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| Ministro Eliseu Lemos Padilha |
Para recuperar a condição de investimento e evitar grandes problemas num futuro
próximo, o ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, defendeu hoje, em
exposição na Câmara dos Deputados, a criação do Fundo Nacional dos Transportes,
com recursos oriundos do petróleo. Não se trata de imposto novo, trata-se de
vincular ao setor de transportes parte dos recursos que já são repassados ao
Tesouro Nacional pelo setor do petróleo, explicou o ministro.
Segundo Padilha,
este ano o setor de petróleo deve contribuir com o Tesouro Nacional em cerca de
R$ 20 bilhões. E o setor de transportes necessita de R$ 4,1 bilhões para
recuperar sua melhor condição de funcionamento.
Em sua palestra, na Comissão
Especial que estuda a Proposta de Emenda Constitucional sobre os combustíveis, Eliseu Padilha lembrou que entre 1975 e 1980, durante vigência do FNT, o país aplicou
em média 0,8% do PIB em transportes. Com a nova Constituição, acabou o FNT e a
aplicação em transportes caiu para uma média de 02,% entre 1990 e 2000.
Ao
contrário, há um impacto 14 vezes maior sobre a malha rodoviária, que já está
com idade o dobro da sua vida útil (12 a 15 anos). A frota nacional de pouco
mais de 4 milhões de veículos hoje ultrapassa 31 milhões. Os investimentos
caíram 41% e a malha rodoviária de 24 mil km subiu para 56 mil km.
Para o ministro
dos Transportes, é necessários recuperar a malha rodoviária, que tem apenas 19
mil km em ótimo/bom estado de conservação. O ideal, conforme padrões
internacionais, seriam 78% dos atuais 56 mil km pavimentados. "Vincular
recursos seria importante, porque iria garantir a execução orçamentária, ao
contrário do que ocorre hoje com sucessivos cortes que, justificadamente,
atingem o setor de infra-estrutura", defendeu Padilha.
Conforme o ministro
Padilha, a criação do FNT poderia garantir os recursos necessários ao setor de
Transportes, que hoje somariam R$ 4 bilhões e 100 mil. Seriam R$ 2 bilhões 980
milhões para rodovias, R$ 640 milhões para ferrovias, R$ 250 milhões para
portos, R$ 150 milhões para hidrovias e R$ 80 milhões para fiscalização do
setor.
Assessoria de Comunicação Social
Ministério dos Transportes
Fonte:
Ascom/MT - Eurico Batista

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