Padilha participou ontem da solenidade em que o governador Geraldo
Alckmin (PSDB) sancionou a lei que dá o nome de Mário Covas, morto em março, ao
Rodoanel. A obra terá 170 quilômetros de extensão, interligando as dez
principais rodovias que chegam à Grande de São Paulo e 19 cidades.
A viúva de
Covas, Lila, e seus filhos Renata Covas Lopes e Mário Covas Neto, o Zuzinha,
compareceram ao evento. A expectativa de Alckmin é de que a União repasse o
dinheiro até maio. Para ele, o atraso é normal, já que as verbas da União só
são liberadas a partir de abril e maio. "Os R$ 90 milhões devem ser
liberados em breve, pois estão previstos no Orçamento."
O governador
relembrou que o custo da obra deveria ser bancado na proporção de 50% pelo
Estado, 25% pela União e 25% pela Prefeitura. Com a impossibilidade de a
capital contribuir com sua parte, o Estado vai custear 75% da construção, o que
equivale a R$ 163 milhões. Segundo o secretário de Estado dos Transportes,
Michael Zeitlin, a obra não deixará de ser concluída, mesmo que ocorra um
eventual atraso de liberação da verba federal. "Isso não ocorrerá em
hipótese nenhuma", garantiu Zeitlin.
O governo do Estado pretende entregar
o trecho oeste até o fim do ano. A previsão inicial, porém, tinha outubro como
meta. Somente essa parte da obra vai custar R$ 1 bilhão. Ao todo, o Rodoanel
deverá consumir R$ 6 bilhões. O trecho terá duas pistas com quatro faixas de
rolamento, acostamento, 43 viadutos, 6 pontes e 3 túneis duplos.
O primeiro
trecho, que liga a Rodovia Régis Bittencourt a Raposo Tavares, será entregue em
junho. Pedágio - Alckmin garantiu que não haverá praças de pedágio na extensão
do Rodoanel e a via não será entregue à concessão privada. "A obra foi
feita com dinheiro público e vai continuar sendo mantida pelo Estado",
afirmou. "Pelo menos até 2003, enquanto eu for governador de São Paulo. A
partir daí, eu não posso responder."
Fonte: transportes.gov

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