entre as décadas de 60 e 70, durante a implantação da rodovia. A
BR-386/RS foi batizada como Rodovia Presidente Kennedy,
devido ao fato do projeto final de engenharia e sua execução haver sido
acompanhada por técnicos norte-americanos. Naquele período a rodovia se
encontrava sob a jurisdição do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem
(DAER).
Ao longo do tempo, especialmente devido às chuvas e aos problemas
estruturais de construção constatados, ocorreram várias interrupções de tráfego
sobre a ponte que obrigavam veículos leves e pesados a utilizarem balsas para a
transposição do rio, enquanto passageiros de ônibus viam-se forçados a cruzar a
pé a ponte interditada.
Este problema, agora, está resolvido com a liberação
das duas pontes paralelas que ligam Porto Alegre ao interior, uma para cada
sentido do trânsito da rodovia.
A ponte e a duplicação da BR-386/RS
A
obra é importante porque duplica a capacidade de tráfego da rodovia BR-386/RS.
O movimento é de aproximadamente 20 mil veículos/dia (média anual). Esta
demanda, atualmente é atendida por uma única ponte que conta com uma pista de
tráfego em cada sentido. Porém, a ponte não teve tratamento isolado por parte
do Ministério dos Transportes.
Na verdade, ela faz parte do contexto da
restauração e ampliação de capacidade da BR-386/RS entre Tabaí (no
entroncamento da rodovia, com a RST-287) e Canoas (no entroncamento da rodovia,
com a BR-116) - trecho que tem sua conclusão prevista para o final deste ano.
Além das passarelas para pedestres em Estrela e Lajeado (que já foram iniciadas
e serão concluídas, também em 2001), está previsto o lançamento do edital para
a duplicação do trecho entre Estrela e Tabaí.
A ponte e o Porto de
Estrela
Localizado na mesma região, o porto fluvial de Estrela
possibilita aos produtores do Vale do Taquari, a utilização da rodovia e da
hidrovia para o transporte de cargas. Visando à intermodalidade e ampliando a
utilização das hidrovias no Rio Grande do Sul, o Ministério dos Transportes
investiu R$ 250 mil para a mudança da concepção do Porto de Estrela. Desde sua
inauguração, em novembro de 1977, as instalações portuárias se limitavam ao
transporte de grãos.
Em setembro de 1998, com a transferência e manutenção de
equipamentos do Porto de Santos (Codesp), o Porto de Estrela passou a estar em
condições técnicas de movimentar contêineres e, atendendo às reivindicações do empresariado
local, foi obtido o alfandegamento do porto, no final de 1999.
O próximo passo
será a reabertura da hidrovia da Lagoa Mirim, na Zona Sul do Estado, que
permitirá o acesso desde Santa Vitória do Palmar, passando pelo Canal do São
Gonçalo, Lagoa dos Patos, rio Guaíba, até o Rio Taquari, chegando ao Porto de
Estrela e somando 650 quilômetros de hidrovias navegáveis.
Na extremidade sul -
em Santa Vitória do Palmar, será possível o transporte de cargas para o Uruguai
- via rodoviária. E, a partir do Porto de Estrela, por ferrovia ou pela
BR-386/RS (passando pela ponte sobre o rio Taquari), será possível transportar
cargas em direção aos estados de Santa Catarina, Paraná e São Paulo.
Consolidadas estas ações, que vão integrar rodovias, hidrovias, portos e
ferrovias, teremos um Corredor Multimodalque ligará Montevidéu a
São Paulo. Neste corredor, os municípios de Estrela e Lajeado ocupam lugar de
destaque, pois, a mudança de concepção do porto associada à conclusão da ponte
sobre o rio Taquari, qualifica o modal rodoviário para absorver as demandas do
transporte de cargas, especialmente de grãos e de calcário - este último com
jazidas potenciais, na região de Santa Vitória do Palmar.
Assessoria de Comunicação Social
Ministério dos Transportes
Fonte: Ascom/MT


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